No dia 6 de Dezembro, o Curvo Semedo encheu-se quase completamente para assistir a um acontecimento musical pouco comum: a actuação de um cantor lírico, profissional, acompanhado por uma banda filarmónica amadora. O espectáculo serviu para provar a quem, porventura, ainda tinha dúvidas, que os conceitos de profissional e de amador não são assim tão lineares.
Quem conhece o excelente trabalho da Banda Simão da Veiga, de Lavre, e do maestro Fernando Palacino, sabe que estas considerações não surgem por acaso. Se alguns dos espectadores não estivessem a par dos antecedentes da Banda, nenhum iria pensar estar na presença de músicos amadores. Carlos Guilherme, se me chegar a ler, vai ser, com certeza, desta opinião: se foi um privilégio para a Banda de Lavre acompanhar um nome grande da música portuguesa, tenor residente do Teatro de São Carlos, participante em dezenas de óperas um pouco por todo o mundo, também este se sentiu privilegiado, e notou-se durante todo o espectáculo, ter sido acompanhado por tão talentoso grupo. Amadorismo? Não se deu por ele. Pelo contrário, seria uma nota de honestidade e de respeito pelo público, se muitos profissionais tocassem com o mesmo rigor um programa assim tão exigente, que nos permitiu ouvir Nessun Dorma, da ópera Turandot de Puccinni, Il Brindisi, da Traviata de Verdi, e vários números de música ligeira portuguesa. Por isso, se Carlos Guilherme, com uma simplicidade, própria dos grandes homens, agradeceu o “acompanhamento”, teve boas razões para isso.
Em conclusão, três factores que tornaram esta noite memorável: o insistente apoio da Câmara Municipal a instituições do concelho, integrando-as nos diversos Ciclos culturais que se vão promovendo ao longo do ano; o casamento irrepreensível da voz de Carlos Guilherme com o conjunto dos instrumentos da Banda e a sua total empatia com os músicos e com o público; e o facto de umas boas centenas de pessoas terem, definitivamente, ficado cativadas pela música clássica e pelo canto lírico. Como se comentava nesse serão, nos corredores do Curvo Semedo: “Se o Carlos Guilherme canta e se a Banda de Lavre toca, é porque vale a pena.”
Eu cá também acho.
Quem conhece o excelente trabalho da Banda Simão da Veiga, de Lavre, e do maestro Fernando Palacino, sabe que estas considerações não surgem por acaso. Se alguns dos espectadores não estivessem a par dos antecedentes da Banda, nenhum iria pensar estar na presença de músicos amadores. Carlos Guilherme, se me chegar a ler, vai ser, com certeza, desta opinião: se foi um privilégio para a Banda de Lavre acompanhar um nome grande da música portuguesa, tenor residente do Teatro de São Carlos, participante em dezenas de óperas um pouco por todo o mundo, também este se sentiu privilegiado, e notou-se durante todo o espectáculo, ter sido acompanhado por tão talentoso grupo. Amadorismo? Não se deu por ele. Pelo contrário, seria uma nota de honestidade e de respeito pelo público, se muitos profissionais tocassem com o mesmo rigor um programa assim tão exigente, que nos permitiu ouvir Nessun Dorma, da ópera Turandot de Puccinni, Il Brindisi, da Traviata de Verdi, e vários números de música ligeira portuguesa. Por isso, se Carlos Guilherme, com uma simplicidade, própria dos grandes homens, agradeceu o “acompanhamento”, teve boas razões para isso.
Em conclusão, três factores que tornaram esta noite memorável: o insistente apoio da Câmara Municipal a instituições do concelho, integrando-as nos diversos Ciclos culturais que se vão promovendo ao longo do ano; o casamento irrepreensível da voz de Carlos Guilherme com o conjunto dos instrumentos da Banda e a sua total empatia com os músicos e com o público; e o facto de umas boas centenas de pessoas terem, definitivamente, ficado cativadas pela música clássica e pelo canto lírico. Como se comentava nesse serão, nos corredores do Curvo Semedo: “Se o Carlos Guilherme canta e se a Banda de Lavre toca, é porque vale a pena.”
Eu cá também acho.
(Agradeço a foto ao Manuel Roque, que fez a reportagem fotográfica ao serviço da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo)












Milhares de professores vão estar hoje em Lisboa para, mais uma vez, dizer não a uma política educativa sem sentido, prejudicial sobretudo para os alunos, que acabam por sofrer as consequências destes abusos de poder ministeriais.




