segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Por favor, senhor Primeiro-ministro!

Mais sucesso escolar não é sinónimo de melhor ensino!
Mais sucesso escolar não é sinónimo de mais conhecimento!
Mais sucesso escolar não é sinónimo de mais exigência!

26 anos de carreira, com 3 reformas do sistema educativo e 14 ministros da Educação desde 1983 ( e 25 desde o 25 de Abril), são suficientes para acreditar no que escrevo.
O mais grave é que o senhor Primeiro-ministro... concorda comigo.

4 comentários:

Anónimo disse...

O 1º ministro, a ministra e os secretários de estado, defendem os seus números; mas há mais: o ministro santos silva, o vitalino canas,o ministro silva pereira, e mais três ou quatro…
E depois há o senhor das associações de pais que também defende os números do 1º ministro, da ministra e dos secretários de estado, do ministro santos silva, do vitalino canas, do silva pereira e de mais três ou quatro…

@braços e DIAS TRANQUILOS!

vovó disse...

é grave, amigo! é grave!!!... :)

beijocasssss

kalikera disse...

Tive um livro de português no 2º ano (oitavo) com textos destas senhoras e destes senhores (uma alegoriazita política cínica).

E a ordem de entrada em aula era esta:

Almeida Garrett
Alexandre Herculano
Camilo Castelo Branco
Júlio Dinis
Antero de Quental
Eça de Queirós
Cesário Verde
Fialho de Almeida
M. Teixeira-Gomes
António Nobre
Camilo Pessanha
Raul Brandão
Carlos Malheiro Dias
Teixeira de Pascoais
Aquilino Ribeiro
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)
Fernando Pessoa (Ricardo Reis)
Fernando Pessoa (Álvaro De Campos)
Mário de Sá-Carneiro
Irene Lisboa
Almada Negreiros
Ferreira de Castro
José Gomes Ferreira
José Régio
Vitorino Nemésio
José Rodrigues Miguéis
Branquinho da Fonseca
António Gedeão
Carlos Queirós
Miguel Torga
Adolfo Casais Monteiro
Soeiro Pereira Gomes
Alves Redol
Manuel da Fonseca
Vergílio Ferreira
Jorge de Sena
Sophia de Mello Breyner Andresen
Carlos de Oliveira
Mário Cesariny de Vasconcelos
Agustina Bessa Luís
Urbano Tavares Rodrigues
Eugénio de Andrade
Sebastião da Gama
António Ramos Rosa
Alexandre 0'Neill
José Cardoso Pires
Augusto Abelaira
Fernanda Botelho
David Mourão Ferreira
Herberto Hélder
Ruy Belo

No final de cada texto apareciam umas perguntas bem feitas para te fazer pensar e perceber, idênticas a umas que um calceteiro qualquer já por aí deixou a respeito de A Flor.

Perguntavam-te, nos teus 13/14 anos:

Porque é que o sol "finge de novo todas as manhãs"? Também pensas o mesmo?

Diz o poeta: "quando penso que vou dizer algo cheio de razão, sinto que me falta/um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer/coisa extraordinária". Como explicas tu que o poeta seja capaz de sentir um girassol ou uma pedra ou uma ave como coisas extraordinárias?

Acabamos por perceber a vida sempre desfasada do momento da vida. Gosto de ser ingénuo.

ZERO À ESQUERDA disse...

Hoje perguntam assim aos miúdos do 8.º ano: Lê a frase: "(...)O sol finge de novo todas as manhãs". Agora responde de forma correcta:
1-Quando é que o sol finge de novo?
2-O sol finge de novo todas as noites?

Kalikas: estamos a cultivar a idiotice, perdão, a Idiotice. E eu sei do que falo. Obrigado pelo teu precioso "testemunho". Sei que não é inventado. E quem tem a nossa idade também o sabe. E o senhor Primeiro-ministro, se ousar ler estas linhas, também te (nos) dará razão. Mas sem o assumir, claro. Abraço.

Distraídos crónicos...

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