sábado, 13 de fevereiro de 2016

Cavalas




Vou escrever estas linhazinhas com uma tristeza profunda: os portugueses continuam mansos e mais conformados do que duas cavalas em azeite, anafadinhas numa latinha de conserva, na prateleira de um supermercado qualquer. Por que utilizei esta figura de estilo chamada comparação, para dar reforço ao motivo da minha tristeza? Porque quero homenagear os meus colegas professores de Português, porque nunca ninguém dá o devido valor às cavalas e porque a fofa é capaz de devorar aqueles peixinhos gordurosos como se não houvesse amanhã.
Pronto: contentei todos.

In "O Montemorense", Fevereiro de 2016

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