quinta-feira, 11 de julho de 2013

Eu quero ser...








Não sei como começar a escrever aquilo que me vai na cabeça. Porque os últimos dias têm sido alucinantes, com abanões constantes, declarações surpreendentes que mais não passaram de insultos à inteligência e ao esforço de muitos portugueses. Olhem, não sabendo como começar, vou começar assim:
Iznogoud é uma famosa personagem da banda desenhada belga. É um Grão-Vizir que procura por todos os meios ser Califa em vez do Califa. Não foi inspirado em Paulo Portas, porque quando a personagem foi criada, em 1962, Portas tinha acabado de nascer, era pequenino e René Goscinny e Jean Tabary não faziam ideia quem era aquele futuro político, brilhante, manhoso, maquiavélico e combativo. Mas poderiam ter sacado dele alguma inspiração. Tal como o boneco de traço francês, também Portas tem vindo, aos poucos, conquistado terreno para, mais tarde ou mais cedo, vir a ser primeiro-ministro em vez do primeiro-ministro.
Provavelmente, quando estiverem a ler este pequeno texto, já Paulo Iznogoud Portas conseguiu cumprir o seu desiderato: ser primeiro-ministro após a demissão voluntária de Passos Coelho.

O Presidente da República decidiu, então, manter, não um casamento a dois, mas uma união a três, cada qual mais casmurro, teimoso do que outro, todos eles crispados, birrentos, sem futuro conjunto, adiando teimosamente o inadiável. O Partido Socialista, o Partido Social Democrata e o Centro Democrático Social nunca se entenderam em quase 40 anos de democracia. Não é agora que vão entender-se. A História recente do nosso país foi isso que nos ensinou. Só um anjinho poderia acreditar nessa tão remota possibilidade.

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Distraídos crónicos...

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