Há uns anos ri-me aqui, em directo, da minha fofa e das amigas
que iam, ao serão, fazer as suas caminhadas habituais. Elas na sua passada
ritmada, enérgica e saudável e eu no sofá, a ler, a ver uns filmes, umas séries
americanas, a escrevinhar umas baboseiras para os blogues ou para os jornais… Hoje,
faço exactamente a mesma coisa mas acrescentei mais uma actividade a estas
todas. Hoje vou com elas às caminhadas e assumo publicamente que devia ter
começado mais cedo.
Ideias velhas, recicladas a bem do ambiente intelectual português. (E algumas intimidades partilháveis)
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Mais mobilidade, mais saúde
Terminou mais uma edição da Feira da Luz.
Mais uma vez o autocarro e os comboios que percorriam parte da cidade de Montemor
foram de grande utilidade, sobretudo para os mais idosos que, muito
naturalmente, têm maior dificuldade de locomoção. Mais uma vez, durante as
viagens que fiz, se discutiu a necessidade de haver um pequeno autocarro que,
diariamente, permitisse aos montemorenses com mais idade a possibilidade de serem
mais autónomos de forma a poderem ir às compras, ao médico, aos Correios, à
farmácia ou, muito simplesmente, passear pela cidade, a troco de um passe
social com valor acessível, que desse para cobrir algumas despesas.
A ideia não é
original. Todos os anos, após a Feira da Luz, se fala no assunto mas, depois,
ficamos todos por aqui. Não percebo nada de custos, mas se há outras situações
que são viáveis e de fácil financiamento, penso que a Câmara Municipal devia
pensar seriamente em implementar esta ideia.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Demitido
Os milhares de professores que acabaram de ficar sem emprego são
a consequência de uma prolongada política de erros crassos que, mais tarde ou
mais cedo, tinha de dar nisto. Pode parecer uma enorme alarvidade da minha
parte mas o problema começou ainda antes do 25 de Abril, quando toda a gente
podia ir para o ensino. Muitos jovens, com o 7.º ano dos liceus (actual 11.º
ano), iam dar umas aulas enquanto não arranjavam um emprego “a sério”! De há
uns anos a esta parte, felizmente, isso não acontece. Pelo contrário, a grelha
apertou de tal forma que até professores com 10 ou 15 anos de serviço, com uma
prática excelente e apaixonada, acabaram agora de ficar sem emprego.
Que se faça
uma avaliação docente correcta e justa dos docentes, diferente da última que
fomos obrigados a cumprir, e se conclua quem são os paraquedistas e quem são os professores de carreira, que levam a
coisa a sério e se preocupam, de facto, em transmitir conhecimentos. Talvez
assim estes despedimentos fossem menos injustos.
sábado, 1 de setembro de 2012
Gémeos especiais
Há 18 anos tinha início a Segunda Revolução das nossas vidas: os gémeos viram pela primeira vez a luz do dia, saudáveis e com ar feliz. Como hoje. Depois do 1.º de Setembro de 1994... nada ficou como antes. Há bençãos assim.
domingo, 12 de agosto de 2012
Há que arribar, pessoal!
Com as Olimpíadas 2012, os britânicos recuperaram o orgulho patriótico que lhes veio desde Isabel I (com o I Império Britânico) e, depois, em grande força, com a Rainha Victoria (II Império).
Impérios à parte, fazia-nos falta, a nós, povo luso, um pouco mais de amor-próprio. Assim, à inglesa.
Ou, então, um divã de psiquiatra onde possam caber perto de 10 milhões de portugueses numa consulta de urgência.
Impérios à parte, fazia-nos falta, a nós, povo luso, um pouco mais de amor-próprio. Assim, à inglesa.
Ou, então, um divã de psiquiatra onde possam caber perto de 10 milhões de portugueses numa consulta de urgência.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
It's not THE END!
Terminam hoje, Sexta, as filmagens da curta-metragem do jovem realizador (e cantor, e actor, e músico) Paulo Quedas, com interpretações de Lúcia Moniz, Bernardino Samina e Bia Estróia. Uma semana intensa, durante a qual uma equipa DO OUTRO MUNDO pôs em película vivências muito pessoais mas que, no écran, acabam por tornar-se universais. Foi um privilégio estar envolvido neste mundo de sonhos que é o cinema mas que se torna também um modo de... pacificação com o nosso próprio passado. Obrigado, Maria. Obrigado, Hugo. Obrigado, Paulo. Obrigado, Lúcia. Obrigado, Dino. Obrigado, Bia. Obrigado, Bernardo. Obrigado, Tiago. Obrigado, Graça. Obrigado, Todinha. Obrigado, David. Obrigado, Tomás. Vocês existem?
sábado, 21 de julho de 2012
O fim dos partidos políticos
No meio de outras preocupações, estou igualmente preocupado com as próximas Eleições
Autárquicas. São já para o ano. Ando afastado das movimentações partidárias no
nosso concelho (mea culpa), por isso
não sei o que está a ser feito em termos de preparação a nível de cada partido
para chegar ao topo do Poder Local.
Cá por mim, acabavam-se com os cidadãos apoiados pelos partidos políticos. Cidadãos independentes e apartidários cadidatavam-se e submetiam-se à decisão dos munícipes. O vencedor escolheria a equipa com que iria governar o concelho nos próximos quatro anos. Não sei se resultava, mas sem experimentarmos nunca o saberemos. É que os partidos e as lutas partidárias já passaram de moda e só empatam.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Ai, o Euro!
Aflijo-me sem
saber se Portugal sairá ou não do Euro…
Bom, do Euro futebolístico já saiu. Dizem que de cabeça levantada e eu não percebi
porquê… de cabeça levantada? Então o pessoal vai lá para perder? Eu, quando
jogo às cartas ou aos matraquilhos com a minha fofa, nem que seja a feijões, é
sempre para ganhar. Ficar pelo caminho, quando temos o melhor (dizem) e o mais
maniento (digo eu) jogador do mundo na equipa…? Acho mau. Muito mau. Parece
coisa de político de esquerda que, perdendo as eleições, acha sempre que ganhou
alguma coisa. Se os espanhóis soubessem fazer manguitos era o que teriam feito
depois do golo da vitória.
sábado, 14 de julho de 2012
Um aplauso para Vítor Guita
(Foto: Manuel Filipe Vieira)
Excerto da minha intervenção na Homenagem a Vítor Guita:
Hoje, nesta
circunstância tão especial, vivo um verdadeiro momento de aflição quase
existencialista, porque tenho tantas coisas para dizer, outras tantas para
revelar, que vou receber discretamente um recado do presidente da sessão para
me calar, porque vou claramente ultrapassar o tempo que me é destinado. Pois
mesmo que haja essa dita repreensão, não me calarei enquanto não disser o que
me trouxe até aqui.
E o que eu
venho aqui dizer é, antes de mais, manifestar o privilégio que é privar, desde
há muitos anos, com o Vítor nas mais variadas vertentes em que ele se tem
envolvido ao longo da sua vida que, a ser contabilizada como devia, já daria
para umas três vidas, mais ano menos ano, de um qualquer cidadão normal.
O Vítor nunca
gostou de pantufas, nem de roupão, nem de sofá. O Vítor nunca gostou de mentir,
nem de fingir, nem de fugir aos que dele precisam.
E foi na Escola Secundária da
nossa terra, onde trabalhámos juntos como professores (hoje só lá estou eu. Eu
e outros), que o Vítor veio transformar o teatro, obrigatório nos programas
escolares de Português, peças sem o som dos actores e sem o indispensável pó de
palco, veio transformar esse teatro… meramente teórico e, arrisco-me a dizer,
por vezes, enfadonho, em peças representadas na Secundária de Montemor, em
diversas escolas do país, no Cineteatro Curvo Semedo, aqui com destaque para duas
grandes produções de saudosa memória, saídas da pena do Professor Carlos Cebola
e com encenação do próprio Vítor: João
Cidade e Tamar.
Depois do
Vítor, o teatro amador feito em Montemor começou a ser feito profissionalmente
por amadores, o que passou a ser totalmente diferente. Dos inúmeros jovens que
com ele trabalharam, alguns vieram a destacar-se, quer a nível local, quer
nacional, como os casos paradigmáticos dos actores e encenadores montemorenses Hugo
Sovelas e Carlos Marques. Impossível, também, esquecer a Associação Theatron da
qual ele faz parte como actor e em cujas produções representa com o mesmo profissionalismo,
quer as personagens mais secundárias, quer as de maior relevo nos dramas.
É curioso
recordar que o teatro foi para ele uma forma moderna, ainda antes do 25 de
Abril, de, pedagogicamente, reeducar os que, pelos mais variados motivos estavam
sob a sua responsabilidade na prisão do Alfeite, onde o tenente Vítor cumpriu o
serviço militar como fuzileiro, servindo o país, mas sempre desconfiado do país
que servia.
Se falarmos
na escrita, somos forçados, com prazer, a relembrar a forma quase queirosiana
com que nos delicia, descrevendo nas suas crónicas nos jornais da terra, os
quotidianos, os vícios e as virtudes de Montemor e dos montemorenses de outros
tempos. O seu olhar crítico, a sua escrita cuidada, sem dar tréguas ao laxismo
ou às palavras ao acaso, com o seu adjectivo exacto para o substantivo
absolutamente oportuno, fazem da sua escrita um rendilhado de bilros, uma
aguarela de Cézanne ou de Monet ou um quadro futurista de Paula Rego. E teremos
de referir a sua enorme paixão por Montemor e por escritores de Montemor: por Curvo
Semedo, cuja memória ele reabilitou nos 150 anos da sua morte, em 1998; por Almeida
Faria e, sobretudo, pelo seu grande amigo de sempre, o saudoso João Alfacinha
da Silva, o Alface, que ele recorda publicamente sempre que pode e sempre,
sempre com um brilho feliz no olhar. Um brilho que é um misto de gozo secreto, de
saudade e de cumplicidade para além da morte.
Falámos da
música, do teatro e da escrita. Ainda não falámos das três dezenas de anos que
o Vítor passou a ensinar Francês, Português e Literatura a centenas e centenas
de jovens que hoje, e já nessa altura, o consideravam um dos grandes professores
que passou pela Escola Secundária de Montemor. O Vítor não ensinava só o que vinha
nos livros (aliás, o Vítor nunca teria precisado de livros. Bastar-lhe-ia uma
sala, um quadro e uma turma para fazer daquele tempo de aprendizagem uma
aventura de saber e de conquista sem igual). O Vítor nunca olhava só para o
aluno. Olhava, qual Blimunda de Saramago, para dentro dele e tentava perceber
onde estavam os seus pontos fortes para os realçar ainda mais, no decorrer das
aulas, nos ensaios de teatro ou em conversas de amigo. O Vítor nunca obrigou
ninguém a coisa nenhuma. As palavras do Vítor não se escutam. Bebem-se. O Vítor
foi e é assim: aponta caminhos, mostra o que sente, e depois que cada um que
faça como achar melhor.
Ao falarmos dos quatro vértices deste quadrado
perfeito - Música, Teatro, Escrita e Ensino - ficámos com o interior desse
quadrado disponível para falamos também do Homem, do Pai e do Marido que tem
arrastado consigo, no bom sentido claro, a Maria Emília e a Vera que, mais
visivelmente ou mais nos bastidores, dão sequência ao seu trabalho, são o seu
apoio, o seu consciente e o seu alter-ego. Não estão, nem atrás, nem à frente
dele. Estão ao lado. Exactamente no meio do quadrado. Atentas ao Homem e aos
seus quatro vértices. Estiveram lá sempre. E hão-de continuar a estar.
Durante
muitos anos, em muitas ocasiões, tenho humildemente tentado corresponder às solicitações
do Vítor. Porque a um Amigo que nunca diz que não a ninguém, também nunca lhe
podemos dizer que não. Mas não é só por isso. É que, trabalhar ao seu lado, a
dirigi-lo ou a ser dirigido por ele, são sempre momentos em que recebemos da
sua parte uma enorme generosidade e uma sólida aprendizagem, porque ambos damos
tudo o que temos, o melhor que sabemos, com o coração nas mãos e sem pedir nada
em troca um ao outro. A nossa amizade é o suficiente.
Antes de
terminar, não resisto em falar em mais um dos muitos prazeres que o Vítor
retira da Vida. O prazer da Mesa. Da mesa farta. Repleta de iguarias, sobretudo
alentejanas, magistralmente confeccionadas pela Maria Emília. Uma mesa farta
também de Amigos de todas as nacionalidades, raças, religiões e estratos sociais
que vão fazendo da sua casa, uma espécie de sucursal das Nações Unidas. Mas
unidas. Mesmo.
Agora sim, à
laia de final e para que conste, e porque há muita gente ainda que não o sabe,
o nome do homenageado é Vítor Raul. Não é Vítor Abdul. O nome Abdul ganhou ele
de quem era amigo do seu saudoso pai, Abdul Salgado Guita, de quem também tive
o privilégio de, ainda adolescente, conhecer e ser amigo. Mas quando se referem
ao Vítor como Vítor Abdul, ele também nunca disse que não era esse o seu nome. Porque,
afinal, há filhos que dos pais até o nome herdam mesmo que o seu seja outro. É
uma forma de ficarem eternamente juntos.
Parabéns,
Vítor e Obrigado.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
E não os podem exterminar?
Continuo sem
perceber como vai acabar a questão da Casa Pia, como se resolverá o problema
do BPN e de todos os outros casos de polícia que envolvem governantes, autarcas
e deputados. Expliquem-me, como se eu fosse muito burrinho, por que é
que os funcionários públicos se tornaram o alvo fácil deste Governo que, sem
limites nem escrúpulos, rebenta com eles todos os dias, com cortes,
mobilidades, rescisões amigáveis… Digam-me o que vão fazer os milhares de
professores, muitos sendo marido e mulher, quando forem despedidos pelo
ministério da educação, no próximo mês de Setembro? Como estão a resolver a
vida as centenas de casais já despedidos nos últimos meses, profissionais dos
mais variados ramos?
Quando é que
se ataca quem, verdadeiramente, pôs o país de pantanas? Mas agora vai tudo de
férias e depois logo se vê, não é? Em Agosto, aproveitando a distracção da
malta, serão aprovadas novas medidas de austeridade e, quando o pessoal
regressar ao trabalho, muitos encontrarão abertas as portas do desemprego. O
Governo sabe o que faz e quando o faz, ao som da voz monocórdica e belíssima para
adormecer putos endiabrados (e cidadãos distraídos) do nosso querido ministro
Gaspar. Quando terminar o mandato tenho a certeza absolutíssima de que vai para
director de programas da Baby TV.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
O estranho cada vez mais comum
Não é preciso ler os artigos do Pedro
Strecht, do Nuno Lobo Antunes, do Eduardo Sá, tudo pessoal da psicologia e
psiquiatria para perceber que há cada vez mais crianças que dividem a vida
entre a casa da mãe e a casa do pai. Basta ser professor para entender que, de
ano para ano, são situações que aumentam sem vir daí grande mal ao mundo. Também
sei que nem sempre assim acontece, mas os miúdos perdem um ambiente de família
tradicional, muitas vezes desequilibrado, e ganham, por vezes, dois bons
ambientes, dois pais, duas mães e uma série de irmãos, o que não significa ser
menos bom.
Nem sempre é
fácil aceitar a situação, mas os primeiros a manifestar agrado ou desagrado,
serão as crianças. Aí, há que ficar alerta e tratar do assunto. Os pais legítimos
(e os “emprestados”) só terão de fazer o possível para os trazerem felizes. Não
é preciso ler os artigos daqueles especialistas, mas são sempre úteis. Muito
úteis.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Quando me levarem... será demasiado tarde
Li há pouco este pensamento tribuído a um grande poeta e dramaturgo alemão e fiquei a pensar seriamente que ele, NESTE momento, tal como HÁ 70 ANOS, tem toda a razão. Ora leiam:
"Primeiro levaram os comunistas, mas eu não me importei porque não era nada comigo. Em seguida levaram alguns operários, mas a mim não me afectou porque não sou operário. Depois prenderam os sindicalistas, mas eu não me incomodei porque nunca fui sindicalista. Logo a seguir chegou a vez de alguns padres, mas como não sou religioso, também não liguei. Agora levaram-me a mim e quando percebi, já era tarde.'
A INIFERENÇA, Bertolt Brecht
(Dramaturgo alemão, 1898-1956)
As classes profissionais do nosso país estão a ter este preciso comportamento: os problemas dos outros NÃO nos afectam. Quando me levarem... perceberei que já será tarde.
Mão amiga fez-me chegar um poema muito parecido ("E Não sobrou Ninguém") do pastor luterano alemão Martin Niemöller (1892-1984), que transcrevo a seguir:
Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me,
porque, afinal, eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas,
eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei,
porque, afinal, eu não era sindicalista.
Quando levaram os judeus, eu não protestei,
porque, afinal,eu não era judeu.
Quando eles me levaram,
não havia mais quem protestasse."
As semelhanças de conteúdo são, de facto, muitas e só na posse dos poemas em alemão original se poderá definir quem escreveu o quê ou quem inspirou quem, mas, independentemente disso, são dois textos profundamente actuais.
............................................................
Mão amiga fez-me chegar um poema muito parecido ("E Não sobrou Ninguém") do pastor luterano alemão Martin Niemöller (1892-1984), que transcrevo a seguir:
Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me,
porque, afinal, eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas,
eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei,
porque, afinal, eu não era sindicalista.
Quando levaram os judeus, eu não protestei,
porque, afinal,eu não era judeu.
Quando eles me levaram,
não havia mais quem protestasse."
As semelhanças de conteúdo são, de facto, muitas e só na posse dos poemas em alemão original se poderá definir quem escreveu o quê ou quem inspirou quem, mas, independentemente disso, são dois textos profundamente actuais.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
XIX Econtro de Coros
VOCALIDADES 2012
Sábado, 7 de Julho, 18.00
Igreja do Convento de São Domingos
XIX Encontro de Coros/VI Encontro Internacional de Coros
da Cidade de Montemor-o-Novo
com
Coral de São Domingos (Portugal)
Quatuor Laqué (Suíça)
Coro de la Universidad de Extremadura (Espanha)
(Só começamos quando tu chegares!!!)
Coral de São Domingos (Portugal)
Quatuor Laqué (Suíça)
Coro de la Universidad de Extremadura (Espanha)
(Só começamos quando tu chegares!!!)
domingo, 24 de junho de 2012
Férias na praia? Já lá vai o tempo....
Vêm aí as férias. Muitos portugueses,
com os subsídios de férias cativos para pagamento dos grandes buracos criados
por verdadeiras corjas de malfeitores, não terão alternativa: ficam em casa,
com os pés de molho num alguidar com água fresca, à espera de melhores dias. A
minha fofa já comprou dois: um para nós e outro para os vizinhos de cima. De
barro, para a água se aguentar fresquinha durante mais tempo. E comprou também
um saquinho de sal de cozinha. Sempre ficamos com o sabor a mar nas canelas.
A “economia de
Verão” vai, portanto, ser uma catástrofe. Centenas de restaurantes, das duas,
uma: ou fazem preços rastejantes, e não terão retorno suficiente para pagar aos
fornecedores, ou terão de encerrar portas; se baixarem os preços… vão ter de
fechar na mesma. Os hotéis irão funcionar a meio-gás com o dinheiro de alguns
camones e nós, a malta normal, mais
uma vez, ficaremos sem capacidade para gozarmos aquilo que é nosso: as nossas
praias, o nosso Sol, o nosso país meio devassado por incompetentes.
E como isto
está tudo muito deprimente, vou acabar por aqui para ir dar uma massagem à minha fofa, que hoje acordou com os músculos tensos na zona do pescoço.. Até logo.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Os secretos
As Secretas, que noutros tempos
tinham um nome diferente, continuam na ordem do dia. Há suspeitas de cenas
manhosas mas os assuntos ficam a marinar, até que tudo mergulhe no mundo do
esquecimento onde já por lá flutuam casos e casos de corrupção que, afinal, até
nem eram. Mas precisamos de ter algum cuidado ao fazermos um download ilegal da Internet. Se formos
descobertos, poderemos ir a julgamento e cumprir pena de prisão.
sábado, 16 de junho de 2012
És competente? Vai-te embora
Emigrar continua a ser uma das
opções do pessoal que se forma e que, com vários diplomas na mão, é desprezado
pelo seu próprio país que o formou. E assim vamos vivendo. Os crânios desaparecem de cá enquanto o
diabo esfrega um olho, e outras comunidades, sobretudo nos Estados Unidos e na
Inglaterra, ficam mais enriquecidas. Nós somos assim: eternamente parvos, dando
aos outros de mão-beijada quem nos fica a fazer falta.
.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Conhecimento
Estamos no final do ano lectivo. Com
este ou com outro ministro, as cenas repetem-se, com os alunos aflitos na
última semana de aulas, à espera de um milagre que mude a classificação que
foram construindo ao longo de 9 meses de (não) trabalho e que, pelos vistos,
acabou por fazer jus à pouca vontade de abrir os livros e de se dedicarem um
pouco mais à coisa. Sabemos que o futuro não é seguro nem brilhante, mas o
Conhecimento continua a ser a arma mais poderosa que o ser humano pode ter.
Quando comparados com o poder deste acervo cultural, o dinheiro, os padrinhos, os títulos e as honrarias
nada valem. E a maioria dos alunos, lamentavelmente, ainda não entendeu isso.
sábado, 9 de junho de 2012
Euro 2012? Ná...
Trocam-se opiniões sobre a
participação de Portugal no Euro 2012. Por mim, quanto mais depressa
regressarem… melhor. O cerne do problema não se prende apenas com a questão
financeira. Prende-se com a questão moral. Não há moralidade para se participar
num evento desta envergadura enquanto houver crianças em Portugal, cuja única
refeição diária é que a que tomam na cantina da sua escola; enquanto houver 15%
de desempregados; enquanto houver faltas graves na Saúde, no Ensino, na
Indústria, no Comércio, nos Transportes e cortes descarados nos salários de
quem sempre cumpriu honestamente as suas obrigações; enquanto houver tipos que
engordam à custa dos outros, que nunca roubaram nada a ninguém; enquanto neste
país se protegerem criminosos de todas a espécie, pedófilos, homicidas,
ladrões, boys e girls a viverem de tachos
fenomenais.
Claro que há lobbies, há interesses que servem a uma
corja a quem os três Efes continuam a dar muito jeito. Mas eu já não tenho
idade, nem feitio, para me distrair nem com o Futebol, nem com o Fado, nem com
Fátima. E que isto não signifique desrespeito por quem acredita, ou precisa,
destes três apoios para se divertir, para se esquecer dos problemas ou para se sentir
mais seguro. O que eu quero são soluções concretas que ajudem os que mais
precisam.
Por tudo isto,
e por muito mais que eu não devo aqui escrever, termos uma selecção de futebol
a disputar o Euro é uma ofensa para qualquer português digno desse nome. Tenho
pena, muita pena, que os lobbies e os
interesses falem mais alto do que a vontade política e prática de resolver os problemas
gravíssimos que o país atravessa. Não me queiram obrigar a aceitar outra vez os
salazarentos três Efes, porque para esse peditório já demos e, por causa dele,
ficámos mais inconscientes, mais aparvalhados, mais burricalhos. E isso foi
coisa da qual ainda não estamos curados.
(Texto escrito antes do início do jogo Portugal-Alemanha)
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