domingo, 14 de dezembro de 2008

Banda da Carlista conta história de Carlos Cebola


A Banda da Sociedade Carlista interpretou, hoje à tarde, um inédito concerto de Natal. Com base no conto O Flautim, da autoria de Carlos Cebola, os músicos, dirigidos pelo maestro Sérgio Frazão, e com a narração de Carla Rodrigues, ofereceram, principalmente às crianças, uma espectacular lição de música. Fazendo lembrar a estratégia didáctica de Prokofiev e do seu Pedro e o Lobo, o conto de C. Cebola é sobre um Flautim que caiu de amores por D. Batuta que não aceita a sua paixão. Incapaz de compreender essa atitude, o Flautim começou a desafinar, o que lhe valeu a expulsão da banda. Foi a voz sensata do velho Clarinete que trouxe à razão a D. Batuta que, cheia de espírito natalício, voltou a receber no seio dos restantes instrumentos o Flautim mal comportado. Para além de bons músicos, os elementos envolvidos mostraram ser também uns excelentes actores. Presente na sala, o autor da história, Carlos Cebola, viria a receber merecidos aplausos.
A tarde de música começou com a apresentação dos alunos da Escola de Música da Carlista que continua a cumprir, e bem, a sua missão: garantir o futuro da Filarmónica, formando músicos de forma atempada e com o rigor exigido. Os pequenos, e as pequenas, artistas executaram peças já com algum grau de dificuldade, enfrentando alguns deles, o público pela primeira vez. A Banda terminou com um pequeno concerto de repertório inteiramente novo, que fez justiça ao trabalho e ao empenho dos músicos, do seu maestro e da Direcção da Colectividade.
Muitos associados ficaram privados desta bela tarde de música. Porque quiseram. O salão Nobre da colectividade estava pouco mais de meio. A tarde estava fria e nem todos tiveram coragem para dar um saltinho à Carlista. Por vezes, há concertos no Verão e o resultado em termos de público não é muito diferente. Acho que a questão não tem a ver com a temperatura.

4 comentários:

Anónimo disse...

Parabéns a todos os que tomaram parte activa e passiva nesta tarde musical... e não só!!
quanto às faltas de comparência... não sei se é defeito, feitio... mas que é, infelizmente, uma realidade...!!...
beijocasss
vovó Maria

André Banha disse...

é de facto uma critica a esta tarde musical bastante interessante, pois custa a todos aqueles musicos que la estao e qe vivem a carlista como a sua sociedade verem os socios desta a nao comparecer aos concertos, e nao so. sempre foi um dos maiores defeitos em montemor, toda a gente sabe criticar mas muito pouca sabe ir ver, apreciar este peqenos bons momentos que se vivem e Montemor por vezes perde mutio por isso, por falta de cultura das pessoas, nao por falta de actividades culturais. Um grande abraço

André Banha

Hugo Reboredo disse...

Concordo, pois, com todas a afirmações e opiniões que já foram expressas aqui! A tarde musical foi agradável, o conto bastante imaginativo, e a locução em conjunto com a interacção da banda foi muito interessante! Poucas pessoas? Não quero criticar, mas tentemos encontrar explicações ou soluções para o problema...mais e melhor divulgação? Eu sei muito da vida quotidiana da banda porque a vivo como poucos, e nem sequer lá estou...Mas há pessoas em Montemor que a apelidam de "Fanfarra da Carlista" ou ainda pensam que as bandas são feitas para tocarem marchas, paso-dobles nas touradas e "modinhas" no coreto!!Mas enfim...Há que procurar também outro tipo de acústica, isto é, não só o Curvo Semedo é uma alternativa, até porque se as pessoas não vão ver a banda, talvez a solução deva ser a banda ir ter com elas! Portanto, há mais sítios, basta procurar bem...De qualquer forma, viva a Carlista, viva o Natal!

sticker disse...

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Distraídos crónicos...

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