
Esta espécie de blogue está prestes a receber o 6.000.º visitante. Quanto esse momento acontecer, encerro para umas loooongas férias. Quem é amigo, quem é? Não agradeçam.
Ideias velhas, recicladas a bem do ambiente intelectual português. (E algumas intimidades partilháveis)
"Oh, Senhor Primeiro-ministro, aguente lá mais uns mezitos. Não tenho quem o substitua!"
Não fora ridiculamente trágica a afirmação de Bento XVI e eu teria rido de tanta ingenuidade do líder máximo da Igreja Católica. Mas ninguém é, hoje em dia, assim tão ingénuo. Lembrei-me, sabe-se lá porquê, de duas máximas igualmente ingénuas e que ainda me fazem arrepiar: "Alegria no Trabalho"1 e "Arbeit macht frei - o trabalho liberta 2)
Ainda bem que o Fernão de Magalhães fez um manguito ao nosso rei D. Manuel I e decidiu, em 1519, empreender a sua excursão marítima à volta do mundo, ao serviço de Carlos I de Espanha e V do Sacro Império Germânico (soa logo doutra maneira, assim tipo à tio, sei lá). Pois o Tio Magalhães (era nobre, sim!) estaria hoje às voltas na sua pacata tumba (não faço a mínima onde repousa eternamente), ao saber que o seu nome dá visibilidade a uma maquineta manhosa e perversa, que tem servido para encenações, exercícios de cosmética político-partidária, recolha de votos e de simpatias, ainda por cima com programas e jogos para as crianças cheios de erros de Português, quer a nível gramatical quer lexical. Não sei quem fez a verificação do computador antes de ele ter sido posto a circular. D. Sócrates I não terá sido, porque ele tinha dado logo pelos erros.
Estou com pena do Belmiro de Azevedo. Estava no clube dos milionários desde 2004 e agora já não faz parte da Lista Forbes (ohhhhh!), onde todos nós gostaríamos de constar. A fortuna do chefe da Sonae está só avaliada em 770 milhões de euros, o que não chega para o ambicionado estatuto de ultra-riquíssimo. Mas o senhor Azevedo já sabe: se precisar de uma ajudinha para recuperar o lugarzinho, conta cá com o menino. Temos de estar unidos nestes momentos de grave crise. Escreva-me aqui para o Blogue que eu logo vejo o que posso fazer. Vá lá, não desespere. Eu também já passei por isso... e depois tudo se resolveu. Abracinhos.
A Igreja Católica excomungou a mãe e os médicos que provocaram o aborto a uma menina de nove anos que, violada pelo padrasto, se encontrava grávida de gémeos. O arcebispo, autor desta decisão perfeitamente anacrónica e anedótica, deverá incorrer, muito em breve, noutra de idênticas proporções: propor ao Papa a canonização do padrasto.
Sexo, chantagem, dinheiro, árbitros corruptos, dirigentes desportivos corruptos, mulheres corruptas, mais sexo, mais chantagem, mais dinheiro, mais árbitros corruptos, mais mulheres corruptas, alguns virgens (?) ofendidas, muita vingança, horas de escutas telefónicas e ajustes de contas à la Mafia. Para quê gastar dinheiro a produzir e gastar tempo a ver novelas, se isto aqui é material de primeira qualidade, produto do reality show que é a nossa triste vidinha lusitana? Não percebo por que é que P. da Costa continua com aquele sorriso nos lábios... Ah, já sei. Estamos na América Lat... , perdão em Portugal.
Paulo Pedroso disse no Pseudo-Congresso do Meio-Partido Dito Socialista que "que acontecem coisas muito estranhas neste país!".
Prometo que é a última vez que falo de Educação, da Senhora Ministra e do resto do pessoal. É a última vez... em Fevereiro, porque o ano ainda agora vai no adro, ou lá como é que se diz... Isto é apenas um apanhado das minhas angústias em relação a esta matéria, que é a minha matéria, a matéria que me dá o pão para a boca. 


O tempo atmosférico e o desemprego são os temas mais badalados, com direito a constantes capas de jornais e aberturas de noticiários. Por dia fecham 10 empresas em Portugal, abrindo processos de falência e lançando para o desemprego milhares de portugueses. Mas não é só cá que os portugueses não têm emprego. Na Inglaterra, os ingleses expulsaram emigrantes lusos, acusando-os de ocuparem postos de trabalho que pertencem por direito aos nativos do país. Os portugueses deixam de poder trabalhar no estrangeiro, porque estão a ocupar os lugares dos outros, e deixam de trabalhar cá… só por causa da crise?
Outro tema polémico a receber em breve as atenções dos políticos é o da eutanásia. Adianto-me já: porque defendo a dignidade da vida até à hora da morte, quero, quando chegar a altura, morrer com dignidade. Aguardo, assim, legislação para poder, em conformidade com a lei, e caso seja necessário, deixar escrito, preto no branco, qual e como vai ser o momento do meu último suspiro. Que venha longe, esse dia, pois claro. Porque ainda há muito que fazer.