sábado, 2 de fevereiro de 2008

"Estou sim? Daqui é a Pamela!"




Foi assim, como se lê no título, que começou a nossa conversa telefónica. Como não conheço nenhuma Pamela que me fale ao telefone com a voz sensual daquela Pamela… desconfiei.
Queria fazer-me um teste de cultura geral. Mas, antes, perguntou-me o nome completo, a idade, a profissão, o estado civil, o meu ordenado, o endereço, as minhas aptidões em vários campos. Fez-me perguntas a que qualquer miúdo da pré-primária responderia e, depois, disse-me: “Parabéns!!! Você foi o único que, até agora, respondeu a todas as questões! Amanhã vão aí a casa dois senhores, devidamente credenciados, entregar-lhe o seu merecido prémio e para conversarem um pouco com o senhor por causa de um apartamento no Algarve”. Respondi que sim, que estaria lá com o meu Rottweiler (que comeu uma orelha à pobre Laika, faz hoje uma semana), uma espingarda de canos serrados e mais dois soldados da GNR para os receber.
Ninguém apareceu. Pergunto-me porquê.
E a Pamela, a marota que ao telefone me achou tão simpático e atraente (só mesmo ao telefone), nunca mais telefonou. Eu que até a tinha convidado para um lanche romântico, ao cair de uma destas tardes, na exótica esplanada da Sociedade Recreativa cá do burgo…

1 comentário:

samuel disse...

Não é possível treinar o petiscador da laika para localizar chamadas e ir lá, ao emprego da Pamela e dos seus amiguinhos?

Distraídos crónicos...

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