Ideias velhas, recicladas a bem do ambiente intelectual português. (E algumas intimidades partilháveis)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
E agora, Carlos?
O Presidente da Câmara de Montemor apresentou o seu pedido de suspensão de mandato, a entrar em vigor a partir de 1 de Dezembro, quando falta praticamente um ano para terminar a “legislatura local”. Levantaram-se vozes de protesto, sobretudo por parte dos que o elegeram, alegando a obrigatoriedade moral de não defraudar o eleitorado, devendo por isso ocupar as suas funções até ao mês de Outubro de 2013. Outros manifestaram-se favoráveis à sua saída antecipada, exprimindo o seu apoio e tentando imaginar o fardo que é conduzir um município durante tantos anos, o que justificaria esta sua decisão.
Na minha análise, que muitos
leitores partilham, e que vale o que vale, a CDU continua a manter o vigor, a
perspicácia e a visão de sempre. Hortênsia Menino, vice-presidente da
autarquia, e igualmente mulher de confiança do partido, assume desde logo o
cargo deixado vago por Pinto de Sá, iniciando assim um “estágio” de 11 meses
que a deixará mais preparada para, com segurança, ser cabeça de lista pela CDU
no próximo mês de Outubro de 2013.
Se os eleitores, desiludidos
com o partido e/ou com Pinto de Sá, devido à sua saída antes do previsto, decidirem
não apostar na possível candidata, poderá haver algumas dúvidas em relação à
eleição de Hortênsia Menino para presidente. Esta questão pode vir a ser
aprofundada se os partidos da Oposição quiserem tirar proveito desta situação,
apresentando candidatos cujas características convençam o eleitorado de vez (o
que até agora ainda não aconteceu) ainda que tenham consciência das vantagens
da eventual candidata CDU, o que deve funcionar como um incentivo à
criatividade e não como um motivo de falta de coragem política.
Por isso, ainda é cedo para
que se vislumbre exactamente quem irá ocupar a presidência no mandato
que se segue. Tudo depende dos resultados do “estágio” da provável futura
candidata e do esforço (e perspicácia) do PS e do PSD para contrariar a cor
vermelha, há 39 anos no poder em Montemor-o-Novo.
E o futuro de Carlos Pinto de
Sá? Isso só a ele diz respeito, independentemente do rumo que tomar.
sábado, 3 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
Um abraço, Manel!
Sem querer transformar este Cloreto num
Panteão Local, não posso deixar de recordar Manuel Justino Ferreira, que
desapareceu fisicamente do nosso convívio há dez anos. Porém, continua vivo o
poeta, o músico, o encenador, o actor, o inventor de histórias, o contador de
anedotas, o acompanhador de fado, o homem da noite e dos amigos e um louca e
eternamente apaixonado pela Torre do Relógio. Também ele marcou gerações,
instituições e colectividades com o seu inesquecível talento e jeito peculiar
de ser e de estar.
O Manuel Justino nunca foi um homem
de teres e haveres. Foi sempre o homem das palavras escritas, das palavras
ditas e, quantas vezes, das palavras malditas. Foram essas as que mais me
cativaram.
Um abraço cheio de saudade.
P.S.: Nestes dez anos, nos encontros com o teu filho Manuel Henrique, com o
Leopoldo Gomes ou com o Manuel Filipe Vieira, o teu nome vem sempre à baila,
por este ou por aquele motivo, ou só porque sim, porque temos saudades dos teus
momentos de grande humor e da escrita tão terna quanto provocadora. Desculpa
tratar-te por tu, mas sinto-me assim mais próximo da tua poesia e do espaço
onde agora habitas. O pessoal também te manda um abraço fraterno.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
XVIII Concerto de Outono (Vocalidades 2012)
Foi mais uma tarde de grande convívio musical e... humano. A música tem destas coisas. Obrigado aos coros convidados, ao público presente e às entidades patrocinadoras.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O Pirulito
Não há-de faltar muito para regressarmos ao cultivo da terra como forma única de sobrevivência. Foram uns anos de pousio, a mando da União Europeia e dos poderosos que nela têm mandado. “Parem as sementeiras que a gente manda para aí dinheiro”, diziam eles. E nós, ignorantes e a pensar na chuva de milhões, assim fizemos. E a terra, que tudo dá, por aqui ficou, seca, estéril, ao abandono, neste Alentejo outrora um mar de ouro e fonte de riqueza inesgotável.
Hoje,
muitos dos meus amigos, para poderem fazer algumas refeições decentes,
ressuscitaram uma leira de terra, que era do pai ou do avô, onde vão cultivando
batatas, cenouras, couves, feijão e outros produtos, ao sabor das estações do
ano. Porque se aproximam dias ainda mais difíceis e o regresso à terra parece
ser a única solução para minimizar os estragos. Com as políticas fiscais e de
cortes, o comércio vai parar, a indústria já está a ficar parada, os desempregados
são aos milhares, o euro fica cada vez mais desvalorizado e os jovens
recém-formados, garantia de futuro deste pardieiro assustadoramente mal
frequentado, continuam em casa dos pais, porque para arrendarem uma casa para
si e ficarem autónomos é fundamental uma garantia de emprego.
Não vale a
pena disfarçar mais. A maioria dos portugueses começa a não ter para onde se
virar, começando já a manifestar-se nas ruas, pacificamente, fazendo ver aos
que não querem ver que vamos, cada vez com mais certezas, para o fundo, sem
capacidade para resolver, como era hábito, as questões de vária ordem do nosso
dia-a-dia. Pieguices, naturalmente, como iria alguém…
A panela de pressão em que transformaram Portugal não tem
pirulito. Pode, por isso, explodir a qualquer momento. E depois?
sábado, 6 de outubro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
Até já, Padre Alberto
Partiu o Padre Alberto Dias Barbosa, após 62 anos a viver e a pregar a
Palavra em Montemor-o-Novo, que o recebeu como pároco da Freguesia de Nossa da
Vila, em Janeiro de 1950. Amigo do Património local, lutou pela recuperação de inúmeros
monumentos religiosos. Amigo dos jovens, acolheu na sua igreja grupos de
rapazes e raparigas que animavam a celebração da eucaristia com cânticos
modernos, acompanhados por verdadeiros conjuntos de baile, conseguindo assim
cativar os adolescentes, cujos comportamentos influenciou de sobremaneira,
respeitando as diferenças entre eles e fomentando a amizade entre todos.
Foi o principal responsável pelo ressurgimento de “O Montemorense”, o
único jornal local durante décadas, do qual foi director durante mais de 50
anos. Em 89 surge a “Folha de Montemor” e as naturais e saudáveis rivalidades
de estilo e conteúdo. Os jornais procuravam, cada um à sua maneira, servir a
população do concelho, tentando abordar temas que se coadunassem com a sua
linha editorial. As temáticas abordadas pela “Folha”, um jornal acabado de
nascer e fundado por um grupo de gente com sangue na guelra, eram, para o Padre
Alberto, algo ousadas e, por vezes… desajustadas. Por causa disso mesmo, tivemos
as nossas trocas de artigos que, por vezes, incendiavam a opinião pública.
Mas a amizade e o respeito mútuo falaram sempre mais alto e quando, no
dia 28, me despedi, na Igreja do Calvário, do padre que baptizou os meus filhos
gémeos, recordei e agradeci-lhe uma breve passagem ocorrida no início dos anos
80: quando o meu amigo Leopoldo Gomes lhe disse que havia um jovem estudante
universitário que escrevia umas coisas que poderiam ser publicadas n’ “O
Montemorense”, ele responde-lhe: “Esse
rapaz escreve umas coisas? Então traga lá um texto dele para eu ver o que ele
escreve.” E o Leopoldo assim fez.
O rapaz era eu.
Obrigado, Padre Alberto e até breve.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A Bem da Nação
Estou assustado com a maneira como o
texto da Constituição Portuguesa é utilizado pelas diversas personalidades do
nosso Estado. Quando é conveniente, invoca-se o documento para defender
interesses e demagogias. Mas ignora-se vergonhosamente o que lá está escrito,
quando é para se tomarem medidas para tramar o povo, fazendo do documento
estruturante da nossa democracia uma verdadeira palhaçada. Tivemos uma ditadura
assumida durante 48 anos. E hoje, que raio de democracia é esta? Será a bem da
nação?
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
A mão e a palmatória
Há uns anos ri-me aqui, em directo, da minha fofa e das amigas
que iam, ao serão, fazer as suas caminhadas habituais. Elas na sua passada
ritmada, enérgica e saudável e eu no sofá, a ler, a ver uns filmes, umas séries
americanas, a escrevinhar umas baboseiras para os blogues ou para os jornais… Hoje,
faço exactamente a mesma coisa mas acrescentei mais uma actividade a estas
todas. Hoje vou com elas às caminhadas e assumo publicamente que devia ter
começado mais cedo.
sábado, 8 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Mais mobilidade, mais saúde
Terminou mais uma edição da Feira da Luz.
Mais uma vez o autocarro e os comboios que percorriam parte da cidade de Montemor
foram de grande utilidade, sobretudo para os mais idosos que, muito
naturalmente, têm maior dificuldade de locomoção. Mais uma vez, durante as
viagens que fiz, se discutiu a necessidade de haver um pequeno autocarro que,
diariamente, permitisse aos montemorenses com mais idade a possibilidade de serem
mais autónomos de forma a poderem ir às compras, ao médico, aos Correios, à
farmácia ou, muito simplesmente, passear pela cidade, a troco de um passe
social com valor acessível, que desse para cobrir algumas despesas.
A ideia não é
original. Todos os anos, após a Feira da Luz, se fala no assunto mas, depois,
ficamos todos por aqui. Não percebo nada de custos, mas se há outras situações
que são viáveis e de fácil financiamento, penso que a Câmara Municipal devia
pensar seriamente em implementar esta ideia.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Demitido
Os milhares de professores que acabaram de ficar sem emprego são
a consequência de uma prolongada política de erros crassos que, mais tarde ou
mais cedo, tinha de dar nisto. Pode parecer uma enorme alarvidade da minha
parte mas o problema começou ainda antes do 25 de Abril, quando toda a gente
podia ir para o ensino. Muitos jovens, com o 7.º ano dos liceus (actual 11.º
ano), iam dar umas aulas enquanto não arranjavam um emprego “a sério”! De há
uns anos a esta parte, felizmente, isso não acontece. Pelo contrário, a grelha
apertou de tal forma que até professores com 10 ou 15 anos de serviço, com uma
prática excelente e apaixonada, acabaram agora de ficar sem emprego.
Que se faça
uma avaliação docente correcta e justa dos docentes, diferente da última que
fomos obrigados a cumprir, e se conclua quem são os paraquedistas e quem são os professores de carreira, que levam a
coisa a sério e se preocupam, de facto, em transmitir conhecimentos. Talvez
assim estes despedimentos fossem menos injustos.
sábado, 1 de setembro de 2012
Gémeos especiais
Há 18 anos tinha início a Segunda Revolução das nossas vidas: os gémeos viram pela primeira vez a luz do dia, saudáveis e com ar feliz. Como hoje. Depois do 1.º de Setembro de 1994... nada ficou como antes. Há bençãos assim.
domingo, 12 de agosto de 2012
Há que arribar, pessoal!
Com as Olimpíadas 2012, os britânicos recuperaram o orgulho patriótico que lhes veio desde Isabel I (com o I Império Britânico) e, depois, em grande força, com a Rainha Victoria (II Império).
Impérios à parte, fazia-nos falta, a nós, povo luso, um pouco mais de amor-próprio. Assim, à inglesa.
Ou, então, um divã de psiquiatra onde possam caber perto de 10 milhões de portugueses numa consulta de urgência.
Impérios à parte, fazia-nos falta, a nós, povo luso, um pouco mais de amor-próprio. Assim, à inglesa.
Ou, então, um divã de psiquiatra onde possam caber perto de 10 milhões de portugueses numa consulta de urgência.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
It's not THE END!
Terminam hoje, Sexta, as filmagens da curta-metragem do jovem realizador (e cantor, e actor, e músico) Paulo Quedas, com interpretações de Lúcia Moniz, Bernardino Samina e Bia Estróia. Uma semana intensa, durante a qual uma equipa DO OUTRO MUNDO pôs em película vivências muito pessoais mas que, no écran, acabam por tornar-se universais. Foi um privilégio estar envolvido neste mundo de sonhos que é o cinema mas que se torna também um modo de... pacificação com o nosso próprio passado. Obrigado, Maria. Obrigado, Hugo. Obrigado, Paulo. Obrigado, Lúcia. Obrigado, Dino. Obrigado, Bia. Obrigado, Bernardo. Obrigado, Tiago. Obrigado, Graça. Obrigado, Todinha. Obrigado, David. Obrigado, Tomás. Vocês existem?
sábado, 21 de julho de 2012
O fim dos partidos políticos
No meio de outras preocupações, estou igualmente preocupado com as próximas Eleições
Autárquicas. São já para o ano. Ando afastado das movimentações partidárias no
nosso concelho (mea culpa), por isso
não sei o que está a ser feito em termos de preparação a nível de cada partido
para chegar ao topo do Poder Local.
Cá por mim, acabavam-se com os cidadãos apoiados pelos partidos políticos. Cidadãos independentes e apartidários cadidatavam-se e submetiam-se à decisão dos munícipes. O vencedor escolheria a equipa com que iria governar o concelho nos próximos quatro anos. Não sei se resultava, mas sem experimentarmos nunca o saberemos. É que os partidos e as lutas partidárias já passaram de moda e só empatam.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Ai, o Euro!
Aflijo-me sem
saber se Portugal sairá ou não do Euro…
Bom, do Euro futebolístico já saiu. Dizem que de cabeça levantada e eu não percebi
porquê… de cabeça levantada? Então o pessoal vai lá para perder? Eu, quando
jogo às cartas ou aos matraquilhos com a minha fofa, nem que seja a feijões, é
sempre para ganhar. Ficar pelo caminho, quando temos o melhor (dizem) e o mais
maniento (digo eu) jogador do mundo na equipa…? Acho mau. Muito mau. Parece
coisa de político de esquerda que, perdendo as eleições, acha sempre que ganhou
alguma coisa. Se os espanhóis soubessem fazer manguitos era o que teriam feito
depois do golo da vitória.
Subscrever:
Comentários (Atom)
Distraídos crónicos...
Contador de visitas
- Al Tejo
- Associação Cultural Theatron
- Atenta Inquietude
- Cantigueiro
- Conversa fiada sobre detalhes quotidianos
- Coral de São Domingos (blogue)
- Coral de São Domingos (canal youtube)
- Coral de São Domingos (Myspace)
- Coral de São Domingos (site oficial)
- Mala de Contos
- Me, myself and the pen
- Medos Meus
- O Aroma a Canela
- Porta Mágica



.jpg)

.jpg)














