sábado, 22 de agosto de 2009

Lucidez

O senhor da esquerda, auto-proclamado salvador da pátria que ditosos filhos tem, apresenta um programa que ata o país ao fundo do pego (porque já lá chegámos); a senhora da direita não apresenta programa e não gosta de falar com "powerpoint", embora adore jornalistas que a ajudem a esquecer que está numa entrevista séria e de responsabilidade; o senhor Louçã fala a metro mas não passa dali; o senhor Jerónimo fala ao coração das massas (que são cada vez mais jovens) mas não consegue modernizar o discurso; o senhor Portas diz algumas verdades mas não acredita nelas e muito menos sabe como concretizá-las.

Vota-se em quem?
Vota-se?
E os quinhentos mil desempregados votam em quem?
No seu romance Ensaio sobre a Lucidez (Ed. Caminho - 2004), Saramago mostra-nos as possíveis consequências do voto em branco. São verdadeiramente aterradoras. Leiam e reflictam.

7 comentários:

kalikera disse...

E já ouviste alguém a tratar os brancos com o peso que efectivamente têm? Brancos são analisados como se nulos fossem, são duns gajos que vão lá escrever umas bujardas ao presidente da junta cujo muro do quintal roubou um bocado ao meu galinheiro. Invejas...

A malta, infelizmente, não percebe o branco. A luz toda.

ZERO À ESQUERDA disse...

É a mais pura das verdades, Kalikas. Os que votam em branco são considerados cidadãos sem opinião. Puro engano. Talvez olhem para eles doutra forma depois de 27 de Setembro. Abraço.

Anónimo disse...

Modernice é sinónimo de competência?

@braços e DIAS TRANQUILOS!

Anónimo disse...

O voto em branco é uma forma de protesto contra toda a classe política. Quando na urna depositamos um voto em branco estamos a afirmar o nosso descontentamento para com os políticos e as políticas legisladas. Numa entrevista em Lanzarote que antecedeu as últimas eleições legislativas, Saramago aconselhou os portugueses a votar em branco. Ideológicamente foram as palavras mais acertadas que lhe ouvi dizer, eu que ideológicamente nem concordo com a maioria das coisas que diz. Mas dessa vez achei que ele estava completamente certo e agora, para as eleições de 2009, o seu conselho volta a estar mais actual que nunca.
Já pensaram no que aconteceria se viesse a verificar-se nas próximas eleições legislativas uma percentagem de votos em branco superior a 30%? Sabem a leitura que poderia ser feita à luz desse resultado? Era uma grande bofetada de luva branca que deixaria os políticos à beira de um ataque de nervos e que faria reflectir toda a sociedade portuguesa.
Mais uma vez irei votar em branco!

Carlos Galhardas

xpto disse...

Sócrates salvador do país
Que ditosos filhos tem,
Ouça o que o povo diz
E não o que lhe convém!

A Drª Ferreira Leite
Não gosta de powerpoint...
Pode ser que se ajeite
Com um novo match point!

Oh Louçã falas a metro
Daí não te vejo passar...
Na oposição és maestro,
Ao poder não vás chegar!

Jerónimo fala ao coração
Dos jovens com esperança...
Ninguém ouve com atenção
Esse discurso já cansa!

O Portas diz algumas verdades?...
Crer nelas, não te interessas?...
Velho truque das facilidades
Que se ficam pelas promessas!

POETA

Anónimo disse...

Carlos Galhardas tem toda a legitimidade de votar “branco” em Setembro, mas legítimo já não será querer impingir-nos a ideia de que a classe política ficaria seriamente abalada se uma percentagem elevada de portugueses assim fizesse; pois se eu tenho-os visto, suspeitos, arguidos, acusados disto e daquilo, afirmarem e reafirmarem, sorriso nos lábios, alto e bom som, a sua absoluta tranquilidade!...

Mais "branco" menos "branco", isso são bagatelas que não afectam o sistema nervoso central destes políticos, isso nem sequer lhes fará comichão e não será por isso que eles correrão para o Prozac e para outros ansiolíticos...; presumo que C. G. se refere aos políticos que têm comandado os destinos do país nos últimos trinta e cinco anos…

@braços e DIAS TRANQUILOS!

vovó disse...

pois, também já "branqueei"... desta vez, não vou por aí!
beijocassssss

Distraídos crónicos...

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