Ideias velhas, recicladas a bem do ambiente intelectual português. (E algumas intimidades partilháveis)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
Sobre a crise na Educação, Santana Castilho escreveu...
"Os professores não devem ter medo das ameaças. É complicada a situação que se criou? Sócrates está numa encruzilhada? Pois que se saia dela sem que os professores lhe abram o trilho da retirada. A execução deste modelo de avaliação do desempenho tem que ser suspensa e o nado enterrado. (...) Não pode haver segunda oportunidade. Capitula quem perdeu. Não capitula quem ganhou."Nada a acrescentar.
domingo, 23 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A novidade do dia!
"O processo de avaliação dos professores não era razoável (...) Continha erros." - Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, RTP 1, 19/11/08.Parece que a senhora ministra foi a última pessoa deste país a reparar em tais factos. Terá a senhora ministra lido o decreto-lei na íntegra, antes de ele ter sido aprovado na reunião de Conselho de Ministros de 25/10/2007? Eu cá acho que não.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Despacho passa atestado de burrice a 130.000 professores deste país
Sem se saber bem porquê, a ministra da Educação emitiu um despacho, a entrar em vigor ontem, dia 17 de Novembro, com o objectivo de esclarecer um dos pontos do novo Estatuto do Aluno, interpretado erradamente por 130 mil professores. Somos todos muuuita burros!!! Obrigado, senhora ministra, pelo seu pronto e desinteressado esclarecimento.sábado, 15 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Expliquem-me
Então estes espertalhões trabalham à margem da lei e o Governo vai ajudá-los? E, ainda por cima, já falam em indemnizações aos gestores? Mas que raio de país é este? Onde é que o Governo está com a cabeça? Por que vai o Estado nacionalizar o banco? Não foi este tipo de decisões motivo de enormes chatices no pós-25 de Abril? Teria o primeiro-ministro pensado que ia haver uma (outra) revolução, e começou já a adiantar-se para poupar tempo? E onde vai ele buscar o dinheiro para dar ao BPN? Ao mesmo sítio onde foi buscar o dinheiro que pagou as investigações malparadas de casos graves neste país e que não deram em nada: ao meu bolso de cidadão cumpridor dos meus deveres fiscais. O Governador do Banco de Portugal continua no cargo? Que estranho! O Ministro das Finanças continua no cargo? Que estranho! Ou talvez não. Afinal é a mesma estranheza que me invadiu quando se candidataram às autárquicas alguns cidadãos a contas com a justiça portuguesa, assim tipo Fátima, Isaltino, Loureiro, Ferreira Torres & Companhia. Não há vergonha e perdeu-se o sentido de decência. Portugal está a tornar-se um país cada vez mais mal frequentado e já merecia uma limpeza como deve ser. O senhor Cadilhe abria o desfile, acenando ao povo com o seu módico salário anual de 700 mil euros.
Afinal, os Estados Unidos não são a terra de todas as oportunidades. Esse país é Portugal. Yesssss!!
Afinal, os Estados Unidos não são a terra de todas as oportunidades. Esse país é Portugal. Yesssss!!
"I have a dream"
Quando, em 1963, Martin Luther King pronunciou, junto do monumento ao Presidente anti-esclavagista Abraham Lincoln, o seu célebre discurso de libertação, não imaginava que, menos de meio século depois, um negro seria eleito para o mais alto cargo da nação americana. Não sabemos se a mudança vai ser para melhor. Sabemos que vai haver mudança. Um homem com 47 anos, negro e inteligente, não poderá ter o mesmo comportamento que um homem de 62 anos, branco e bronco. A eleição de Barack Obama representa, na sua mais profunda essência, a reconciliação do povo americano com o lado mais condenável do seu passado – um passado esclavagista, racista, incumpridor das verdades democráticas e igualitárias escritas na Constituição Americana, redigida e assinada por figuras ilustres, em Filadélfia, no ano de 1787.King teve o sonho que Obama acaba de corporizar. Dizia o líder dos movimentos para os direitos dos negros, escutado por milhares de pessoas: “Tenho um sonho, profundamente enraizado no sonho americano: que esta nação ainda vai erguer-se e viver o verdadeiro significado dos seus princípios, e que os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos proprietários de escravos possam sentar-se juntos à mesa da fraternidade.” Que Obama use a sua inteligência e a força e legitimidade que lhe deu o povo americano para transformar num mundo realmente melhor o terrível pesadelo em que se tornou a terra de todas as oportunidades. Para isso, vai ser preciso contrariar as loucuras e os actos de estupidez e totalitarismo protagonizados por uma série de presidentes depois de John Kennedy, concretizados sobretudo na ingerência arrogante nos assuntos internos de outros países onde os interesses económicos americanos estejam em causa. Não vai ser fácil, Obama. Nada fácil. Um tal Jesus Cristo quis mudar a História (e mudou) mas as coisas não acabaram em beijos e abraços.
A América acabou de fazer o que Portugal ou qualquer outro país desta Europa branca e civilizada não faria: eleger um candidato negro para gerir a nação. Estou a imaginar a questão aqui mais a nível local: como seria, se houvesse um candidato às próximas autárquicas com ideias, carisma e bom senso, mas… de uma cor diferente, não de partido… mas de pele? Não fiquemos aflitinhos, caros leitores, porque não vamos ter de passar por essa experiência inédita e desafiadora.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Alberto João dixit
Na Madeira não vai haver avaliação de professores.Parece que, afinal, a Madeira é MESMO um país à parte. Como vai reagir a senhora ministra? Não houve greves, nem manifestações. Não vão ser avaliados e pronto.
Quero ir para a Madeira. Ou, então, quero o Alberto João como Governador do Alto Alentejo.
XIV Concerto de Outono
No passado dia 8, o Coral de São Domingos, de Montemor-o-Novo, recebeu o Coro Renascer Chiado, sob a direcção de Cornélio Vianey da Cruz, para participar no XIV Concerto de Outono. O espectáculo teve lugar na Igreja da Misericórdia da nossa cidade e contou com os aplausos entusiastas de numeroso público. Depois do recital, os elementos de ambos os grupos voltaram a encontrar-se, desta vez, à mesa, onde puderam apreciar os sabores de Outono que vêm sempre a calhar depois de um fim de tarde de boa música. Esteve presente o maestro e compositor timorense Simão Barreto, autor do repertório interpretado pelo coro convidado.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Sinto-me burro
Pela segunda vez neste ano, os professores, classe à qual me orgulho (ainda) de pertencer, manifestaram-se em Lisboa, não contra a avaliação mas contra o processo ineficaz com que é levada a cabo. Não é fácil explicar a quem não é professor o enleio absurdo e desnecessário em que nos encontramos envolvidos. E, pelos visto, também não está a ser fácil fazer a senhora ministra compreender tal questão. Dois meses de aulas e o sentimento de desalento começa já a perpassar para os nossos alunos, que não têm culpa das directivas ministeriais mas que são os principais prejudicados com toda esta confusão.Sinto-me burro, porque não sei onde falhei. Sinto-me burro, porque não entendo os motivos que levam a senhora ministra a querer teimosamente manter este processo que já começou a dar provas evidentes da sua ineficiência. Porque me sinto burro, quero ser avaliado o mais depressa possível. Mas não desta forma. Quero ser avaliado de forma honesta e válida. Sinto-me burro, mas não sou estúpido. E a carga? Essa é cada vez mais pesada!
sábado, 8 de novembro de 2008
Será que a senhora ministra vai perceber desta vez?
Milhares de professores vão estar hoje em Lisboa para, mais uma vez, dizer não a uma política educativa sem sentido, prejudicial sobretudo para os alunos, que acabam por sofrer as consequências destes abusos de poder ministeriais.Não vou desfilar com os meus colegas, porque outros valores me vão prender aqui em Montemor. Mas, como me disse o Zé: "Vais lá estar em espírito!". E vou. Nunca me senti tão maltratado por políticos a quem ajudei a conquistar o poder.
Obrigado à senhora dra. Manuela Ferreira Leite, ao senhor dr. Paulo Portas, ao senhor dr. Louçã, ao senhor Jerónimo de Sousa, pelo apoio manifestado. Foi preciso nós espernearmos durante meses para essas iluminárias compreenderem o buraco em que o governo meteu os professores. Agradeço a atenção mas, para mim, como se diz cá na terra, "vieram tarde com a venda!"
Votos de um desfile sem precedentes e de um dia cheio de sol para evitar eventuais desmobilizações.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A malta anda mesmo tãtã!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
I have a dream!
A História encarregou-se, mais uma vez, de mostrar as suas ironias. Obama é o Presidente dos Estados Unidos. Cumpriu-se o Sonho Americano? Não sei. Mas há sinais de mudança. Luther King já pode repousar em paz.http://br.youtube.com/watch?v=PbUtL_0vAJk
terça-feira, 4 de novembro de 2008

O nojo invade-me as narinas. O asco atola-me a garganta. O vómito revolve-me o estômago. O BPN aí está, a abrir a fila de muitos outros casos que ainda verão a luz do dia. A crise obriga à queda das máscaras e à visibilidade dos que andam verdadeiramente a lixar o país.
Ah! É verdade: não se prende ninguém? Claro que não! Lá teria de haver eleições antecipadas.
domingo, 12 de outubro de 2008
Peça única

Chamam ao Verão a silly season – a estação idiota. A minha fofa não percebia porquê. Expliquei-lhe: “É o período em que se pode encontrar nas discotecas e bares do Algarve mais de quatro idiotas por metro quadrado.” Não ficando satisfeita perguntou, venenosa: “Mas, então, essa silly season não se prolonga por doze meses, todos os anos?” Esta frase inspiradora fez-me apetecer dizer o muito que me vai na alma, embora, como já tenho referido, comece a ter algum receio de ser honesto, porque cada vez mais os honestos são perseguidos pela lei. Os meus seis leitores (oito, com a minha mãe e a minha fofa) pensam que, por eu ter lido umas coisas na infância, tenho opinião sobre tudo o que vai acontecendo na terra e no país. Mas não tenho. Acreditem que não. Aliás, o país é coisa que já não me interessa. Ora, façam-me lá perguntas:
Qual é a tua opinião sobre as dietas contra a obesidade?
– Estou-me a borrifar.
E sobre o aumento dos juros dos empréstimos?
-Quero lá saber!
E sobre o aumento dos combustíveis?
-É-me indiferente.
E sobre o casamento entre homossexuais?
– Nem contra nem a favor.
E sobre a subida do custo de vida?
- Estou-me nas tintas.
E sobre a independência da madeira?
– Isso é com o bicho.
Passemos a assuntos sérios: o senhor Presidente do Conselho pensa que resolve os problemas do ensino atafulhando as escolas da Nação com computadores e Internet de Banda Larga.
- Se pensa, deixá-lo pensar, coitado, não se lhe roube estes momentos de felicidade.
O Ministro da Saúde pensa que, se forem os farmacêuticos a aplicarem as vacinas contra a gripe, vai contribuir para a alegria e alívio dos enfermeiros.
- Não tenho nada a ver com isso. Não sou enfermeiro… nem farmacêutico.
Os alunos que entram agora para a Universidade não sabem ler nem escrever.
- É verdade. Mas para quê? Algum quer ser escritor? E quem é que escreve cartas hoje em dia?
Os Cursos das Novas Oportunidades são o maior embuste educativo e pedagógico de que há memória na História da Educação em Portugal, antes e depois das reformas do Marquês de Pombal.
- Se vocês o dizem… Mas não é a única farsa com a qual pactuamos com ar de crentes. Há outras e igualmente muito graves.
E a avaliação dos professores?
-Para mim, é igual ao litro. Só reconheço competência de avaliador na minha fofa, que tem estudos para isso, e que, após vários momentos de testes e observação das minhas práticas, me tem atribuído as mais elevadas classificações.
Meus amigos: para quê andarmos preocupados com estes problemas todos, se não fomos nós que os criámos? E o que ganhamos com tanta preocupação? Ficamos tensos, nervosos, deprimidos, ansiosos, insones, arranjamos inimigos no Governo e ficamos cheios de mau humor. Os verdadeiros responsáveis é que deviam andar assim e… não andam. Nem tutano têm para sentir um estremeção pela espinha acima. Nem os do PS nem os do PSD, que não passam de uns verdadeiros nhós (adjectivo que utilizo quando não encontro nenhum realmente adequado aos classificados). E porquê? Porque nem uns nem outros souberam dar sequência aos sonhos de Abril. Foram (e são) todos a mesma tropa que, comendo alternadamente da mesma gamela, trouxeram a este país a desilusão, a infertilidade de ideias e de projectos e fizeram desta terra a anedota da Europa. Muito aqui para nós, que ninguém lê estas baboseiras, se os militares que fizeram o 25 de Abril tivessem previsto uma situação destas, tinham passado essa noite a jogar à bisca.
E por cá, nesta terrinha chamada Montemor, que tem fama de ser pátria de santos e de heróis? Os socialistas, os social-democratas e os centristas já começaram a magicar as estratégias para derrubar a câmara CDU nas próximas autárquicas, ou vão pensar nisso na véspera das eleições? E os comunistas já andam a magicar as estratégias para poderem ficar por mais quatro anos? Ou acham que não vale a pena tanto esforço de cabeça?
Entretanto, e falando de coisas mais agradáveis, o teatro invadiu a cidade com peças e actores fantásticos, uma iniciativa do Theatron, a celebrar 10 anos de vida. O Festival abriu com Bernardino Samina à frente de um grande elenco, na reposição da peça A Farsa de São Bonifácio, numa representação séria e divertida, solta, leve e deliciosamente madura. Outros grandes momentos se lhe seguiram. Estive lá, mas faltou muita gente à chamada. Muitos que respondem como as tias de Cascais, quando lhes perguntamos se gostam de teatro: “Teatro? Adoro! Adoro! Adoro!”
‘Tá bem, abelha! E eu sou o Pai Natal disfarçado de Mantorras.
Qual é a tua opinião sobre as dietas contra a obesidade?
– Estou-me a borrifar.
E sobre o aumento dos juros dos empréstimos?
-Quero lá saber!
E sobre o aumento dos combustíveis?
-É-me indiferente.
E sobre o casamento entre homossexuais?
– Nem contra nem a favor.
E sobre a subida do custo de vida?
- Estou-me nas tintas.
E sobre a independência da madeira?
– Isso é com o bicho.
Passemos a assuntos sérios: o senhor Presidente do Conselho pensa que resolve os problemas do ensino atafulhando as escolas da Nação com computadores e Internet de Banda Larga.
- Se pensa, deixá-lo pensar, coitado, não se lhe roube estes momentos de felicidade.
O Ministro da Saúde pensa que, se forem os farmacêuticos a aplicarem as vacinas contra a gripe, vai contribuir para a alegria e alívio dos enfermeiros.
- Não tenho nada a ver com isso. Não sou enfermeiro… nem farmacêutico.
Os alunos que entram agora para a Universidade não sabem ler nem escrever.
- É verdade. Mas para quê? Algum quer ser escritor? E quem é que escreve cartas hoje em dia?
Os Cursos das Novas Oportunidades são o maior embuste educativo e pedagógico de que há memória na História da Educação em Portugal, antes e depois das reformas do Marquês de Pombal.
- Se vocês o dizem… Mas não é a única farsa com a qual pactuamos com ar de crentes. Há outras e igualmente muito graves.
E a avaliação dos professores?
-Para mim, é igual ao litro. Só reconheço competência de avaliador na minha fofa, que tem estudos para isso, e que, após vários momentos de testes e observação das minhas práticas, me tem atribuído as mais elevadas classificações.
Meus amigos: para quê andarmos preocupados com estes problemas todos, se não fomos nós que os criámos? E o que ganhamos com tanta preocupação? Ficamos tensos, nervosos, deprimidos, ansiosos, insones, arranjamos inimigos no Governo e ficamos cheios de mau humor. Os verdadeiros responsáveis é que deviam andar assim e… não andam. Nem tutano têm para sentir um estremeção pela espinha acima. Nem os do PS nem os do PSD, que não passam de uns verdadeiros nhós (adjectivo que utilizo quando não encontro nenhum realmente adequado aos classificados). E porquê? Porque nem uns nem outros souberam dar sequência aos sonhos de Abril. Foram (e são) todos a mesma tropa que, comendo alternadamente da mesma gamela, trouxeram a este país a desilusão, a infertilidade de ideias e de projectos e fizeram desta terra a anedota da Europa. Muito aqui para nós, que ninguém lê estas baboseiras, se os militares que fizeram o 25 de Abril tivessem previsto uma situação destas, tinham passado essa noite a jogar à bisca.
E por cá, nesta terrinha chamada Montemor, que tem fama de ser pátria de santos e de heróis? Os socialistas, os social-democratas e os centristas já começaram a magicar as estratégias para derrubar a câmara CDU nas próximas autárquicas, ou vão pensar nisso na véspera das eleições? E os comunistas já andam a magicar as estratégias para poderem ficar por mais quatro anos? Ou acham que não vale a pena tanto esforço de cabeça?
Entretanto, e falando de coisas mais agradáveis, o teatro invadiu a cidade com peças e actores fantásticos, uma iniciativa do Theatron, a celebrar 10 anos de vida. O Festival abriu com Bernardino Samina à frente de um grande elenco, na reposição da peça A Farsa de São Bonifácio, numa representação séria e divertida, solta, leve e deliciosamente madura. Outros grandes momentos se lhe seguiram. Estive lá, mas faltou muita gente à chamada. Muitos que respondem como as tias de Cascais, quando lhes perguntamos se gostam de teatro: “Teatro? Adoro! Adoro! Adoro!”
‘Tá bem, abelha! E eu sou o Pai Natal disfarçado de Mantorras.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Polícia de choque
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