terça-feira, 17 de novembro de 2015

Terror nacional


O Grito, Edvard Munch (1893)

Distraídos com os dramáticos (contudo, esperados a qualquer momento) ataques a Paris, esquecemo-nos de que fomos às urnas no dia 4 de Outubro e que ainda não temos um governo fixo. Por causa do horror a que temos vindo a assistir, deixámos de dar atenção aos ataques que a coligação dita de direita e a associação dita de esquerda fazem todos os dias à nossa inteligência. Porque o que eles fazem também roça o terrorismo. Não precisamos, pois, do Estado Islâmico para criar o pânico no pessoal luso. 
Eu explico: se o PS e os seus novos amigos assustam o povo quando dizem que o PSD e o amigo vão carregar nos cortes e nos impostos… isso é terrorismo. Quando o PSD e o amigo dizem que o PS e os novos amigos vão pôr o país na falência… isso é terrorismo. Quando se acusam mutuamente sem apresentarem soluções transparentes, dignas e seguras aos munícipes deste grande quintal, esses radicais estão a fazer terrorismo. Essas criaturas, cegas pelo desejo de poder (sempre o poder) não medem as palavras e muito menos querem saber do rumo que essas diatribes inconsequentes podem dar à nossa vida de todos os dias.
          Portanto, é urgente regressar à nossa realidade e aguardar, não sem alguma angústia, a decisão do Presidente da República, caso ele regresse da Madeira onde está neste momento na mais inútil visita de Estado de que há memória.

In "O Montemorense", 20/11/2015

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Distraídos crónicos...

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