Ideias velhas, recicladas a bem do ambiente intelectual português. (E algumas intimidades partilháveis)
sábado, 28 de junho de 2008
Mundo Novo

As palavras, as mensagens, ou os sons da guitarra não se querem aprazados.
O que Zeca Afonso criou não se esgota nos dias de um Abril.
(http://chapitoblog.blogspot.com/2008/06/vera-guita-no-bart-do-chapit.html)
Canções de Zeca Afonso foram Canções do Outro Mundo, na Quinta-feira, no Chapitô, em Lisboa. Vera Guita e Adriano Serôdio, montemorenses de gema, juntaram talentos e experiência para anunciar Zeca perpétuo. Com o espaço a abarrotar, não deram mãos e voz a medir. Presentes amigos e desconhecidos que há muito não ouviam uma voz assim.
O que Zeca Afonso criou não se esgota nos dias de um Abril.
(http://chapitoblog.blogspot.com/2008/06/vera-guita-no-bart-do-chapit.html)
Canções de Zeca Afonso foram Canções do Outro Mundo, na Quinta-feira, no Chapitô, em Lisboa. Vera Guita e Adriano Serôdio, montemorenses de gema, juntaram talentos e experiência para anunciar Zeca perpétuo. Com o espaço a abarrotar, não deram mãos e voz a medir. Presentes amigos e desconhecidos que há muito não ouviam uma voz assim.
terça-feira, 24 de junho de 2008
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Cloreto de Sódio
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6/24/2008 08:46:00 da tarde
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Crise (bem) instalada
Foto: Fornos crematórios de AuschwitzNão são necessárias catástrofes naturais para fazer estalar a crise. Basta um Governo que queira pôr o país no lugar, depois de três décadas a vivermos a balões de oxigénio com as esmolas da Comunidade Europeia, algumas delas muito bem aproveitadas por alguns.
Não precisamos de inundações, de guerras ou de epidemias para conhecermos o sabor da crise. Basta haver obras megalómanas e desnecessárias que delapidem o erário público. Basta haver brutais e contínuas fugas ao fisco, derrapagens vergonhosas em obras gigantescas como a Expo, os estádios de futebol e os túneis dos marqueses e de mais não sei quem. E as outras “fugas” que ainda estão para vir, com o TGV e o aeroporto.
A crise estala como estala o verniz das senhoras de bem que tropeçam e dizem, inadvertidamente, um palavrão. As medidas que Sócrates tomou para acabar com os problemas da nação ainda os puseram mais em evidência. Temos de admitir que não é ele o responsável pelo estado de coisas em que nos encontramos, mas, ao impor reformas em catadupa, as coisas ficaram num estado ainda pior. Ao expor despudoradamente a crise diante de nós todos, esqueceu-se que o Estado é um dos responsáveis por não ter dado fim a este problema há mais tempo. E se os políticos antes destes revelaram um enorme autismo por nunca terem tentado reparar o mal, os de agora mantêm a mesma incapacidade de ver que o país não aguenta tanta mudança em simultâneo. Sócrates quer servir o país, mas acho que se esqueceu que o país é, fundamentalmente, formado por pessoas. Pessoas e não números. Pessoas que começam a não aguentar esta vontade férrea de querer mudar Portugal, cegamente e à força, depois de 30 anos de caviar, champanhe e dinheiro a rodos. Por aquilo que ouço dizer ao Eng.º Sócrates, fico com a sensação de que o Portugal dele não é o mesmo Portugal onde nós vivemos.
Os professores manifestaram-se e o Governo não ligou. Outros grupos profissionais mostraram o seu descontentamento e o Governo encolheu os ombros. Os pescadores paralisaram e o Governo sorriu. Os camionistas usaram do seu poder e pararam o país. Houve piquetes de greve, violência, justiça à solta nas estradas, mortes e camiões incendiados. Porquê? Porque Sócrates não percebeu as chamadas de atenção feitas com diplomacia. Sócrates só percebeu o uso da força bruta e ficou a saber que um camião TIR tem mais poder do que mil manifestações pela avenida da Liberdade. É pena que os professores não tenham carta de pesados.
As consequências de trinta anos de oportunismo e falta de visão estão aí e resumem-se a duas coisas fundamentais para a nossa vida: combustível e comida. De um depende a outra. O combustível começa a escassear, as prateleiras dos supermercados estão a ficar vazias e o povo, como acontece nestas ocasiões, fica histérico. Enquanto produzo este arrazoado de preocupações, o Governo ainda não se manifestou nem incluiu na sua agenda a necessidade de uma palavrinha ao povo. O poder não pode andar na rua. A liberdade de cada um não deve continuar a ser ameaçada. O poder do Estado tem de ser exercido. Afinal quem manda no país? Carolina Salgado? Pinto da Costa? Valentim Loureiro? Piquetes de grevistas? Quem assume a responsabilidade do morto e dos feridos? Quem assume a responsabilidade dos camiões destruídos? Das toneladas de bens estragados? A fama de intolerante de Sócrates não lhe está a servir de proveito. Os partidos da Oposição calaram-se. O Presidente da República calou-se (como de costume) e o povo já anda aflito sem saber a quem recorrer.
Portugal está agora com as feridas abertas, expostas a um qualquer abutre que se apresente como salvador da pátria. Se assim for, em breve Caxias, Peniche e o Aljube voltarão a ter utilidade. E o Tarrafal também. Hitler não tomou o poder de assalto. Foi eleito chanceler por um povo em desespero que punha lá o primeiro que lhe prometesse um bocadinho de felicidade. Sócrates tem os dias contados. Já não é Sócrates que me preocupa. É quem vier a seguir.
Esta pode mesmo vir a ser a minha última crónica sem passar pelo lápis azul.
Não precisamos de inundações, de guerras ou de epidemias para conhecermos o sabor da crise. Basta haver obras megalómanas e desnecessárias que delapidem o erário público. Basta haver brutais e contínuas fugas ao fisco, derrapagens vergonhosas em obras gigantescas como a Expo, os estádios de futebol e os túneis dos marqueses e de mais não sei quem. E as outras “fugas” que ainda estão para vir, com o TGV e o aeroporto.
A crise estala como estala o verniz das senhoras de bem que tropeçam e dizem, inadvertidamente, um palavrão. As medidas que Sócrates tomou para acabar com os problemas da nação ainda os puseram mais em evidência. Temos de admitir que não é ele o responsável pelo estado de coisas em que nos encontramos, mas, ao impor reformas em catadupa, as coisas ficaram num estado ainda pior. Ao expor despudoradamente a crise diante de nós todos, esqueceu-se que o Estado é um dos responsáveis por não ter dado fim a este problema há mais tempo. E se os políticos antes destes revelaram um enorme autismo por nunca terem tentado reparar o mal, os de agora mantêm a mesma incapacidade de ver que o país não aguenta tanta mudança em simultâneo. Sócrates quer servir o país, mas acho que se esqueceu que o país é, fundamentalmente, formado por pessoas. Pessoas e não números. Pessoas que começam a não aguentar esta vontade férrea de querer mudar Portugal, cegamente e à força, depois de 30 anos de caviar, champanhe e dinheiro a rodos. Por aquilo que ouço dizer ao Eng.º Sócrates, fico com a sensação de que o Portugal dele não é o mesmo Portugal onde nós vivemos.
Os professores manifestaram-se e o Governo não ligou. Outros grupos profissionais mostraram o seu descontentamento e o Governo encolheu os ombros. Os pescadores paralisaram e o Governo sorriu. Os camionistas usaram do seu poder e pararam o país. Houve piquetes de greve, violência, justiça à solta nas estradas, mortes e camiões incendiados. Porquê? Porque Sócrates não percebeu as chamadas de atenção feitas com diplomacia. Sócrates só percebeu o uso da força bruta e ficou a saber que um camião TIR tem mais poder do que mil manifestações pela avenida da Liberdade. É pena que os professores não tenham carta de pesados.
As consequências de trinta anos de oportunismo e falta de visão estão aí e resumem-se a duas coisas fundamentais para a nossa vida: combustível e comida. De um depende a outra. O combustível começa a escassear, as prateleiras dos supermercados estão a ficar vazias e o povo, como acontece nestas ocasiões, fica histérico. Enquanto produzo este arrazoado de preocupações, o Governo ainda não se manifestou nem incluiu na sua agenda a necessidade de uma palavrinha ao povo. O poder não pode andar na rua. A liberdade de cada um não deve continuar a ser ameaçada. O poder do Estado tem de ser exercido. Afinal quem manda no país? Carolina Salgado? Pinto da Costa? Valentim Loureiro? Piquetes de grevistas? Quem assume a responsabilidade do morto e dos feridos? Quem assume a responsabilidade dos camiões destruídos? Das toneladas de bens estragados? A fama de intolerante de Sócrates não lhe está a servir de proveito. Os partidos da Oposição calaram-se. O Presidente da República calou-se (como de costume) e o povo já anda aflito sem saber a quem recorrer.
Portugal está agora com as feridas abertas, expostas a um qualquer abutre que se apresente como salvador da pátria. Se assim for, em breve Caxias, Peniche e o Aljube voltarão a ter utilidade. E o Tarrafal também. Hitler não tomou o poder de assalto. Foi eleito chanceler por um povo em desespero que punha lá o primeiro que lhe prometesse um bocadinho de felicidade. Sócrates tem os dias contados. Já não é Sócrates que me preocupa. É quem vier a seguir.
Esta pode mesmo vir a ser a minha última crónica sem passar pelo lápis azul.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
... rima com ironia

O autocarro que transporta a Selecção aparece na televisão empurrado pela malta em euforia. Dá ideia que a crise dos combustíveis acabou por atingir o autocarro que é, imaginem, patrocinado pela Galp. A Galp não tem combustível para o autocarro da Selecção? Bem feita, digo eu. A minha fofa, que é toda maluca pela Selecção e pelo Scolari, também queria ir empurrar o autocarro, porque, coitados, eles tinham de chegar à Suiça a tempo e horas… Até começou a ir ao ginásio para ficar em forma e nos últimos meses até fez mais de 5 abdominais no tapete do quarto. Disse-lhe eu: “Boa ideia essa do ginásio. Vou contigo. Precisamos de estar em forma porque, pelo que estou a ver, vamos, em breve, começar a andar a pé.”
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Cloreto de Sódio
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6/19/2008 09:30:00 da manhã
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Esquizofrenia

Péssimo momento para se instalar a crise. Temos a Selecção Nacional de Futebol a fazer boa figura, pelo menos até agora, o que faz de Portugal um país com duas personalidades: por um lado, eufórico pelas vitórias da selecção, por outro, deprimido, porque não há nem gasolina, nem cerveja para comemorar. Isto não se faz, senhor Scolari! Isto não se faz, senhor Primeiro-ministro!
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Cloreto de Sódio
à(s)
6/19/2008 12:50:00 da manhã
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
Mais de 1000?

Mais de mil cibernautas, amigos, e outros , passaram por aqui...
Olhem, não vale a pena perderem tempo... Há outros blogues muito mais interessantes. Vá lá... mudem de canal... Ora experimentem lá estes, a ver se não tenho razão!
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/
http://www.bichos-carpinteiros.blogspot.com/
http://joaotilly.weblog.com.pt/
http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/
Divirtam-se...
Olhem, não vale a pena perderem tempo... Há outros blogues muito mais interessantes. Vá lá... mudem de canal... Ora experimentem lá estes, a ver se não tenho razão!
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/
http://www.bichos-carpinteiros.blogspot.com/
http://joaotilly.weblog.com.pt/
http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/
Divirtam-se...
domingo, 15 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Recebi agora mesmo aquele texto que estão a ver mais abaixo e resolvi dar-lhe um toque ainda mais dramático. Não sei se vou ser um mau português mas, sujeitando-me a que me chamem pró-colonialista, fascista, conservador e sei lá mais o quê, venho aqui dizer aos senhores e às senhoras que estiverem a ler isto que me recuso a participar neste CRIME de lesa-pátria! Não vou escrever assim. Nem vou ensinar a escrever assim. Prendam-me, se quiserem.De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa. Não aceito este pato, mas isso não significa que não aceite um belo almoço onde o pato seja comer um delicioso arroz de pato à maneira das nossas mães. Mas cuidado com a ora. Ora, se à ora do jantar estiver a cair umidade é importante levar um impermeável para não molhar o fato. De fato...
Uma breve nota para enviar um abraço a amigos meus, brasileiros, que lêem estas maluquices. Eles sabem que eu tenho razão.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Olha!

O Kalikas achou piada à "boca" do Cherne e enviou-me esta foto tirada à entrada/saída de Faro. Parece que o "desabafo" durou menos de 24 horas, porque foi logo "censurado" por alguém, presume-se que da autarquia, que mandou pintar por cima. "Fica a matar no blog", disse-me o Kalikas.
E fica. Obrigado.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Ana Drago. Quero-te...

...para Primeira-ministra.
És a melhor parlamentar da actualidade. Não finges. Não mentes. Não atrofias. Não baixas o nível. Não és rancorosa. Não és trauliteira. Não ofendes. És transparente. És clara. És frontal. E, cada vez que falas, a Língua Portuguesa não treme nem se arrepia. És única no panorama político português. A única que pode, de cabeça levantada, salvar a nação. És a minha candidata!
Quem vota nela?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Parabéns, Laika!

Este espaço serve também para falar das maravilhas da natureza que nos enternecem, porque o milagre da vida, que ainda ninguém me soube explicar de forma convincente, é uma estranha forma de divino, mas sem deuses a atrapalharem e a ditarem regras esquisitas. E esse é o princípio da liberdade. E, por isso, enternece-me. A minha Laika foi mãe. De uma ninhada de 6 cachorrinhos (4 rapazes e 2 raparigas) que protege com a própria vida. Ainda não têm nome, porque a pequenada cá de casa e as primas da casa do lado ainda estão a discutir a importante questão. (Porque a identidade é a coisa mais importante, a seguir à liberdade.) Mas a coisa vai. Se tiver sugestões, diga e ajude a desbloquear estes pequenos diferendos.
Ah! E, posso garantir, todos irão ficar VIVOS, nas respectivas famílias de acolhimento. Obrigado pela disponibilidade.
domingo, 18 de maio de 2008
TGV e outras palhaçadas

Deixámos de ter políticos à altura. Perderam o carisma e dizem aquilo que não sentem, perante um país que já se ri por causa de tanta barbaridade. Temos linhas orientadoras de Bruxelas muito rígidas e isso vai servindo de desculpa para lançarem o país numa viagem sem retorno. Não há dinheiro para nada, excepto para os aeroportos, para as pontes e para os TGVs que nos vão custar dias de agonia, apresentados que foram como medidas urgentes e imprescindíveis, fazendo lembrar a febre da construção dos estádios de futebol, há uns anos, por causa de um certo campeonato europeu. Querem fazer um Portugal moderno para que fique bem nas fotografias de família na Europa dos 27 (ena, tantos!). Lá teremos de pedir que façam uma fotografia tamanho gigante para tapar as misérias que vamos colmatando com peditórios sazonais para quem precisa e para esconder o descontentamento de quem desfila pelas avenidas com reclamações mas que, graças à surdez cómoda de quem nos governa, não encontra nem respeito nem resposta. Pensando bem, o que são meia-dúzia de indivíduos sem tecto, a morrerem ao abandono nas noites de Lisboa, se temos um país “moderno e atento aos desafios”? Que peso tem o facto de um milhão de idosos em Portugal viver com o rendimento mínimo garantido, se os milhões que se vão gastar com o TGV vão ser bem aplicados e com sentido de oportunidade?
Deixámos de ter políticos à altura. Eu sei que os Mários Soares, os Álvaros Cunhais e os Sá Carneiros também tiveram falhas e cometeram erros, mas galvanizavam multidões, tinham classe, apresentavam numa oratória invejável as suas ideias e os seus projectos, falavam ao povo sem perder o sentido de Estado. Os portugueses acreditavam neles… para o bem e para o mal. Agora recusamo-nos a ouvir o que os de hoje têm para dizer porque sabemos que nem eles acreditam naquilo que papagueiam.
Já não há políticos à altura. Eu reformulo: Agora já não há políticos. Há profissionais da política a usarem os cargos como trampolim para tachos grandes, gordurosos e vitalícios. Sabem porquê? Porque quem quer não sabe e quem sabe não quer. É como o que se vai passando em alguns partidos da oposição e que nunca mais serão alternativa ao poder vigente. E, se calhar, ainda bem.
E não estou a falar do PSD.
Deixámos de ter políticos à altura. Eu sei que os Mários Soares, os Álvaros Cunhais e os Sá Carneiros também tiveram falhas e cometeram erros, mas galvanizavam multidões, tinham classe, apresentavam numa oratória invejável as suas ideias e os seus projectos, falavam ao povo sem perder o sentido de Estado. Os portugueses acreditavam neles… para o bem e para o mal. Agora recusamo-nos a ouvir o que os de hoje têm para dizer porque sabemos que nem eles acreditam naquilo que papagueiam.
Já não há políticos à altura. Eu reformulo: Agora já não há políticos. Há profissionais da política a usarem os cargos como trampolim para tachos grandes, gordurosos e vitalícios. Sabem porquê? Porque quem quer não sabe e quem sabe não quer. É como o que se vai passando em alguns partidos da oposição e que nunca mais serão alternativa ao poder vigente. E, se calhar, ainda bem.
E não estou a falar do PSD.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Desculpe, senhora Professora

Sou professor de carreira. Porque quero. Porque gosto. Não sou paraquedista, nem experimentador. Sou professor mesmo. Para ensinar. Já passei por várias reformas e sobrevivi. Penso que não será esta que vai acabar com os sonhos que ainda me restam.
Depois de a senhora Professora Maria de Lurdes Rodrigues ter dito que reprovar os alunos que não sabem é mais prejudicial do que passá-los sem saber, devo alertar para o seguinte: a passagem de ano de alunos que não conseguiram, por motivos vários, reter os conhecimentos mínimos exigidos pode provocar situações que, a médio prazo, vão comprometer (ainda mais) o futuro real do país: deixamos de ter gente que saiba construir casas e os engenheiros e os arquitectos tornam-se substantivos de encher, porque não têm conhecimentos suficientes nem para ler uma planta, quanto mais para desenhá-la; não teremos médicos capacitados, os cirurgiões não saberão operar, os professores não saberão ensinar, os advogados terão dificuldade em interpretar leis, os contabilistas vão desistir de fazer contas porque não as dominam, os jornalistas não saberão escrever, nem os escritores virão a saber a diferença entre uma badana e uma contracapa. E os ministros da Educação, aqueles que souberem ler e escrever, passarão a tomar decisões ainda mais desastrosas do que as que têm tomado ultimamente. Sei que vou sobreviver a esta reforma, e que não estou sozinho mas, desculpe, senhora Ministra, quem não souber a matéria na minha disciplina não poderá passar de ano.
Depois de a senhora Professora Maria de Lurdes Rodrigues ter dito que reprovar os alunos que não sabem é mais prejudicial do que passá-los sem saber, devo alertar para o seguinte: a passagem de ano de alunos que não conseguiram, por motivos vários, reter os conhecimentos mínimos exigidos pode provocar situações que, a médio prazo, vão comprometer (ainda mais) o futuro real do país: deixamos de ter gente que saiba construir casas e os engenheiros e os arquitectos tornam-se substantivos de encher, porque não têm conhecimentos suficientes nem para ler uma planta, quanto mais para desenhá-la; não teremos médicos capacitados, os cirurgiões não saberão operar, os professores não saberão ensinar, os advogados terão dificuldade em interpretar leis, os contabilistas vão desistir de fazer contas porque não as dominam, os jornalistas não saberão escrever, nem os escritores virão a saber a diferença entre uma badana e uma contracapa. E os ministros da Educação, aqueles que souberem ler e escrever, passarão a tomar decisões ainda mais desastrosas do que as que têm tomado ultimamente. Sei que vou sobreviver a esta reforma, e que não estou sozinho mas, desculpe, senhora Ministra, quem não souber a matéria na minha disciplina não poderá passar de ano.
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