quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Vivó Nelson

Fui comemorar com a família e alguns amigos, numa esplanada do litoral. Um crêpe destes para cada um em honra do moço de Ouro. Alguém pagou a conta, para cima de assustadora. Eu não. Mas o Nelson Évora merece.

Nelson Évora


OURO!
(sem espinhas, nem problemas de jet-leg, fuso horário, soninho matinal, clima, cavalo com medo do écran ou estádio demasiado cheio!)
Quando éramos catraios, os nossos pais obrigavam-nos a assumir a responsabilidade pelas asneiras que fazíamos. Vidro partido com uma bolada significava que lá teríamos de confessar ao vizinho o nosso "crime" e retirar algum dinheiro da mesada para compensar o lesado... entre outras regras. Por cá já é tradição instituída o não assumir os erros e as responsabilidades. Ora recordem-se lá:
Guterres não resolveu os problemas do país e fugiu. Durão Barroso assustou-se com os problemas do país e fugiu. Santana Lopes não percebia nada dos problemas do país e foi obrigado a fugir e Sócrates ainda por cá anda... não sabemos por quanto tempo. Scolari falhou e fugiu e, agora, o Presidente do Comité Olímpico Português falhou e vai fugir. NINGUÉM fica para reparar os estragos. Têm uma mesada pequenina.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

De ouro...









... é este gesto da miúda, que vai oferecer a massinha do prémio a crianças necessitadas do seu país. Como se diz cá em casa, à laia de elogio: "Bela gaiata!"

Lata...


... teve aquele rapaz da VELA que, ficando em quarto lugar, veio chorar para a televisão a queixar-se da falta de apoios. De nada serve chorar DEPOIS da prova. Deveria era ter "feito barulho" DURANTE os 4 anos em que andou a treinar. Vir chorar para a televisão?? Meninos da mamã!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Prata para Vanessa...


... Mas não dou a mão à palmatória. Vanessa Fernandes veio apenas minorar os estragos. Mas vai arranjar problemas. Disse ela que "há atletas portugueses que desconhecem o significado de viver em desporto de alta competição, como em Pequim2008". Para a atleta portuguesa muitos dos seus colegas foram a Pequim... ver os Jogos. E não é que tem razão? Nos Olímpicos há apenas o 1.º. o 2.º e o 3.º lugares. A partir daí é tudo igual a ZERO.

domingo, 17 de agosto de 2008

2000?



Continuam enganados! Bom... Se chegarmos às 3.000 visitas já é mais do que um equívoco. É distracção. Ou masoquismo. Continuação de boas férias, se for o caso.

sábado, 16 de agosto de 2008

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Portugal em pancas!


O país aguarda a oportuna comunicação ao país de Sua Ex.ª o Presidente da República sobre os resultados vergonhosos dos atletas portugueses nos Jogos Olímpicos de Pequim.
P.S.: Ainda bem que os directos são a horas impróprias. Assim custa menos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Rússia invade Geórgia












Os homens nascem e morrem, mas há hábitos que vão ficando. Sobretudo o hábito de se manter uma irremediável estupidez numa mistura com a hipocrisia e o desprezo pelos direitos humanos. Mais desprezíveis são os que, em silêncio, aceitam estes regressos ao passado.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A loja dos suicídios


Que sucesso teria nas cidades do nosso país uma cadeia de lojas como a deste hilariante livro de Jean Teulé, editado em 2007? A Loja dos Suicídios é um espaço aberto a todos, situada numa cidade imaginária, num futuro longínquo, onde os estranhos proprietários vendem entusiasticamente o seu stock de instrumentos/processos para acabar com a vida.
Vai lê-lo até ao fim sem respirar e, na linha derreira, entenderá que esta homenagem aos suicidas e à paranóia dos tempos modernos é, simultaneamente, um hino à vida.
Parece que ainda vale a pena viver. (Mesmo em Portugal).


Teulé, Jean (2008): A Loja dos Suicídios. Lisboa: Guerra e Paz (13,30 €)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Acabaram-se as baldas?


TRÊS MILHÕES de euros para as obras da Assembleia da República. Um escândalo.

Pode ser que assim os deputados da Nação, eleitos por nós, passem lá mais tempo. Alguns passarão (?) a justificar as ausências com o ar condicionado que lhes seca as vias aéreas superiores.

segunda-feira, 21 de julho de 2008


Uma criança mostrou, infelizmente, as fragilidades das nossas polícias e do nosso sistema de justiça. O caso Casa Pia já tinha contribuiu para tal. Também com crianças, infelizmente. Os ingleses estão a rir-se de nós que nem uns perdidos. Com razão.

Ninguém se demite? Ninguém é demitido? Só depois de férias?

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A crise vai de férias...

… e é para longe, para muito longe, para só regressar em Setembro. Até lá, as praias vão alegremente encher-se de gente, porque o povo insatisfeito vai invadir os areais deste jardim à beira-mar plantado, não porque façam questão disso, mas tão-somente para dar tréguas a Sócrates e os seus ministros. Estes também merecem umas semanas sem estarem sempre a ouvir bocas da reacção, sem manifs. avenida abaixo, sem greves e outros arroubos de má-fé popular. O que a malta quer agora é descanso, num bom apartamento em Albufeira ou noutro lado qualquer, longos passeios pelas marginais, serões nas esplanadas com os amigos e amigas, muita bebida e cocktails de camarão, festas e bailaricos. Que se lixem os juros dos empréstimos a aumentarem todos os dias, a conta da mercearia paga-se em Setembro e o arranjo do carro paga a minha fofa quando regressarmos, porque foi ela que espetou com ele no semáforo da avenida, que já lá estava há uns anos e ela nem reparou…
Neste tempo de férias, Montemor e outras localidades do país vão receber os milhares de emigrantes que regressam para uns dias, não de repouso, porque há sempre muito que fazer, mas para uma mudança de rotina. Há uns anos, vinham e adiavam ao máximo o seu regresso à França, à Alemanha, à Inglaterra ou à Suíça… Hoje, acredito que esse esforço seja menor. Porque parte da família já ficou por lá (filhos e netos) e também porque o nosso país cada vez lhes dá menos esperança de um regresso definitivo. Aos que este ano não vieram, votos de saúde e de sucesso. Aos que sentiram a Torre do Relógio a bater mais forte na ideia, que cheguem bem e que regressem bem aos países onde a vida ainda vai valendo a pena. Aqui lhes deixo um abraço, se ainda couber na bagagem.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Inglês 1 - Matemática 1


Fui um aluno bastante razoável (muito bom, pronto) na disciplina de Matemática (perguntem à Prof.ª Jesuína Raposo). Mas não é esse facto que me dá legitimidade para avaliar se as provas de Matemática do 12.º ano foram feitas de propósito para a rapaziada ter boa nota e, consequentemente, levantar a média nacional na disciplina, ou se foram na verdade muuuuiiiito difíceis e a malta, que é estudiosa, conseguiu as proezas que se anunciaram. Por isso, não vou dar opinião sobre o que não percebo.
Mas já que estão aí desse lado, aproveito a oportunidade para contar uma curta história verdadeira: há muitos anos, numa oral de Inglês, o moço que se submeteu a exame estava tão por fora da matéria que, para que ele pudesse seguir a vida dele, num emprego que lhe exigia o 9.º ano, não tive outra alternativa senão pedir-lhe: “Olhe, jovem! Diga-me as cores em Inglês”. Ele lá balbuciou, num esforço hercúleo, aquilo que foi capaz: “Redbull, Greensand, Pink Panther e… Hello, teacher!!” Deixei-me cair na cadeira, respirei fundo e exclamei, com um falso entusiasmo na voz: “Parabéns! Está passado!”
Não fui eu que baixei o nível de exigência. O aluno é que se esforçou e mereceu passar. Afinal, fui precursor de uma medida que o ministério da educação viria a aplicar 20 anos depois, nos exames de Matemática do 12.º ano. Fiquei agora, finalmente, com a consciência do dever cumprido. (Contudo, muito alunos alcançariam um diferente grau de felicidade se encarassem seriamente a proposta de uma dedicação exclusiva à pesca. E muitos professores também.)

Distraídos crónicos...

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