sábado, 19 de fevereiro de 2011



Criou-se uma campanha de solidariedade para recolha fundos de apoio ao assassino confesso do cronista social Carlos Castro. Serei incapaz de doar um cêntimo. Celebrou-se em Nova Iorque uma missa de sufrágio pela alma da vítima. Celebrou-se em Cantanhede uma missa de apoio a Renato Seabra. Fiquei curioso em relação a quem Deus irá escutar. Do espectáculo degradante e desnecessário que foi o lançamento das cinzas de Castro num respiradouro do metro de Nova Iorque, desse já ninguém nos livra. A poesia do gesto transformou-se num acto grotesco e insensível. Os meios de comunicação social conseguiram envenenar a opinião pública e Seabra é quase inocente antes do julgamento. De Castro, mostrou-se os amigos na missa de 30.º dia e não se ouviu falar mais, nem da família, que deve estar a passar por momentos de enorme sofrimento. Será isto a efemeridade da fama de que tantos actores falam mas da qual não abdicam? Ou Castro era de tal forma malquisto que merece mergulhar para sempre no fogo eterno do esquecimento?

1 comentário:

Prophet of Disaster disse...

Sinceramente, não se percebe a atitude das pessoas em relação a este caso. Há com cada situação mais ridícula... Uma pessoa mata outra, confessa e em vez de quererem que seja castigado, tenta-se fazer o impossível para o safar. O assassinado provavelmente devia ser um grandessíssimo FDP que se aproveitava de jovens com sonhos de ascenderem na carreira (por isso é que teve aquele tratamento), que por sua vez se aproveitavam dele, e agora deve estar em vias de ser beatificado! Para além da história de despejar as cinzas na grelha do metro, situação mais ridícula é o grupo de amigos do assassinado quererem convencer a Câmara de Lisboa a darem o nome dele a uma rua. Não é suposto isso acontecer apenas a pessoas que se distinguiram por terem feitos actos notáveis? O que é que aquele homem fez? Escreveu sobre as festas daqueles que não têm um chavo no bolso mas que se vestem como se fossem os imperadores da galáxia e vivem do ar que respiram para caberem nos nossos ecrãs de TV? Se isto era um jornalista notável então o que dizer de quem realmente o era? Um tal de "Carlos Filinto Botelho" já merecia uma avenida com o nome dele!

Distraídos crónicos...

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