quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Oh, abre!!!!

Somos um país de gente preocupada. Os dias arrastam-se atrás uns dos outros, sendo o seguinte mais preocupante que o anterior. A nação valente e imortal notou, tantos anos depois, que é mais mortal do que um pêro podre e que, valente, só o é nos versos de A Portuguesa, inventados por Henrique Lopes de Mendonça para a marcha patriótica de Alfredo Keil. Os heróis do mar, manietados por uma Europa ditadora, não passam agora de escravos de uns políticos manhosos que transformaram o país num pântano onde navegam com à-vontade os corruptos, os piratas e outros criminosos de fato e gravata.

Muitos portugueses querem saber como vão aguentar-se durante o ano que agora começa; até quando têm garantia de emprego; até quando poderão honrar os seus compromissos; o que irão pôr na mesa depois de pagas as contas do mês. Outros viram as atenções para os candidatos à Presidência da República e reparam que o que ali está não são candidatos à Presidência da República. São candidatos a mais um mandato de neutralidade oca e inócua. Ao pé destes senhores, a rainha de Inglaterra é uma verdadeira Hitler de saias (e de coroa de diamantes). Para que serve um Presidente da República se não pode emitir opiniões? Pode vetar leis malucas, dir-me-ão. E então? Elas voltam ao Parlamento e são aprovadas na mesma. Pode demitir um Governo incompetente, quando as condições o exigirem, poderá insistir o meu leitor. E então? Não houve condições para a demissão deste Governo? Houve. Alguém o demitiu? Não me lembro. Pode fazer Presidências Abertas, com a comunicação social atrás, para dar visibilidade aos problemas do país, tentarão ainda convencer-me. E então? De que serviram as presidências abertas de Cavaco Silva? Só lhe foi mostrada a parte menos má do país…

Vão por mim. O país não precisa de um presidente da república, quer venha do PSD, quer venha de qualquer outro partido. A Presidência da República é, apenas e só, uma fonte de gastos desnecessários do erário público. O que nós precisamos é de um Governo coerente, consciente e, sobretudo, de um primeiro-ministro que viva no mesmo país que nós. Eu repito: de um primeiro-ministro que viva no mesmo país que nós. Enquanto isso não acontece, continuaremos a ser uma nação de gente preocupada e cada vez mais infeliz e deprimida. Um país onde uns comem as lagostas e os outros chupam as cascas. Mas com as contas à moda do Porto, pois claro. Como diz um puto cá de casa, contrariando as boas maneiras da fofa: “Oh, abre!”



4 comentários:

Anónimo disse...

e disse.
eu, já cansei!
beijocasssss
vovómaria

Anónimo disse...

Cada vez mais farto deste país de mentecaptos. Quem de facto tem capacidade de fazer mover as coisas não tem opurtunidade, facilita-se a vida a quem nada sabe fazer. Sem se fazer "lobby" político não se vai a lado nenhum. A situação torna-se desesperante. Para os jovens, cada vez mais, a solução está lá fora.

Abraço Jonny!

Anónimo disse...

Cada vez mais farto deste país de mentecaptos. Quem de facto tem capacidade de fazer mover as coisas não tem oportunidade, facilita-se a vida a quem nada sabe fazer. Sem se fazer "lobby" político não se vai a lado nenhum. A situação torna-se desesperante. Para os jovens, cada vez mais, a solução está lá fora.

Abraço Jonny!

(n)ana disse...

Achei que ia encontrar piada nisto... http://www.youtube.com/watch?v=G1x0Ete0vtM

Distraídos crónicos...

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