terça-feira, 19 de abril de 2011

Em Abril, cortes mil


Ai, Abril, Abril, por onde andam os teus ideais e as tuas promessas? Faz 37 anos que Portugal se libertou de um querido líder chamado Marcello Caetano, descendente directo de outro querido líder chamado António de Oliveira Salazar, que muitos gostariam de ressuscitar.

Hoje, em 2011, estamos em Abril e o simbolismo do mês e as imagens que, neste momento, vejo na televisão, impelem-me a falar noutro querido líder prestes a ser eleito. Melhor: prestes a ser reeleito. A História dá aos homens as melhores lições que poderemos aprender, mas nós somos como alguns alunos: depois de sabermos como não devemos responder a certas questões, esquecemo-nos desse pormenor nas vésperas do exame e acabamos por cometer os mesmos erros, por esquecimento, por ignorância, por estupidez natural ou por falta de uma horta geograficamente bem localizada. (Não posso ser aqui muito claro, porque há crianças que lêem este blogue.)

Se houve uma crise política, o Povo não é responsável. Se já aí está o Sr. FMI, o Povo não é responsável. Se se injectaram milhões de euros em bancos, de onde criminosos de colarinho branco retiraram outro tanto para si, para as famílias e para os seus negócios, o Povo não pode ser responsável.
Há erros que se pagam caros. Que SE pagam… não. Que PAGAMOS, com um palmo de língua de fora. Um deles foi o nosso querido líder, demissionário e candidato a salvador desta pátria em farrapos, recusar, durante semanas, a ajuda do exterior, quando todos sabiam que estávamos no fundo. Outro, foi o velho professor Silva não ter mostrado o talento, e mais aquilo que a gente sabe, necessário para pôr, atempadamente, ordem neste quintal tão mal frequentado. Vejam lá se isto não faz lembrar aquela frase e atitude célebre do “orgulhosamente sós”?

Agora, só falta, à entrada de cada posto fronteiriço português, estar escrito “Arbeit macht frei” devidamente traduzido para a hitleriana máxima “O Trabalho Liberta”. Sim. Porque, para mim, Portugal passou a ser um campo de concentração alemão. Estou a exagerar? Não concordam? Então, vamos esperar umas semanas e depois logo vão ver…

2 comentários:

Liebend disse...

Porque é que acha que eu voltei a estudar alemão?

Alfredo disse...

Desta vez caro professor não estamos de acordo! O povo também é responsável por este descalabro! E as contas são simples: em 9 milhões de eleitores 35% não votam (3,15 milhões), e dos que votam mais de 35% (mais de 2 milhões)votaram e vão voltar a votar no nosso mentiroso e incompetente líder! Contas feitas, mais de metade dos portugueses, uns por livre escolha e outros por omissão, não têm qualquer moral para criticar o estado actual das coisas nem o "zé", esse grande salvador da pátria!
Mais meia dúzia de patranhas e aí temos o "zé" por mais 4 anos desta vez a tentar novo recorde absoluto, triplicar a divida!

Distraídos crónicos...

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