sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Compadres impossíveis

Os cartões de crédito já estão esgotados outra vez, estraçalhados que foram em prendinhas que não valem nada mas que servem para justificar o momento. Mas, ao contrário do que é hábito, a minha preocupação neste Natal é de outra ordem. Não tem a ver com prendas, nem com gastos, nem com as hipocrisias típicas desta época do ano. Prende-se com afectos e com fretes. Comecei a pensar no assunto, depois de a minha fofa me ter dito: “Espero que a nossa filha não caia de amores por aquele rapaz da camisola vermelha que vem cá muito a casa.” Eu, que estou a fazer um esforço para não me meter nesses assuntos, perguntei-lhe: “Mas, porquê? O que é que tem o rapaz?”. “O rapaz não tem nada. Mas não me apetece passar a Consoada e a noite de Ano Novo com o cromo do pai dele e com a lambisgóia da mãe, que tem um buço que impressiona o próprio Quim Barreiros.”
Vi que a minha fofa estava com a razão. Com o crescimento dos filhos, e o início dos seus relacionamentos com as suas eventuais caras-metades, devemos seriamente começar a pensar nos compadres que irão, a seu tempo, calhar-nos na rifa cá em casa, na Consoada e na Noite de Passagem de Ano. Para evitar esses males, fiz uma lista com os nomes das pessoas que eu NÃO quero ter como possíveis compadres. Chamei-lhe a Lista dos Compadres Impossíveis e já a passei aos meus filhos para, quando começarem um relacionamento sério, perguntarem primeiro se os pais e as mães dos felizardos fazem parte daquela lista… profilática.

Distraídos crónicos...

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