domingo, 19 de fevereiro de 2012

Um grande profeta


Li há muito tempo um livro de um senhor inglês chamado George Orwell, Animal Farm (1945), O Triunfo dos Porcos, na primeira, e pessimamente traduzida, versão portuguesa. A pequena relíquia é metaforicamente uma clara crítica aos governos totalitários comunistas e não comunistas do pós Segunda Guerra Mundial e conta a história de uns animais que, sendo maltratados pelo dono, decidiram revoltar-se e criar eles próprios um governo, com leis e tudo, e até com um hino em honra do dia da revolução, ficando os Porcos assumir o comando e a governação da Quinta.
“Quatro pernas, bom, duas pernas, mau” era o lema que os animais entoavam nas suas manifestações e reuniões, querendo ver longe da quinta o homem que tanto os tinha explorado e dando a entender que nunca mais queriam voltar a um passado de dominação e desrespeito pelos seus direitos mais básicos e pelas suas garantias mais sagradas e fundamentais.
Esta sátira política termina assim, depois de o lema ter sido alterado ao longo da história, consoante as necessidades dos governantes: “Os animais que se encontravam lá fora olhavam do porco para o homem, do homem para o porco e novamente do porco para o homem, mas era já impossível distinguir uns dos outros.”

2 comentários:

Anónimo disse...

"Quatro pernas, bom, duas pernas, mau" é muito mau! Coitadinhas das galinhas!

Bjos p/ todos

Sofia

Cloreto de Sódio disse...

Como se pode ver, este lema da democracia recém-chegada à Quinta do Sr. Jones, começa MESMO por um princípio discriminatório. Nunca se é verdadeiramente democrático. Abraços, Sofia!

Distraídos crónicos...

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