Em 2002, a Marisa cantou "A Portuguesa" e Portugal perdeu com a Coreia. Esta informação, recebida há minutos, só veio confirmar que, quem dirige o futebol desta espécie de país, é simplesmente um grupo de galinhas mentecaptas.
Ideias velhas, recicladas a bem do ambiente intelectual português. (E algumas intimidades partilháveis)
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Galinhas Mentecaptas
Em 2002, a Marisa cantou "A Portuguesa" e Portugal perdeu com a Coreia. Esta informação, recebida há minutos, só veio confirmar que, quem dirige o futebol desta espécie de país, é simplesmente um grupo de galinhas mentecaptas.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Vera Guita impedida de cantar o Hino Nacional no Suécia-Portugal
Vera Guita, portuguesa, natural de Montemor-o-Novo, professora e dona de uma voz excepcional, radicada na Suécia há dois anos, recebeu o convite da Embaixada de Portugal naquele país para cantar "A Portuguesa" no estádio de Sola, no dia 19, antes do jogo Suécia-Portugal.
Aceitou, preparou-se e, já no estádio, não é autorizada pela Federação Portuguesa de Futebol a cantar o Hino Português. Segundo as mentes brilhantes da FPF... não é hábito "A Portuguesa" ser cantada 'a cappella' e a solo.
A Federação Portuguesa de Futebol é gerida por uma cambada de incompetentes, incultos, grunhos e vaidosos de merda! Rua com eles!
sábado, 16 de novembro de 2013
As escolas das tias são as melhores, tá a ver…?!!!
Quando leio os já
tristemente célebres rankings, onde se posicionam as escolas do país, da melhor
até à pior de todas, fico três dias a rir, mas de estupidificante tristeza, por
perceber que os jornalistas levam muito a sério notícias destas, que são obrigados
a veicular, e por verificar que a maioria dos portugueses acredita que aquilo é
uma verdade verdadeira, uma realidade real e indesmentível.
Ora reparem lá, se
fazem favor: então as escolas privadas, os colégios finos, cheios de nove-horas
e má-na-sê-quê, onde andam os filhos e os sobrinhos das tias e dos tios, que
têm massa de sobra, onde não faltam livros, nem papel para fotocópias, nem
papel higiénico, não hão-de ficar à frente das escolas públicas? Nesses
colégios só entra quem tem dinheiro para pagar as mensalidades. Esses colégios
só são frequentados por alunos, cujo ambiente familiar é, de longe, diferente
dos ambientes familiares de muitos dos alunos que frequentam as escolas
públicas.
Não entendo a lata dos
que fazem essas pesquisas e chegam a tais conclusões, assim, sem mais nem
menos. Afinal, entendo. É porque não sabem rigorosamente nada do que se passa nas
escolas públicas. Mas eu explico: nas escolas públicas, pagas com os nossos
dinheiros, há alunos com bom ambiente em casa, com livros, com Internet, com
pequeno-almoço todos os dias, a tempo e horas, com almoço e jantar, com pais e
mães preocupados. Mas também há alunos com necessidades educativas especiais
que não podem, nem têm, de fazer exames nacionais. Também há alunos de famílias
desagregadas, alunos que não tomam o pequeno-almoço em casa porque,
simplesmente, não têm o que tomar ao pequeno-almoço. As nossas escolas públicas
também são frequentadas por alunos que não têm livros, porque o sistema
económico familiar não o permite. Porque ou o pai ou mãe se encontram em
situação de desemprego. Porque a escola ainda é o único lugar onde podem tomar
uma refeição quente diária. (E não é preciso sair de Montemor para constatar
este tipo de situações). E, depois, vêm-me esses gajos das estatísticas mostrar
as notas dos alunos sem revelar, de facto, honestamente, o que pode originar
esses resultados? E se fossem à fava?
E há mais uma coisa.
Uma investigação de um canal de televisão descobriu que, afinal, há colégios
privados a receberem dinheiros do Estado, isto é, dinheiro meu e seu que, em
vez de ser gasto naquilo que os nossos filhos precisam nas suas escolas, anda a
ser gasto nas finesses da rapaziada dos privados. Desculpem, mas isto não se
aguenta. Não admito que, na minha escola, comece a haver racionamento de
materiais por falta de verba, quando essa verba é canalizada pelos mecanismos
do Estado, pelos caminhos mais estranhos e ínvios, para as escolas das tias.
Não admito. E estou a borrifar-me para quem discorde. Só posso concluir que este
país e este Governo continuam a ser o que sempre foram desde há uma década a
esta parte: uma vergonha sem regresso.
Não foi por acaso que
Guterres, Durão Barroso e José Sócrates fugiram como o diabo foge da cruz.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Coral de São Domingos em Concerto na Mãe d'Água, em Lisboa
(Fotos Enric Vives-Rubio)
No dia 1 de Outubro, o Coral de São Domingos apresentou-se em concerto na Mãe d´Água das Amoreiras, para celebrar o Dia Nacional da Água, o Dia Mundial da Música e o 26.º aniversário do Museu da Água.
Obrigado à organização pelo convite e pela forma espectacular como nos receberam.
sábado, 12 de outubro de 2013
Gosto do “jornalismo de proximidade”
Não
sei se vou ferir susceptibilidades. Se assim for, nem sequer lamento, porque
esta coluna é, por enquanto, de reflexão em liberdade. Sou um observador atento
e implacável da comunicação social local, embora pouco me manifeste sobre esse
assunto. E, quer acreditem, quer não, Montemor precisa de uma comunicação
social local renovada.
Fazer jornalismo
de proximidade é uma actividade difícil, que requer, sobretudo, sensibilidade
em relação ao público-alvo das notícias que se publicam. Vivemos em Montemor,
conhecemos toda a gente, somos amigos de políticos e de directores de
instituições públicas e privadas, e este tipo de relacionamento leva-nos,
quantas vezes, a pensar duramente antes de publicarmos qualquer notícia. Não
deveria ser assim.
Enquanto
trabalhei como jornalista, numa equipa que me acompanhou durante 14 anos,
cometi erros, fizemos algumas inimizades, algumas amizades, envolvíamo-nos
diariamente, muitas horas por dia, na vida da comunidade e nunca deixámos de
promover Montemor, os seus valores, independentemente das suas origens e
porta-vozes. Provocámos a discussão sobre o que estava errado, sem nunca nos
comprometermos politico-partidariamente com qualquer força da região. Desbravámos
caminhos e fizemos perguntas incómodas. Fomos ameaçados, várias vezes, com o
espectro do processo criminal e dos tribunais. Nunca cedemos. Nunca demos
guarida a partidos ou religiões. Todos e todas tiveram o mesmo peso, quando as
notícias que nos veiculavam eram de interesse público.
Mas não fizemos
apenas jornalismo. Tentámos intervir na sociedade montemorense, ainda que
contra ventos e marés, criando uma bolsa de estudo para o ensino universitário,
auxiliando com peditórios públicos quem a nós se dirigia, com problemas graves
e aparentemente sem solução. Segundo me é dado a observar, pouco ou nada se tem
feito nessa área, agora que as necessidades são de maior monta. Quando
terminámos a nossa missão, e se esgotou o nosso tempo, regressámos a casa mas
não de consciência tranquila. Simplesmente porque, um dia que ela esteja
tranquila, não vale a pena continuar a viver.
O jornalismo de
proximidade que se faz hoje em Montemor tem de ser muito mais do que falar das
intenções do Papa, dos problemas da Europa ou do que se passa do outro lado do
mundo. Para isso, temos os jornais nacionais, as televisões, as rádios. O
jornalismo de proximidade é outra coisa: é falar do buraco na rua, do atraso na
construção dos esgotos, nos atrasos dos pagamentos das bolsas às famílias
necessitadas. É elogiar o que é de elogiar e criticar o que é de criticar. É
dar voz a quem não a tem. É, sobretudo, dar tratamento igual a todos, sem
excepção, e sem pôr de parte os que não pertencem ao mesmo grupo de ideias. E
isso, muitas vezes, foge um pouco aos compromissos editoriais da comunicação
social local.
Recordo o jornalista
Pedro Coelho, quando afirma o seguinte na sua dissertação de mestrado[i]: “O pacto de proximidade deve reflectir a identidade
local e essa identidade nunca se molda num mundo perfeito. No caso do Alentejo,
essa identidade é fruto de um passado de privação, de uma submissão silenciosa
e contida, de uma clivagem social acentuada.”
Talvez o
jornalismo de proximidade que hoje se faz em Montemor, ou noutra qualquer cidade
de província, ainda viva com esse estigma que lhe impede uma total liberdade e
a verdadeira proximidade na sua mais profunda essência.
Fica a questão.
Pensem nela, se quiserem.
[i] Coelho,
Pedro, A TV de Proximidade e os Desafios
do Espaço Público, Lisboa, Livros Horizonte, 2005
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Ponto único
As palavras “crise”,
“Troika”, “impostos”, “austeridade”, “roubo”, “malandragem” e outras cada vez de
mais baixo nível, diminuíram um pouco de frequência nas férias mas voltaram
agora em força, perante as novas medidas do Governo para baixar o défice.
É tradição, também
nesta altura, falar da escola que recomeça para milhares de estudantes
portugueses, também eles a viverem as consequências da má gestão do nosso país.
Pois é verdade: o ano lectivo já começou e quase ninguém refere a importância
que cada ano escolar, que cada escola, que cada turma e que cada professor tem
para o desenvolvimento do país e para a saída da maldita crise (que já
utilizada como desculpa para tudo).
Os professores, agentes
fundamentais do progresso do país (porque é na escola que tudo começa), têm
sido maltratados, desconsiderados, desprezados, porque nenhum dos últimos
Governos entendeu a importância do ensino para que o país possa atingir uma
verdadeira modernidade a par dos outros que, connosco, são obrigados a conviver
nesta velha Europa. Em Portugal investiu-se em escolas novas nos últimos anos,
mas isso não é suficiente. É, aliás, acessório. O importante são as pessoas e
não os edifícios que servem, muitas vezes, e só, para garantir a vitória nas
eleições ou um ou outro momento de show-off
do mesmo tipo. Com as mudanças na educação, o Ensino tem sido a área na qual,
cada vez mais, os professores se tem de preocupar com burocracias, ficando com
cada vez menos tempo para preparar as suas aulas, fazer as suas investigações,
dar a atenção que cada turma merece e a que cada aluno tem direito. E há
alunos, como se sabe, que necessitam de atenções especiais e exigentes por
parte dos docentes.
Já comecei o ano
lectivo. Com a “ciguêra” habitual. Porque continuo a gostar de ensinar e de
passar aos outros aquilo que sei. E cada ano que começa é como se fosse o
primeiro, que já lá vai há trinta anos. Mas eu não quero que os meus alunos
sejam candidatos à emigração, como alguém sugeriu há uns tempos. Quero que
fiquem cá, para poderem participar na reconstrução de um país que nós,
ingénuos, deixámos ruir. É por isso que, independentemente das políticas
educativas de cada Governo, lançadas a partir de gabinetes onde poucos conhecem
a realidade de uma escola, continuo a preocupar-me mais com os alunos e menos
com os papéis. A estes últimos não consigo dar-lhes a importância que eles querem
que eu dê. Aos primeiros dou-lhes mais atenção do que o Estado, através destas
políticas, quereria que eu desse. O aluno está sempre em primeiro lugar e eu,
para lhe dar um apoio especial, não preciso de preencher dezenas de formulários
e relatórios. Preciso apenas de estar com o aluno. Preciso apenas de tempo.
O elemento fundamental
desta grande questão não é o Governo nem os políticos, em quem já ninguém
acredita. São os alunos e os professores os pontos fulcrais a ter em conta. Os
primeiros devem querer aprender e os segundos devem querer ensinar (e ter uma
escola onde ensinar).
Legislar que se devem
formar turmas com 30 alunos (com um objectivo meramente economicista e com a
consequência inevitável do despedimento de milhares de professores que faziam,
de facto, falta) é de quem não percebe nada de Ensino e muito menos deu uma
única aula a sério na vida.
Mesmo assim, e para
contrariar estas situações absurdas, deve continuar a haver entusiasmo pelo
Saber e pela Aprendizagem. O país não se desenvolve se o pessoal não sentir essa
“pica” pela ESCOLA e por tudo o que de lá podem aproveitar. Além do mais, os
sacrifícios dos pais são cada vez maiores para que os filhos possam ter acesso a tudo isso. E os filhos devem isso aos pais.
É
nas mãos destas gerações de alunos que temos de pôr este país caído em desgraça
e nós, professores, temos de ensinar TUDO o que sabemos, porque é de nós que
dependem os jovens que temos à nossa frente. É de nós (e deles, também) que
depende o seu futuro e, consequentemente o futuro do país. Tolerância ZERO para
as baldas, para a aldrabice e para a falta de vontade.
Em
suma, os governos dos últimos anos têm sido formados por políticos, muitos
deles reflexo das alterações absurdas e do desrespeito que a escola pública tem
vindo a sofrer ao longo destes anos. Mais palavras para quê?
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Cloreto de Sódio
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9/16/2013 11:19:00 da manhã
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Atrás do sonho
Está prestes a começar uma grande etapa da sua vida. O Zé Miguel Lúcio está de partida para a Academia do Sporting onde irá integrar a equipa dos juniores. Daqui de casa queremos que o teu sonho seja concretizado e que, num futuro mais ou menos próximo, possas contribuir para alegrias inesquecíveis, mesmo para quem não liga muito ao futebol como eu. Na primeira foto estamos nós,os cinco da família, com o nosso afilhado de baptismo, um puto louro de quem gostamos muito e que vai lutar pelo seu sonho! A segunda imagem já mostra o que o futuro lhe reserva. ESTAMOS CONTIGO, com o teu irmão e com os teus pais.
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Cloreto de Sódio
à(s)
8/19/2013 05:01:00 da tarde
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domingo, 28 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
A Skate display - João Conceição
O João Conceição, de Montemor-o-Novo a anda a brincar com coisas sérias. Ora vejam lá a sensibilidade "cinematográfica" do puto. E podem ver mais em
https://www.facebook.com/JoaoConceicaostudios?fref=ts
Temos aqui um caso sério.
Déjà-vu?
Num Portugal desconjuntado e atirado para a valeta pelos anos
difíceis da I República, foi fácil concretizar o golpe de 28 de Maio de 1926,
que viria a dar origem ao Estado Novo, em 1933. Para resolver a grave crise
social e financeira de então, o presidente da república eleito, em 1928, em
lista única (que absurdo), General Óscar Carmona, chamou Oliveira Salazar para
a pasta das Finanças. O professor de Coimbra não perdeu tempo e lançou sobre os
portugueses uma austeridade sem precedentes, com uma redução das contas
públicas e um “colossal” aumento de impostos. De salvador da pátria a ditador
insensível, controlador e intransigente, foi um pequeno passo, o primeiro, contudo,
de uma longa caminhada de censura, tortura, cultivo da ignorância e controlo
total da vida dos portugueses, que viria a terminar a 25 de Abril de 1974.
O Governo de Salvação Nacional, solicitado por Cavaco Silva
no passo dia 10, rima de forma terrível com a União Nacional de triste memória
Se a coisa ficasse apenas por esta questão “(in)estética”, nada de grave me
ocorreria. O meu receio é que os acontecimentos se repitam. E, por aquilo que
tenho lido, ouvido e aprendido com quem sabe destas coisas, a História tende
mesmo a repetir-se, ainda que noutras circunstâncias e
contextos. É isso que me assusta. E o pior é que, quando os portugueses derem
por tal, será tarde de mais.
Ah! É verdade! Iznogoud é um nome formado a partir da
expressão inglesa “is no good”, - não presta para nada, em português de
Portugal.
Publicada por
Cloreto de Sódio
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7/16/2013 10:30:00 da manhã
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domingo, 14 de julho de 2013
Oh, Sebastião: a galope!
Achei brilhante o golpe palaciano de P. Portas no
início de Julho. Achei inacreditável como P. Coelho cedeu a esta chantagem. Só
falta saber que palavras lhe disse Portas para que ele tivesse quebrado com aquela
aparente facilidade. Ou também podemos pôr a questão ao contrário: o que terá
dito Passos a Portas para o levar a mudar de ideias, depois daquele irrevogável pedido de demissão? Terão os
submarinos, tema ainda por esclarecer, vindo à superfície num ponto ou outro da
discussão?
O país está um verdadeiro caos político e social. De
tal forma sentimos as instituições, os nossos direitos e a constituição
desrespeitados, que esperamos todos os dias por um D. Sebastião que salve o
país e nos traga alguma paz e sossego. Mas precisaria de pôr o seu corcel
branco a galope. Caso contrário será tarde demais. Renovou-se o mito do
Encoberto e do Quinto Império que Fernando Pessoa tão febrilmente reinventou na
sua Mensagem. Mas tudo o que se passa
agora neste país de gente ilustre ultrapassa a literatura e a mística pessoana. Na
verdade, e analisadas as situações já vividas, noutros tempos, por Portugal e
por outros países europeus – Alemanha, Itália, Espanha – estão criadas as
condições necessárias para o regresso de uma ditadura.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Eu quero ser...
Não sei como começar a escrever aquilo que me vai na
cabeça. Porque os últimos dias têm sido alucinantes, com abanões constantes,
declarações surpreendentes que mais não passaram de insultos à inteligência e ao
esforço de muitos portugueses. Olhem, não sabendo como começar, vou começar
assim:
Iznogoud é uma famosa personagem da banda
desenhada belga. É um Grão-Vizir que procura por todos os meios ser Califa em
vez do Califa. Não foi inspirado em Paulo Portas, porque quando a personagem
foi criada, em 1962, Portas tinha acabado de nascer, era pequenino e René
Goscinny e Jean Tabary não faziam ideia quem era aquele futuro político,
brilhante, manhoso, maquiavélico e combativo. Mas poderiam ter sacado dele
alguma inspiração. Tal como o boneco de traço francês, também Portas tem vindo,
aos poucos, conquistado terreno para, mais tarde ou mais cedo, vir a ser primeiro-ministro
em vez do primeiro-ministro.
Provavelmente, quando estiverem a ler este pequeno
texto, já Paulo Iznogoud Portas conseguiu cumprir o seu desiderato: ser primeiro-ministro
após a demissão voluntária de Passos Coelho.
O Presidente da República decidiu, então, manter, não
um casamento a dois, mas uma união a três, cada qual mais casmurro, teimoso do
que outro, todos eles crispados, birrentos, sem futuro conjunto, adiando teimosamente
o inadiável. O Partido Socialista, o Partido Social Democrata e o Centro
Democrático Social nunca se entenderam em quase 40 anos de democracia. Não é
agora que vão entender-se. A História recente do nosso país foi isso que nos
ensinou. Só um anjinho poderia acreditar nessa tão remota possibilidade.
terça-feira, 2 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
Eu e o Facebook
Eu e o Facebook - Parte 1
Escrevi um pequeno texto no meu mural do Facebook que aqui reproduzo: "Se queres ser amado em Montemor... sê
tradicional, alinhado, não te atrevas a pensar pela tua cabeça, manifesta,
sempre que possível, o teu temor à Igreja, ao Poder Político e ao Patrão. E nem
penses em ser livre no pensamento e nas atitudes. Quer sejas adolescente ou
adulto. Isso é crime e ficas condenado ao Inferno em vida pelos bem comportados
do regime, hipócritas e poças de vómito sem fundo. Estou-me a marimbar para
eles, venham de onde vierem, e sei que os meus Amigos e as minhas Amigas
também! Siga a luta!! "
O texto gerou alguma troca de ideias, o que me
levou a reproduzi-lo aqui, sem retirar uma vírgula ao que escrevi, neste
espaço, lido por pessoas de faixas etárias diversas e que pouco ligam aos facebooks. Montemor, e a grande maioria
das terras pequenas do interior, foram (e serão, se o quisermos) sempre assim.
Habituados antes a não sermos livres, muitos de nós continuaram e continuam
ainda, de forma endémica, a curvar a coluna a muitos poderes. A uns porque
deles depende o pão para mesa, a outros porque sentimos a necessidade de agradar,
venerandos, atentos e obrigados, muitas vezes a quem não merece a mínima
credibilidade.
Montemor foi sempre uma terra de doutores e
engenheiros, de vénias e de favores que se pagam com outros favores. É persona non grata quem se droga, quem usa piercings, quem usa tatuagens, quem está
até muito tarde sem arranjar namorado ou namorada, quem arranja namorado ou
namorada cedo de mais, quem assume a sua sexualidade contrária às “normas
vigentes”, quem…, quem…, quem…
Mas, ainda assim, é a minha terra e não a trocaria por nenhuma outra.
........................................................
Este pequeno parágrafo experimental, que criou na
minha fofa problemas de falta de ar e de taquicardia, serviu para muito pessoal
dizer de sua justiça, uns a favor, outros contra, alguns ligeiramente
desagradáveis, só porque não lhes era um post
a jeito.
Entendo que qualquer cidadão é livre de exigir
mudanças, melhorias, alternativas. Montemor tem tido esse “problema” desde há
muito. Parece “pecado” pedir mais. Mas não se preocupem os mais preocupados,
que esta minha pré-campanha era apenas uma forma de mostrar que qualquer um
PODE e DEVE assumir as funções que julga ter capacidade (o que não é o meu
caso, reconheço) para assumir e traçar planos para que os poderes se alternem
de forma democrática e serena. Querer a mudança, fazer oposição, reclamar,
criticar as políticas do PC, do PS, do PSD julgo que não é crime, e foi para
termos essa liberdade que muitos democratas caíram sob as garras de Salazar, de
Hitler, de Estaline ou de qualquer outro ditador, se ousassem contrariar a sua
política, exercida sempre e bem da nação ou em nome do povo. Alguns ficaram
contentes com a ideia de me ver na presidência, outros amuaram só de pensar na
ideia, mas a democracia é isso mesmo. Uns gostam, outros não. E têm o direito
de manifestá-lo.
Mas foi inútil tanta polémica. (Terá sido?) Eu
escrevo e ensino literatura. Estudo e ensino música. Estudo e ensino línguas na
Escola Secundária. Não faço política e muito menos político-partidária. E a
candidatar-me seria como independente de qualquer partido ou ideologia
política. Não consigo suportar seguidismos e obediências a partidos políticos,
anulando o meu querer e a minha vontade própria.
Montemor e os seus habitantes já deveriam ter-se
habituado a não viver o dia-a-dia à espera que a morte venha e que os seus
dias, bons ou maus, sejam decretados por forças superiores e intocáveis. Temos o
direito de dizer o que sentimos. Temos até o direito de nos candidatarmos a
cargos públicos.
Eu sou um cidadão livre, apartidário, sempre o fui
e sempre o serei. Quero o melhor para o meu concelho, para os meus filhos e
para os filhos dos meus conterrâneos. Todos nós o queremos. Todos nós temos o
direito e o dever de, de uma forma ou de outra, dar uma ajuda nesse sentido.
Montemor é nosso, dos montemorenses e dos que tiveram a inteligência de
escolher esta terra como sua. A ditadura partidária já não se usa numa gestão
moderna seja do que for. Que venha alguém sem vícios, de qualquer quadrante
político, e com tudo no sítio, matar este ramerrame que nos consome a todos.
Mas que não estrague todo o bom trabalho feito ao longo destes anos pelos
executivos de Carlos Pinto de Sá e anteriores. Isso seria estupidez e um
suicídio político (e social).
E dou por terminada aqui a minha fictícia
candidatura a Presidente do Município de Montemor-o-Novo. Um abraço a todos os
meus amigos de todos os partidos e de todos os não-partidos.
Vamos continuando em contacto, pessoalmente, através deste jornal ou através
daquela coisa fantástica chamada Facebook!
domingo, 16 de junho de 2013
Comendador Balu I
O Balu, depois de ter sido agraciado, pelo Sr. Presidente da República, com a comenda do Cão Mais Fixe do Bairro. Balu??? Não! COMENDADOR BALU, se faz favor!
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Não admito que políticos demagogos e aldrabões me andem sempre a dizer com ar paternal, e com um tom de voz de censura estúpida, que tenho andado a viver acima das minhas possibilidades. Eles, e muitos outros antes deles, os primos deles e os amigos deles é que andaram, durante anos, a gozar a vida acima das minhas possibilidades. Nunca enganei o Estado. Nunca assinei contratos que não pudesse honrar. Procurei sempre cumprir as minhas obrigações de cidadão e de contribuinte. Eles é que me aldrabaram. Eles. Lembro-me que, quando assinei o meu contrato com o Ministério da Educação, em 1983, a minha reforma previa-se que fosse ao fim de trinta e dois anos de serviço, o ordenado nunca iria baixar, mas sim aumentar para fazer face à inflação, as faltas por doença, por serviço oficial, ou por outro motivo qualquer eram aceites segundo um critério minimamente justo. O subsídio de férias e o de Natal estaria sempre assegurando, desde que cumprido o calendário de trabalho previsto. Isto para não falar na redução gradual do horário de trabalho, para compensar o desgaste de uma profissão dura e de responsabilidade que é a de professor.
Afinal, era tudo mentira. Tudo aquilo a que tínhamos direito no início da nossa carreira foi-nos descaradamente roubado, para tapar os buracos que tipos com uma coluna vertebral de lagarta cavaram ao longo dos anos à pala de quem trabalha. Deixam-nos a agonizar em nome da nação e do bem comum. Pena eles lembrarem-se agora do bem comum. Sinto-me agoniado cada vez que eles aparecem na televisão, com ar catedrático, a vomitar as suas grandes lições de moral.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
25 de Abril sempre? Não. Já!
PS: A arruada na minha terra, que iniciou as comemorações de Abril, foi frouxa e com o pessoal habitual a gritar em grande desacerto. E os outros? Onde ficaram?
Temos o Governo e os políticos que merecemos.
Publicada por
Cloreto de Sódio
à(s)
4/25/2013 01:32:00 da manhã
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