domingo, 11 de outubro de 2009

Carlos Pinto de Sá: o capítulo final


Como o previsto, Carlos Pinto de Sá ganhou a Câmara de Montemor, agora pela última vez. O PCP vai iniciar um período de reflexão que dará origem a uma criteriosa escolha do seu sucessor para o mandato a iniciar em 2013. Socialistas, Social-democratas e Centristas decerto também já pensaram nessa questão e preparam-se, também eles, para escolherem candidatos que possam realmente fazer frente ao futuro candidato comunista, para  que se cumpra o antigo desiderato de mudar a cor da Autarquia, vermelha desde 1974.
Não, não estou a andar depressa demais. É que em política, há questões que devem ser preparadas com muita antecipação e não em cima do joelho, como já vai sendo hábito em algumas sedes de campanha. E o que é importante é mostrar trabalho, projectos e ideias para o concelho, sobretudo ideias que criem postos de trabalho. Não me perguntem o que é preciso fazer, porque o político não sou eu.  Começou a contagem decrescente.
Um cumprimento para todos os eleitos e votos de bom trabalho e de muita dedicação à terra. Nós, os eleitores, vamos ficar atentos.

35 comentários:

vovó disse...

acabei há pouco, de dizer o mesmo. sintonias ... :)...

boa semana!
beijocasssss
Maria

samuel disse...

É isso...

Abraço.

Anónimo disse...

Certamente Montemor e os Montemorenses unirão esforços para que após Carlos Pinto de Sá seja possível fazer de Montemor-o-Novo uma cidade com futuro para todos aqueles que de Montemor se orgulham. É preciso deixar de estar só nos bastidores, deixar de dizer mal deste ou daquele, até porque julgo que quando há ideias sejam elas de que cor partidária forem deverão ser fomentadas em prol dum Montemor melhor. Se todos trabalharmos e reunirmos ideias até 2013 quem sabe Montemor avança...
bjs
HR

Carlos Machado Acabado disse...

Não sei se Montemor é uma cidade "com certos futuros" semelhantes aos de algumas que eu conheço (o dos guetos, dos gangues, do não se poder sair à noite, das pessoas que têm de se juntar para irem da paragem do combóio até casa porque sozinho é um perigo a certas horas; o "futuro" dos conflitos sociais agudos, das miríficas fábricas que criam não-sei-quantos-mil-postos-de-trabalho à cabeça mas que poluem "à tripa forra", que "lockam-outam" quando querem e lhes apetece---isto quando pura e simplesmente não chantageiam tudo e todos, recebem os "subsídios" da "praxe", "alçam a caganeta" e por aqui me vou que "na Moldávia é mais barato"...)...
...agora sei que Montemor é uma Cidade com PRESENTE.
Uma Cidade ainda muito razoavelmente humanizada e com uma EFECTIVA qualidade de vida garantida por uma Câmara que liga às pessoas, que actua junto dos mais velhos, que colabora dentro das suas possibilidades específicas (quantas vezes, CONTRA as "ajudas" dos sucessivos governos "pê-pê-dê" e "pê-ésse" e EU sei do que falo porque fui eleito de uma Junta de Freguesia da Cidade...) no apoio aos mais jovens, próxima das pessoas, que se preocupa MESMO (isto é, demonstravelmente, com coisas que se vêem!) com a Cultura.
Que faz obra de saneamento básico e não "obrinhas" de fachada para enganar os tolos e "papar-lhe logo a seguir o bolo"...
Uma Câmara que alguns vêm há muito conspirando para derrubar, é verdade; que, um dia talvez caia MESMO e, nessa altura (vejam-se os casos da Amadora ou de Loures, por exemplo...) TODOS vão poder ver, finalmente, o que é AQUELE "futuro" que eu conheço por dentro e por fora (dei aulas em algumas "Escolas" de 'lá'...) e não desejo ao meu pior inimigo...
Apoiemos mas é lealmente o que temos e deixemo-nos de fantasias!...

Carlos Machado Acabado disse...

Concluindo:
A Câmara tem defeitos?
CLARO que os tem!
[O governo tem poucos, não?...]
O actual e os que o antecederam!
E são os "partidos do poder" que vêm há mais de trinta anos "praticando" e com o "sucesso" que todos conhecemos e... sentimos!
Agora, aqui o que está em causa é colaborar criticando mas criticando leal e CONSTRUTIVAMENTE.
O "bota-abaixo" deve merecer o nosso mais vivo repúdio, nossa mais indignada rejeição!
Eu não tenho interesse nenhum secreto a defender: apenas me norteia aqui e no resto da minha intervenção cívica (onde quer que ela se efectue) o respeito pelos interesses legítimos (mais do que legítimos: legitimíssimos!) de uma população lúcida e digníssima que tem sabido resistir a "tentações" envenenadas de "mudança" e tido o esclarecimento bastante para não se deixar enrolar por certas "sereias" de voz doce e bolsos fundos que por aí erram sempre à espera de "banquete"... O Zé Mário chamou a alguns deles os "charlatães" e o Zeca... os "vampiros"...
Um e outro lá sabiam porquê...

E o povo de Montemor, pelos vistos, também...

Anónimo disse...

Quem lê parece que vivemos num paraíso e num amr de rosas, certo é que a qualidade de vida não é má mas coisas há que podiam estar melhores. Temos muitos jovens a ter que partir em busca de trabalho junto daqueles sitios que se chamam de más qualidades de vida, mas lá está o trabalho e o sustento de muitos daqueles que daqui têm que partir, pois criação de postos de trabalho e agarrar os jovens enfim, peço desculpa, mas Dr. Carlos Acabado, fala de barriga cheia, pois a sua carreira felizmente está "segura", se assim se pode considerar. Julgo que estamos com certos atrasos em relação a muitas cidades mesmo do nosso Alentejo...mera opinião

HR

bethoven disse...

Quem está 30 anos no poder e ainda apresenta obras de saneamento básico como bandeira politica precisa urgentemente de conhecer o século XXI.

O Mundo evolui, a Europa de Leste evolui, Beja evolui e Montemor há-de vir a evoluir, mas com muitos anos de atraso.

Carlos Machado Acabado disse...

Vamos lá a ver: que há coisas em Montemor que podiam "estar melhores", é óbvio e eu, de resto, já o disse mas nem seria evidentemente necessário que o tivesse feito.
Temos, de facto, jovens que têm de partir em busca de trabalho mas partem de Montemor como partem do extremo oposto do País: partem porque existe um determinado sistema económico que faz com que eles partam e não tem EM SI (isso fica, para mim, cada vez mais óbvio) soluções para essas partidas.
Não partem PORQUE há uma Câmara em Montemor (que, a mim, pessoalmente, não me "enche", devo dizer, já agora, uma barriga que se "enche" facilmente com o pouco que pode comprar a pensão de reforma de um indivíduo que toda a vida trabalhou); os jovens, dizia, não partem PORQUE há uma Câmara Municipal em Montemor a quem compita ir tapando os (gigantescos e múltiplos!) 'buracos' que todo um sistema económico-financeiro à escala hoje dita 'global' abre pelo 'simples' facto de ser o que é e como é.
Sejamos rigorosos e sérios: eu volto a dizer, não tenho nada a ver com a Câmara, ela não me paga para defendê-la, eu nem sequer voto nela porque, de momento, nem voto aqui, eu critico-a em diversos aspectos mas não a ataco injustamente nem conspiro para derrubá-la: prefiro, em nome do interesse colectivo (sublinho: colectivo!), colaborar com ela.
E, se a minha "carreira" (que, aliás, está terminada, é, infelizmente, hoje-por-hoje, passado) está, como diz o amigo "Anóninmo" "segura" (e, a julgar pelo que dizem alguns economistas, inclusive a minha pensão de reforma, não o estará assim tanto!...) é porque, no meu tempo, apesar de tudo, havia um Estado que ia funcionando e garantindo a quem o servia aquele mínimo de estabilidade e segurança que o de hoje, "concessionado", na prática, aos partidos que sonham com a "mudança" de uma Cãmara que insisto em dizer que é globalmente digna e respeitável, estão longe de ser capazes de (ou de estarem dispostos a) assegurar.
E é por ISSO que os jovens 'fogem' e é por isso que o Alentejo em geral (porque vai resistindo) está como está.
Sobre as questões envolvendo o saneamento básico: seria óptimo (e seria muito simples) que elas se resolvessem e que, a partir daí, ficassem resolvidas 'ad eternum'.
As questões envolvendo a qualidade de vida das populações são múltiplas, complexas, CARAS e nunca estão concluídas EXACTAMENTE porque "o mundo evoluíu" e a dignidade das pessoas não se compadece HOJE com aquilo que, noutro tempo, era um luxo.
Agora, aquilo que eu gostava de saber é onde é que estão os fulanos com processos na Justiça por corrupção, tráfico de influências, favorecimento e quejandos na Câmara de Montemor, aqueles que pouco se preocupando com a fuga dos jovens, se preocupam, sim, com a continha na Suiça ou o carguinho pingue que vem "a seguir"...
DESSES, há-os, todavia, em algumas daquelas geridas precisamente pelos partidos que se propõem... "mudar" a Cidade e o concelho.
É só contá-los...
A questão, para mim, é: deixarão os montemorenses que a Cidade e o concelho mudem para... ISSO?...

Anónimo disse...

Montemor fez uma escolha... clara. Entendeu-se optar pela qualidade de vida dos que cá habitam. A câmara têm um papel social que passa por uma série de patamares de apoio. Eleger uma bandeira de saneamento básico, não representa uma obsoleta ideia repescada dos livros de história... Se se entender que a obrigação de uma câmara é apenas de controle de empresas-satélite, mesmo que isto represente falta de transparência do uso dos dinheiros públicos, então dever-se-à votar num outro partido, nomeadamente à direita. Se por outro lado for estabelecida como prioridade o bem-estar básico das pessoas, assim como em paralelo oferecer-lhes qualidade cultural, ambiental e uma cidade agradável sem fossos sociais vincados "quiçá" resultantes de uma invasão desenfreada de industria, então sugiro o apoio à CDU. Se cada cidadão tiver a consciência que o município não é mais do que a representação de todos, então um dia, quando surgirem ideias para o desenvolvimento do concelho por parte desses cidadãos talvez percam a "vergonha" e compareçam às assembleias municipais ou quem sabe uma conversa cara a cara com o Sr.Presidente ou um dos Vereadores. Montemor não precisa de quintais com muros ! Montemor precisa de todos !
Façamos da CDU uma coligação cuja identidade se confunde com a própria cidade. E em vez de se considerar, a CDU, o objectivo das critica possa um dia ser o objecto que Montemor terá para alcançar um futuro melhor.

Carlos Machado Acabado disse...

Mas a cidadania é exactamente a negação das "vacas sagradas"!
É, aliás, precisamente aquilo que eu próprio venho há muito defendendo!
Durante muito tempo, falou-se correntemente de uma "via original" portuguesa para o socialismo.
O curioso é que não se tratava de um cliché: HÁ, de facto, a meu ver, uma "via" original portuguesa para esse estado desejável de justiça sustentável (e sustentada!) na redistribuição da riqueza nacional que é, no fundo, a infra-estrutura material básica e essencial da Democracia.
Era, como nunca me canso de repetir, a via das "comissões" que se multiplicaram entre nós, para minha profunda desilusão, de modo efémero, em '74.
Essas 'comissões' (de moradores, de utentes de serviços públicos, de inquilinos, de doentes de hospitais, de alunos, etc.) chegaram a poder ser o embrião de um "sindicalismo cidadão" que, devidamente organizado, poderia ter chegado, por sua vez, a ser o interlocutor ideal do poder político institucional.
Com este criando uma dinâmica (uma dialéctica!) de interactividade permanente e orgânica que permitisse, a um tempo, condicionar nuclearmente a acção desse mesmo poder, isto é, direcccioná-lo no sentido colectivamente definido e conservar este último, ao mesmo tempo, sempre democraticamente vigiado.
O princípio de interactividade orgânica assim constituído deveria, em meu entender, se aplicável ao poder central como ao local.
Infelizmente, como disse, a dinâmica que chegou a esboçar-se foi atalhada (intencionalmente atalhada e destruídas as raízes que chegou a possuir---"et pour cause"...) e toda a via se... extraviou.
Para mim, no entanto, é essa a "fórmula" que permite cortar pela base a partidocracia [a falsa democracia assente na "concessão" institucionalizada "por contrato eleitoral" do poder a duas "empresas privadas" de natureze (muuuuito!) genericamente política] com a transformação efectiva do Estado numa espécie de "sindicato oficial de iniciativa" (para não lhe chamar simplesmente um "almocreve"...) do interesse privado ao qual ele serve ("levando tudo por diante"...) a pretexto de "criar riqueza" e (claro!) "fomentar o emprego"...
Essa, sim, seria a (im?) possível solução!
Desgraçadamente, porém...

Pedro Bento disse...

Eu vivo numa freguesia de montemor que não tem qq tipo de tratamento para as aguas residuais, uma freguesia que por isso é chantagiada e empurrada pela CMMN para a " obrigação " de mudar para a situação se resolver, uma freguesia onde as grandes obras foram feitas pela pressão dos seus habitantes junto do poder central ( Governo), numa freguesia que vê constantemente a CMMN interromper o desenvolvemento ( novo lar de idosos), uma freguesia que apenas recebe a visita do Sr Presidente em altura de eleiçoes, numa freguesia em que o sistema de abastecimento de agua para consumo a nivel de condutas é muito rudimentar, numa freguesia onde as colectividades sobrevivem praticamente sozinhas com poucos ou mesmo nenhuns apoios camarários, numa freguesia sem arruamentos, numa freguesia completamente esquecida pela CMMN.

É este tipo de gestão que querem para o nosso concelho? Onde estão os ideais de abril que tanto defendem?
E como alguém por ai já disse, Évora evolui, Viana do Alentejo evolui, Beja evolui e Montemor vai evoluir, com muitos anos de atraso ,mas ainda vamos a tempo.

Estava a esquecer-me.... eu vivo na Republica Independente do Ciborro!

bethoven disse...

Trinta anos para fazer umas piscinas, 30 anos para fazer um parque de feiras, 30 anos a fazer obras para entreter e calar o cidadão!

E agora? 40 anos para fazer um ETAR em condições, 40 anos para garantir água em todo o concelho, 40 anos para garantir uma rede de saneamento básico eficaz?

E depois? 50 anos para ter um parque industrial razoavel, 50 anos para remodelar o Curvo Semedo, 50 anos para requalificar devidamente o Castelo, 50 anos anos para retirar camiões da Avenida?

Nem que estas soluções viessem já este ano, vinham sempre com 30 anos de atraso!
Conversa fiada, de união entre montemorenses, de diálogo entre cidadãos e que a culpa é do poder central estou eu farto á 26 anos que é a idade que tenho.

Cumprimentos

Carlos Machado Acabado disse...

Como felizmente no resto do País tudo é bem diferente!...
É nem é preciso ir ver as muitas Oeiras, Felgueiras, Amadoras e Gondomares onde, como se sabe, as criancinhas vão à escola de Ferrari e as Câmaras (cujos presidentes pertencem quase todos à Ordem dos Padres Franciscanos) investem os milhões (nos quais nada o poder local autárquico, legislado por abnegados políticos da capital---e, já agora, também DO capital...) no fomento intensivo de 'emprego para todos'!
Para esses generosos e desinteressados benfeitores cujos municípios são exemplos de progresso e desenvolvimento (vale do Ave, anel industrial do Porto e por aí adiante!) não há qualquer "afunilamento sistémico" (vulgo "crise global") do capitalismo neo-liberal ou esgotamento nuclear de paradigma económico-financeiro e político!
Eu se fosse às Câmaras dos "outros", àquelas que só fazem disparates e coisas mal feitas em geral, mandava lá, a esses "oásis de progresso" embaixadas estudar in loco como se consegue o milagre de gerar empregos num mundo que desemprega ou emprega mal do Minho aos Urais "and back" e onde (como dizia a canção) "até as bengalas dos velhos são feitas de rebuçado colorido" ou coisa que o valha!...
Ou melhor: pelo sim e pelo não, fazia isso mas mandava também uma equipa de técnicos ao Céu, falar com Cristo e perguntar-Lhe se não se pode pôr uma torneirinha n' "aquilo" da multiplicação dos pães para, em vez de pães, multiplicar também estradas, empregos e (sei lá!) uns quantos "jeeps", também, para a festa ser perfeita, agora que o Natal se aproxima...

Carlos Machado Acabado disse...

Uma coisa é certa: este tipo de troca de ideias está longe de ser despicienda ou ociosa e é, em última análise, mesmo essencial para o aparecimento e consolidação de uma verdadeira opinião pública entre nós na qual resida o embrião daqueles "sindicatos de cidadãos" que podem, em meu entender, constituir a "saída" que falta ao esgotadíssimo "sistema democrático" português contemporâneo.
Volto a dizer: não há poderes perfeitos.
Os poderes são, em última instância, a imagem fiel daqueles sobre os quais ele é exercido.
Se as pessoas não têm intervenção cívica questionando frontal e lealmente o poder quando e onde ele está a ser exercido, interagindo organicamente com ele (começando logo por exigir dos partidos que sejam criados dispositivos efectivos---EFECTIVOS!---de controlo e vigilância democráticos), os modelos de poder que dessa inacção resultam só podem ser perversos, insatisfatórios e globalmente maus.
Em Montemor-cidade, no Ciborro ou na Cochinchina.
A democracia não é (não pode ser!) um catálogo ou um menu de ilusões no qual se faz um risquinho de cada vez que descobrimos serem apenas ilusões.
A Democracia não é o poder de escolher livremente... o nosso próprio passado que é precisamente aquilo a que se acha hoje reduzida, entre nós.
Este não prestou, escolho outro.
Não sei se este é melhor ou pior, sei que o outro era mau e não o quero.
Que diabo!
A Democracia é "do outro lado", fica "do outro lado".
Do lado do Futuro, das escolhas conscientes, responsáveis e esclarecidas.
A História não é do poder: é nossa!
DEVIA ser nossa.
E estar à nossa frente, não atrás de nós.
Eu olho para a História recente de Portugal e vejo como o "guterrismo" surgiu (calhou-lhe a ele o 'bilhete premiado' porque a questão, mais uma vez, ali, não era a de quem ELEGER mas a de quem NÃO eleger); vejo como surgiram o "barrosismo" e esse tenebroso e grotesco "santanismo" que se lhe "pegou" a seguir mas vejo, sobretudo, como surgiu o actual e não menos socialmente sinistro "sucatismo": exactamente porque o "santanismo" foi a calamidade que foi e mais importante do que saber quem ia surgir no horizonte, era "despachar" (e a grande velocidade!) "aquilo" que "lá" estava...
"Fazer política" sempre a posteriori e sempre "com a parte de trás da História" não dá!
Isso será fazer não-política, "despolítica", nunca Política!

Anónimo disse...

Desta conversa toda se retira o óbvio: nada é perfeito e podemos sempre tentar fazer melhor, isto é, dizer mal não é remédio, criticar com ideias construtivas sería óptimo. Será que as têm? Milagres duvido que aja!!!Trabalhemos e deixemo-nos de filosofar...HR

Carlos Machado Acabado disse...

Com todo o respeito, é exactamente do oposto de milagres (de "providências divinas" e coisas parecidas) que temos estado aqui a falar...
Exactamente do oposto "disso"!
Aliás, essa é precisamente a questão: a de deixar de vez de pensar em termos de "vamos lá ver" para passarmos a fazê-lo em termos de... "vamos lá mas é fazer"!
Exigir!
"Apertar com" para que faça...

Julgo ter-me feito entender...

Francisco Galego disse...

...está bonita a festa! Este Carlos Machado é um veradeiro zéro à esquerda, e como o seu nome indica, estás acabado.... cantas muito bem mas não me alegras!

Ciborrense de gema, Francisco Galego

Cláudia disse...

O título é sugestivo, pelo menos ficamos com a ideia de podermos igualar outros daqui por uns tempos, tenham que cor tiverem, porque também os há da mesma cor, bem ao lado e que muito mais têm feito pelas suas gentes do que apenas investir numa determinada cultura de elite e olhando apenas para a sua "própria barriga", digo, centro urbano! Oxalá se cumpram nas Freguesias rurais algumas das promessas proferidas em campanha, por cá ficamos à espera, mas, como até agora, atentos e com uma "voz incómoda" nos locais do costume.

Anónimo disse...

O QUE MAIS ME CHATEIA É QUE O SR. PROFESSOR FALA, MAS ESTA MALTA FUNDAMENTALISTA E ATÉ UM POUCO POLÍTICO-ANALFABETA PARECE QUE NÃO OUVE.
MAS PORQUE É QUE RAIO QUSE TODAS AS FREGUESIAS SÃO DE MAIORIA COMUNISTA E O CIBORRO, COM OS SEUS REPRESENTANTES ILEGAIS, CONTINUAM A ACHAR QUE OS BURROS SOMOS NÓS OS OUTROS, OS DA OUTRA "REPUBLICA". ESTOU FARTO DE GENTE QUE APENAS CRITICA PORQUE SIM E QUE EM VEZ DE UMA VEZ NA VIDA PROVIDENCIAR UMA QUALQUER ATITUDE CIVICA, APENAS SABE MANDAR ABAIXO QUEM TODOS OS DIAS TRABALHA COM VISTA AO BEM ESTAR DE TODOS... SEM EXCEPÇÃO. SE DUVIDAS CONTINUAREM A TER ENTÃO MARQUEM UMA ENTREVISTA COM O SR. CARLOS PINTO DE SÁ E EXPONHAM-LHE ALGUNS DOS VOSSOS PORQUÊS! PORQUE JÁ AGORA CONVÉM OUVIR AS DUAS PARTES... OU NÃO?

bethoven disse...

E não serão?

E não haverão reuniões?

E não haverá excepções?

E o mal não estará mesmo nessa maioria comunista?

Andamos fartos de argumentar, providenciar e dialogar.

O Ciborro não está á 30 anos com o mesmo "governo", o Ciborro mudou, despertou, acordou, reagiu! E as obras de valor que temos na aldeia devem-se á preserverância dos nossos conterrâneos junto do poder central e nunca á actuação benemérita da Câmara Municipal do nosso Concelho.

E daqui a alguns anos talvez até muitos, estou certo, que vamos voltar a falar...

Republica Independente do Ciborro.

Pedro B disse...

Sr. Anónimo, só alguns pequenos reparos:

Não se esqueça que está a defender um partido que há bem pouco tempo expulsou alguns militantes por não concordarem com as linhas orientadoras seguidas pelo partido, militantes que queriam renovar e reformar e foram expulsos. Não se esqueça que está a defender um partido que no pós 25 Abril no nosso concelho e na minha freguesia tentava a todo o custo impedir as intervenções de partidos seus opositores. E nós é que somos fundamentalistas e politico-analfabetos? Aqui ninguém é analfabeto nem fundamentalista. Nem burro. Nem nós e tenho esperança que também nem o senhor.

Não percebe que não podemos ter desenvolvimento no nosso concelho enquanto se construírem piscinas cobertas ou campos de futebol em vez de se providenciar o abastecimento de água a todas as freguesias (como está a acontecer nos FVFigueira), por exemplo. Não percebe que o desenvolvimento do concelho tem que ser sustentado, um pouco para aqui, mais um pouco para acolá, fazer obra aqui, fazer obra ali…. Não percebe que é inadmissível o estado da EM 507 entre Ciborro e Lavre onde passam centenas de carros todos os dias e sabe porquê? Porque vão trabalhar para as fábricas de Vendas Novas, fabricas essas que estariam na Adua se houvesse vontade para tal.

Atitude cívica temos nós uma vez que apesar de não sermos de maioria comunista, e vejo que isso lhe causa tamanha comichão, ainda nunca impedimos a normal gestão camarária que durante os últimos 30 anos tem deixado ao abandono quase todas as freguesias rurais. Se não concorda exemplifique e argumente para me convencer que eu não tenho razão.

Mas que atitude cívica defende você?
Aquela atitude de protesto, que talvez o senhor também teve, quando nos queriam retirar o SUB- Urgências. Ou aquela atitude da minoria da vereação da CMMN que em vez de fazer vigílias, chamar televisões e jornais, preparou documentos, dirigiu-se às entidades competentes, argumentou, usou o dialogo e a persuasão e convenceu-os de que o nosso SUB –Urgências não podia fechar. Qual foi a atitude cívica que ganhou?

Para terminar, esclareça também essa questão dos “representantes ilegais”. Não percebi.

Fique bem

Cláudia - Ciborro disse...

Convém que as pessoas se identifiquem, para que possamos respeitosamente discutir ideias. Não sou uma cibernauta de gema, mas todos sabemos que escrever em maísusculas significa, na linguagem cibernauta, gritar. Ora aí está algo que no Ciborro não costumamos fazer, em particular, quando democraticamente apresentamos as nossas ideias. No Concelho de Montemor-o-Novo existem diferentes ideias, diferentes ideologias e ainda bem, foi por isso que muitos homens e mulheres lutaram no passado. Mas essa luta foi também pela igualdade de oportunidades, independentemente das ideologias políticas. O Ciborro há 8 anos que não tem a mesma cor política que o Município de Montemor, mas convido-vos a visitarem as 6 Freguesias rurais da CDU e a apontarem, no que respeita às competências inerentes às Freguesias (Lei .º 159/09, de 14/09 – Lei das Atribuições e Competências das autarquias), melhorias relativamente ao Ciborro. E para ajudar nessa pesquisa, deixo aqui transcrito parte dessa Lei:
“(...)CAPÍTULO II
Delimitação das atribuições e competências em geral
Artigo 13.o
Atribuições dos municípios
1 — Os municípios dispõem de atribuições nos
seguintes domínios:
a) Equipamento rural e urbano;
b) Energia;
c) Transportes e comunicações;
d) Educação;
e) Património, cultura e ciência;
f) Tempos livres e desporto;
g) Saúde;
h) Acção social;
i) Habitação;
j) Protecção civil;
l) Ambiente e saneamento básico;
m) Defesa do consumidor;
n) Promoção do desenvolvimento;
o) Ordenamento do território e urbanismo;
p) Polícia municipal;
q) Cooperação externa.
2 — O município que, por via da delegação de competências,
mediante protocolo, transfira tarefas inseridas
no âmbito das suas atribuições para as freguesias deve
facultar o seu exercício a todas estas autarquias locais
que nisso tenham interesse. (...)
Quando ao protocolo celebrado com a Freguesia do Ciborro, não há transferência de competência para a recolha do lixo, saneamento básico, ETAR, construção das infra-estruturas viárias (ruas) e recuperação de Estradas Municipais (Estrada entre o Ciborro e Lavre)..
Alerto também para nunca se partam de pressupostos errados, como por exemplo o da malta ser “anafalbeta-política”.

Quanto à independência, quando nos referimos a ela é com o sentido da independência ideológica. Penso que foi uma herança do 25 de Abril e os Ciborrenses têm sabido dar-lhe dignidade.

Duas notas finais. A primeira para aconselhar uma leitura à Lei n.º 2/2007, de 15/01 (Lei das Finanças Locais), a segunda para uma leitura às actas dos últimos 8 anos das Assembleia Municipal de Montemor-o-Novo e da Freguesia do Ciborro. Penso que o meu último conselho vai permitir dar resposta à sugestão do anónimo quanto à entrevista a ter com o Senhor Presidente da Câmara, no caso do Ciborro o órgão autárquico que nos representa tem feito um excelente trabalho, é só ler. Se quiserem continuar a apreciar esse trabalho, fica também o convite para participarem nas próximas reuniões da Assembleia Municipal e de Freguesia.

Anónimo disse...

Acho que se deve salientar um facto destas conversas ultimas deste blog e que diz respeito à participação de todos nós em prol de um concelho mais dinâmico, em procura de um futuro próspero, com condições de vida dignas de todos e com perpectivas de desenvolvimento, refiro-me à participação de todos nós nas assembleias quer municipais quer das freguesias. Julgo que é esquecido o facto das assembleias serem o local previligiado para se saber o que se faz, ou se devería fazer, como se faz, ou deverá fazer e o que se pretende de Montemor-o-Novo (concelho e freguesias).
Julgo que a população não tem interesse em participar ou mesmo será que ela sabe que pode ser presente nessas assembleias.Será que podem de alguma forma contribuir para o desenvolvimento de Montemor.
Coloco as minhas duvidas. Aliás já nos debatemos sobre esta triste realidade em assembleias de freguesia da qual faço parte.HR

Anónimo disse...

Não Tenho dúvidas quanto à qualidade de vida em Montemor ( cidade,não me vou pronunciar sobre as freguesias porque não tenho conhecimentos suficientes),que é bem superior a muitas cidades. O problema é que Montemor está cada vez mais a tornar-se uma cidade dormitória onde durante o dia o movimento de pessoas é fraco,chegando a ser quase nulo ( basta andar durante a semana pela Rua Nova ou pela Rua de Aviz, onde se situam a maioria dos estabelecimentos comerciais). É isto que o anónimo das letras maiusculas pretende?

No fundo,o grande problema é o facto de não conseguirmos ser suficentemente "suprapartidários" e pensarmos para o interesse comum. Pensamos sempre primeiro defender os nossos interesses pessoais e só depois os ineteresses da comunidade.E os protugueses são mesmo bons nisso... indepdentemente da cor politica.

Ajudante de campo

Alfredo disse...

O grande mal de Montemor e de todo o país são os partidos politicos! Minam tudo o que é estado e até alguns sectores privados!
Não é lógico que em 2009 se continue a falar em esquerda e direita. Ninguém no seu perfeito juízo quer viver num regime comunista puro e duro nem num regime de capitalismo levado ao extremo, porque na realidade os extremos são igualmente maus. A divisão de partidos em esquerda e direita só tem uma uma razão de ser, a táctica do "dividir para reinar", e os portugueses em geral e os montemorenses em particular tem de deixar de defender os partidos da sua preferência como se fossem equipas de futebol e começar a votar em pessoas e em equipas de trabalho! Se o parlamento nacional fosse constituído por representantes das regiões com liberdade para votar de acordo com a sua consciência e não de acordo com indicações e interesses partidários o País sairia certamente a ganhar!

Alfredo disse...

O resultado destas eleições locais é na minha óptica muito fácil de analisar. Os votantes habituais ou seja os que defendem o seu partido indefectivelmente como se de uma equipa de futebol se tratasse votaram como sempre. Os que como eu preferem analisar as pessoas e equipas elegiveís e votam de acordo com a sua consciência votaram no "menos mau"!
E nestas eleições o "menos mau" era a equipa de Carlos P. Sá, uma equipa que o próprio tem tido esperteza de renovar com pessoas com uma média de idades relativamente baixa mas que vão adquirindo experiência de forma a que quando P.Sá acabar este mandato ter praticamente assegurado de que haverá várias pessoas no partido aptas a substitui-lo. A lista do PSD era uma lista demasiado "elitista" numa localidade ainda profundamente traumatizada com a diferenciação de classes e que por isso não conseguiu atrair os votantes das chamadas classes médias e baixas. A lista do PS era como habitualmente um conjunto de pessoas que se pensa que por conhecimento pessoal conseguem atrair alguns votos todas fotografadas e reunidas em panfletos espalhados abundantemente pela cidade!
Enquanto PS e PSD não compreenderem que tem que dar a conhecer os seus projectos e equipas ao longo de todo o mandato e não apenas 2 meses antes das eleições não chegam lá tão cedo!
Ambos os partidos necessitam de escolher candidatos que para além de serem conhecidos também necessitam de ter um percurso e experiência profissionais de mérito reconhecido e arranjar os meios necessários para fazer passar gradualmente a sua mensagem (por exemplo a criação de um jornal de oposição).

Alfredo disse...

Mas será a gestão de C. P. Sá exemplar? É claro que não, muito longe disso! Montemor é hoje sem dúvida um cidade com uma elevada qualidade de vida para habitar, mas também uma cidade madrasta para quem precisa de trabalhar. Arranjar emprego é dificil, arranjar um emprego com um salário superior ao salário minimo é um autêntico achado, arranjar emprego com um salário que se aproxime do salário médio nacional (750€) sem uma "cunha" é praticamente impossível. Vale-nos o facto de estarmos bem localizados na confluência de vários eixos rodoviários o que permite criar alguns empregos de caracter regional (vendedores distribuidores etc) e a proximidade das zonas industriais de Évora e Vendas Novas.
O custo da habitação é, fruto de uma elevada especulação, muito alto (o custo de um T3 não é inferior ao de um apartamento semelhante no Montijo ou Pinhal Novo por exemplo, zonas muito mais desenvolvidas e com mais oportunidades) e muitos casais jovens só conseguem constituir familia e subsistir com grandes ajudas dos progenitores.
A agricultura é pouco desenvolvida, a indústria praticamente inexistente.
Muitos jovens são forçados a sair para outros lados, não por vontade própria mas por não terem alternativa. Esta falta de emprego e baixos salários levam a um baixo poder de compra o que se repercute num comércio local anémico. A fuga dos casais jovens leva ao envelhecimento generalizado da população! Montemor á cada vez mais um dormitório e tem sido este o principal óbice da gestão de Pinto Sá, a incapacidade de atrair investidores que se disponham a criar postos de trabalho. Não é uma questaão partidária, Vendas Novas tem tido um relativo sucesso nesta área e também é CDU e também foi uma autarquia CDU que durante anos criou as bases necessárias para o grande desenvolvimento que a zona industrial de Évora atinge no presente.

ZERO À ESQUERDA disse...

A minha intervenção é tão somente para agradecer a contribuição de todos para a discussão, livre e sem meias palavras, desta questão que nos envolve a todos nós, quer sejamos comunistas, centristas, bloquistas, social-democratas, socialistas, apartidários e sei lá que mais. Nunca antes estivemos assim, neste plano quase de serviço público. Que a discussão prossiga. Montemor merece todo o nosso interesse. Obrigado a todos e cumprimentos.

Cláudia disse...

Penso que o Alfredo passou-nos uma boa mensagem de cidadania e de análise sócio-política de Montemor. É a sua é claro, e embora não concordando eu com alguns aspectos, parece-me ser um bom mote para reflexão. Quero contudo acrescentar a visão de alguém que cresceu numa Freguesia rural. A autarquia de Montemor é composta por 10 Freguesias e entre estas apenas duas são urbanas. Falar em qualidade de vida na Freguesia em que cresci abarca uma realidade bem diferente da qualidade de vida na Cidade de Montemor! Na minha Aldeia, no ano de 2009, ainda há ruas que não se encontram alcatroadas, há uma ETAR que não funciona há alguns anos, e o lixo é apenas recolhido duas vezes por semana. Montemor é um concelho e o seu desenvolvimento tem que conjunto e para todos!

Anónimo disse...

Sr.Zero à Esquerda Nabo... em primeiro lugar felicita-lo pela ombridade que teve em ter esta ideia fantástica de publicar dois posts de intervenção social e politica. Em segundo lugar entende-se perfeitamente que os Montemorenses andavam sedentos de vontade de expor as suas ideias e pensamentoss sobre os assuntos cá da terra.... já são 29.. Fantástico !
Em terceiro lugar felicitar os cidadãos principalmente os anti-opçoes-da-câmara-para-o-ciborro pela sua vontade de esgrimir reflexões tão necessárias como contributo de cidadania, não obstante o facto de considerar válidas do ponto de vista deles todas as observações que fizeram acerca da sua freguesia.
Em quarto lugar responder ao Sr. Pedro B. que disse ao senhor anónimo da letra maiúscula, e cito: "Não se esqueça que está a defender um partido que há bem pouco tempo expulsou alguns militantes por não concordarem com as linhas orientadoras seguidas pelo partido, militantes que queriam renovar e reformar e foram expulsos.". Queria em relação a este ponto tentar explicar o que é que se passa do meu ponto de vista... O PCP é um partido de linha ideológicas muito vincadas, chegadas de um tempo em que a verdade e unidade andavam de mão dada... por isso julgo se manteve tão fiel ao seus ideiais. Ideais que, informo, se baseiam na verdade. Na analise profunda de todas as matérias que do ponto de vista do PCP, é o de, a curtissimo prazo qualquer medida dever ser tomada com vista ao bem estar da maioria, dos mais desfavorecidos. Porque aquilo que se verificou realmente a seguir ao 25 de Abril, e passado o periodo agitado da pós-revolução, foi começar-se a sentir no bolso das pessoas pouco peso, enquanto de repente e após a adesão à comunidade, começam a nascer novos ricos que muito embora sejam muitos, são seguramente em menos numero do que a maioria.
Observando as coisas deste prisma facilmente se entende que não se trata nem de devoção ao estilo futebolistico como, erradamente, disseram algumas pessoas, mas sim…. E isto que fique muito claro, PORQUE SÃO PESSOAS QUE REALMENTE SENTEM NA PELE O AMARGO SABOR DA DERROTA QUE A VIDA LHES OFERECEU! E em relação a isto não podem sequer haver suspeitas… ninguém lhes paga para optar por uma frente de esquerda comunista; ninguém enfeitiçou ninguém… ninguém (tvz aja excepções) está à espera de receber qq coisa em troca. Pelo amor do santo graal, fico realmente abismado com este tipo de discurso. E já agora em relação ao parentises anterior, lembrar que essa realidade não é estranha aos outros partidos, acho que até mesmo à maioria… A contar pelos casos mediaticos. Alguma vez se ouviu dizer em tão grande escala como a realidade inerente ao PSD e ao PS que este ou aquele presidente de câmara da CDU roubou aqui ou ali. Não acontece. Não acontece porque antes de mais o PCP é constituido por pessoas na sua maioria de fracos rendimentos sociais… E que sna eventalidade de obterem um lugar através de cunhas neste ou naquele pelouro ou intituição publica apenas o fazem por necessidade…. Por vezes, senão na maioria, em troca de 500 euros.
Meus senhores e senhoras custa entender que é natural ao haver discordancias ideológicas de base uma das partes envolvidas no processo de “expulsão” tome uma attitude. Será anti-democrático ou anti-evolutivo considerar prioridades como a justiça social, educação gratis, equilibrio social entre outras ?
Será retrogrado querer defender as minorias… Será assim tão complicado ver o que está a acontecer ao mundo e ao mundo das pessoas em nome sempre desta globalização e consumismo desenfreado que castiga diáriamente e sem tréguas os mais desfavorecidos ? Mais haveria a dizer mas tenho que ir dormir… mas voltarei ou não….

Torix

Anónimo disse...

Caro Torix
Permita-me discordar quando diz

"Não acontece porque antes de mais o PCP é constituido por pessoas na sua maioria de fracos rendimentos sociais… E que sna eventalidade de obterem um lugar através de cunhas neste ou naquele pelouro ou intituição publica apenas o fazem por necessidade…"

Isto talvez se aplicaria há 30 anos atrás. Hoje em dia quer queira quer não, também eles gostam da sua vivenda, do seu monovolume e outros bens materiais que abundam neste mundo cada vez mais liberal. Do defender ao ser...já começa haver uma distância considerável. E com eles se aplica também o mesmo principio: primeiro eu depois os outros...

Ajudante de campo

Anónimo disse...

Caro Torix


Permita-me discordar ainda, para além da igual concordância com o comentário do ajudante de campo,da frase:
"Alguma vez se ouviu dizer em tão grande escala como a realidade inerente ao PSD e ao PS que este ou aquele presidente de câmara da CDU roubou aqui ou ali. Não acontece....".
Parfece-me que deve dormir nessas alturas e até no nosso pequeno concelho e município se verifica essa realidade, apenas é muito bem disfarçada pela gestão maioritária do nosso município. Lamento dizer-lhe que será melhor cair na real.
HR

Cláudia disse...

Permita-me também, respeitosamente, e sem aprofundamentos sociológicos, mas apenas baseados em factos do conhecimento geral, relembrá-lo daquele que foi e será sempre um marco no PCP, Álvaro Cunhal, cujas origens, como sabe, não eram de fracos recursos. Por outro lado, temos o exemplo do nosso Presidente da República, um homem que defende ideais de direita, mas que cresceu numa família humilde. Esta análise é muito superficial, gostava apenas que reflectisse um pouco, porque por vezes nos quedamos em justificações para as quais há mais excepções do que regras... Os recursos não são certamente o motivo que origina a expulsão de um partido. Já o HR me fez recordar um passado um pouco longínquo que ocorreu em mandatos por estas bandas e que também daria mais uma troca de palavras, mas não me parece que seja esse o caminho certo, o de procurar fantasmas. O que sinto nestas nossas dissertações é que todos queremos o melhor para o Concelho de Montemor, temos é “fórmulas” diferentes para o alcançar. Mais esta foi uma vitória do 25 de Abril, a possibilidade de discutir ideias e de eleger democraticamente quem nos representa. É óbvio que devemos respeitar esse sentido de voto, o que não nos retira o direito de continuar a manifestar e agir pela defesa das causas que consideramos justas.

Queria ainda deixar um nota para que não fiquem equívocos relativamente às “gentes” do Ciborro”. “Gentes”, essa palavra que o Saramago utilizou no seu Livro “Levantado do Chão”, para tecer comentários elogiosos sobre as “gentes do Ciborro”. O Ciborro é uma Freguesia rural e essa realidade não pode ser tratada via discriminação negativa. Eu e alguns dos meus conterrâneos quisemos deixar nestas dissertações um alerta para esse facto. Nós queremos simplesmente que o “olhar” dos órgãos autárquicos abranja o Concelho como um todo, não importa se esta ou aquela Freguesia tem esta ou aquela cor, até porque também as há, de cores iguais à Câmara e nelas encontro situações idênticas às da Freguesia do Ciborro.

Penso que queremos todos um Concelho melhor e Ciborro também quer contribuir para isso!
Uma boa noite a todos!

Anónimo disse...

Caros leitores atentos

No meu comentário ultimo poderei gostaría de deixar claro que considero não ser apenas o PS ou PSD como o afirmam neste blog, que roubam aqui ou ali... Directa ou indirectamente, mais ou menos camuflado por diversas formas qualquer partido o faz e sejamos realistas... julgo não ofender ninguém nem sequer esconder nada de ninguem. Aliás comentário feito neste blog recorda esta realidade, não achando oportuno agora entrar em pormenores sobre situações passadas, mas que certamente todos recordamos. Triste é existir esta certeza na política.
Como tb foi dito já neste blog o mal é pensamos sempre primeiro em defender os nossos interesses pessoais e só depois os interesses da comunidade.
E os protugueses são mesmo bons nisso... indepdentemente da cor politica. HR

Anónimo disse...

Há muita cultura, há muito terlétéutéu e vive-se bem... e tal! e não há bandidos à noite, também e tal e coisa.
Esquecemo-nos, Sr. Acabado é que existe uma coisa que se chama F.E.F. (Fundo de Equilibrio Financeiro)... é o chamado dinheirinho a correr por uma telha - mas que custou a ganhar a outros desgraçados. Se Montemor tivesse que viver do dinheiro que produz, pago pelos impostos das grandes e muitas empresas que temos cá (in the city)... gostava de ver como era. Falar é fácil e sem saber o que se diz, ainda é mais fácil, pois não teve que se aprender.
Inté!

Distraídos crónicos...

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