segunda-feira, 15 de novembro de 2010



… O país está agonizante. Depois de termos confiado os nossos destinos a dezenas de políticos, ao longo destes trinta e tal anos depois de Abril, decidi que NUNCA mais vou votar. É esta desilusão que me invade que me faz ter a certeza de que mais ninguém se irá sentar na cadeira do poder com o meu voto. Se ninguém votar, ou se todos votarem em branco, a ficção de Saramago (Ensaio sobre a Lucidez) será uma realidade. E depois? Para caos, caos e meio. A liberdade, conquistada há uns anos nesse mesmo Abril, dá-me a possibilidade de, livremente, não confiar em mais nenhum político deste quintal cada vez mais malcheiroso e assustadoramente mal frequentado.




8 comentários:

Anónimo disse...

há uma pessoa que eu conheço, que também anda com as mesmas ideias...
o acreditar, foi-se!

beijocassssss
vovómaria

Anónimo disse...

Não Votar conta a Favor de quem Ganha, por isso o melhor é VOTAR CONTRA. A abstenção conta a favor de quem ganha.

Alfredo disse...

Também me deparo muitas vezes com esse dilema: Não votar ou votar no menos mau, já que bons não aparecem! Mas depois dói-me a consciência, por ao não ir, estar a favorecer o pior, e acabo sempre por tentar votar no menos mau! Mas cada vez com menos vontade! Os partidos politicos minaram toda a sociedade e não passam de uma central de empregos para boys (sim, todos os partidos os têm)! As pessoas honestas e competentes rapidamente são postas de lado e assim vamos ficando com um país em que todos os lugares de decisão estão ocupados por individuos com cartão partidário, mas que raramente tem competência para o cargo! O mais grave é que não se vê nenhuma luz ao fundo do túnel!

Anónimo disse...

Infelismente vivemos neste "estado". Se Portugal não estivesse na cauda da velha Europa, há muito que viviamos a mando de melicias. Tenho dito.

manoelbota disse...

Era realmente o que a "gentalha" que está na politica precisava....que NINGUÉM votasse....

Anónimo disse...

Eu sou da opinião que todos deveriamos ir votar, porque não votar ou votar em branco é dar votos aos que não queremos ver no poder.
Professor, você como homem intligente que é sabe que isto é verdade e por isso convido-o e desafio-o a ir colocar a cruzinha no boletim de voto no próximo acto eleitoral.

Cloreto de Sódio disse...

Caro amigo anónimo do comentário anterior:
Claro que tem razão, quando nos lembramos quantos morreram torturados nas masmorras da PIDE, apenas porque queriam um país livre, justo e com toda a gente a votar. Claro que tem razão quando pensamos na importância cívica de podermos nós, o povo, escolher quem nos governa. Claro que tem razão, se concluirmos que, na nossa ausência, outros votarão para escolher, provavelmente, quem nós não escolheríamos. Tem razão, ainda, quando recordamos os ditadores que nasceram protegidos por um povo descontente e na miséria e que subiram ao poder de forma legítima, enganando com palavras doces os que, em desespero, acreditavam em salvadores da pátria.
Mas eu já não acredito em salvadores. E, apesar de dar razão ao seu comentário, e agradecer o conselho, para mim sério e consciente, continuo a garantir que não vou dar o voto a nenhum político que, de ora em diante, se apresente a votos.
Desculpe desiludi-lo!
Um abraço.

Anónimo disse...

Professor,
Não me desilude, simplesmente me deixa um bocado triste com esta sua decisão e como (ainda) estamos em democracia e (ainda) podemos escolher o que fazer e você é livre de fazer o que achar melhor, mas depois fica sem legitimidade de criticar o que quer e quem quer que seja!
Eu sempre que fôr chamado a esses actos de cidadania irei lá colocar a minha cruzinha onde acho que ela é mais valiosa e para poder criticar quem eu acho merecedor das minhas criticas.
Pessoalmente nunca vivi na época da ditadura, mas pelo que estudei o direito ao voto livre é uma conquista que eu não quero perder.

Distraídos crónicos...

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