O Balu, depois de ter sido agraciado, pelo Sr. Presidente da República, com a comenda do Cão Mais Fixe do Bairro. Balu??? Não! COMENDADOR BALU, se faz favor!
Ideias velhas, recicladas a bem do ambiente intelectual português. (E algumas intimidades partilháveis)
domingo, 16 de junho de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Não admito que políticos demagogos e aldrabões me andem sempre a dizer com ar paternal, e com um tom de voz de censura estúpida, que tenho andado a viver acima das minhas possibilidades. Eles, e muitos outros antes deles, os primos deles e os amigos deles é que andaram, durante anos, a gozar a vida acima das minhas possibilidades. Nunca enganei o Estado. Nunca assinei contratos que não pudesse honrar. Procurei sempre cumprir as minhas obrigações de cidadão e de contribuinte. Eles é que me aldrabaram. Eles. Lembro-me que, quando assinei o meu contrato com o Ministério da Educação, em 1983, a minha reforma previa-se que fosse ao fim de trinta e dois anos de serviço, o ordenado nunca iria baixar, mas sim aumentar para fazer face à inflação, as faltas por doença, por serviço oficial, ou por outro motivo qualquer eram aceites segundo um critério minimamente justo. O subsídio de férias e o de Natal estaria sempre assegurando, desde que cumprido o calendário de trabalho previsto. Isto para não falar na redução gradual do horário de trabalho, para compensar o desgaste de uma profissão dura e de responsabilidade que é a de professor.
Afinal, era tudo mentira. Tudo aquilo a que tínhamos direito no início da nossa carreira foi-nos descaradamente roubado, para tapar os buracos que tipos com uma coluna vertebral de lagarta cavaram ao longo dos anos à pala de quem trabalha. Deixam-nos a agonizar em nome da nação e do bem comum. Pena eles lembrarem-se agora do bem comum. Sinto-me agoniado cada vez que eles aparecem na televisão, com ar catedrático, a vomitar as suas grandes lições de moral.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
25 de Abril sempre? Não. Já!
PS: A arruada na minha terra, que iniciou as comemorações de Abril, foi frouxa e com o pessoal habitual a gritar em grande desacerto. E os outros? Onde ficaram?
Temos o Governo e os políticos que merecemos.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Bye-bye, sweetheart!
Relvas
demitiu-se (eh, eh, eh). Tentei saber os verdadeiros motivos da sua fuga. Segundo o seu protector
Passos Coelho, era um homem íntegro e por dentro dos dossiers que estavam à sua responsabilidade. Prova disso é o facto
de ser mais inteligente do que a maioria dos estudantes universitários, porque fez
a sua licenciatura em tempo relâmpago com o apoio da Universidade que, pelos
vistos, reconheceu nele um aluno de excepção. Foi acumulando fracassos atrás de
fracassos (de acordo com as más-línguas), ao longo do tempo em que nos desgovernou,
coitado, ainda que com muita fé e boa vontade. Mas eis que acabou por ofender a
essência deste país, cuja liberdade é simbolizada na velha, mas cada vez mais
nova, Grândola de José Afonso. Pois foi esta a gota que fez entornar o pequeno
copo de plástico que era a sua vida política: o senhor Relvas (acho que já não
é dr.) cometeu um enorme crime de lesa-música e de lesa-liberdade: desafinou a
música do Zeca. E, como se tal não bastasse… riu-se.
sábado, 20 de abril de 2013
E se fossem bardamerda?
O país
continua a ser levado para um buraco sem fundo. Há crianças com fome que acorrem
com mais frequência às cantinas escolares. O desemprego aumenta todos os dias
assustadoramente. Há casas que deixam de ser pagas aos bancos. Há famílias a
mudarem-se para habitações mais modestas, outras que passam a viver com os pais
outra vez. Muitos sentem a espada sobre a cabeça, sem saberem se, no dia
seguinte, têm emprego, se têm pão para dar aos filhos. Muitos jovens abandonam
a nossa terra, o nosso país, porque nada podem fazer aqui. A incerteza mora na
mente de todos nós. Porque temos pais. Porque temos filhos. Porque temos de
viver com dignidade. E ainda me dizem que andámos a viver acima das nossas
possibilidades? Esses bandidos é que andaram a viver acima das MINHAS possibilidades. E se fossem barda... dar uma volta ao bilhar grande?
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Mais uma da minha fofa
O Tribunal
constitucional chumbou as medidas ilegais propostas pelo Governo para o Orçamento de 2013. Se são
medidas anticonstitucionais, são medidas que vão contra a constituição, isto é,
contra a lei geral. Ou estou enganado? Então, o Governo quer impor normas que
não estão dentro da lei, isto é, que estão fora da lei. Então como devo
entender aqueles que propõem medidas que estão fora da lei? A minha fofa anda
mesmo arrasada com isto tudo. São situações que lhe dão muita embechação: “Se Passos Coelho fez aquelas propostas, foi
porque não tem dinheiro para pagar… Então, vou propor algumas medidas ao
Governo,” disse-me ela. “Se eles
podem, eu também posso.” E avançou sem me deixar sequer abrir a boca: “Se a questão é falta de dinheiro e podermos
fazer face à crise, vou propor o não pagamento do IMI, o não pagamento do IRS,
o não pagamento do Imposto de Circulação, e mais alguns que nos possam
prejudicar o Orçamento Familiar.” E sorriu, com ar maroto, repetindo: “Se eles podem eu também posso.” Acreditem,
não sei como isto vai acabar.
quarta-feira, 20 de março de 2013
PORTUGAL FALIU
No
dia em que os indignados que ganham 70 mil de reforma por mês davam
uma conferência de imprensa para todo o país (um ultraje só possível de igualar
às prisões e à tortura durante a longa noite de 48 anos, patrocinada pelo
ditador de Santa Comba), tocaram à campainha da minha casa. Fui abrir. À minha
frente, um jovem com cerca de trinta anos, de olhos claros, barba de três dias,
cabelo puxado para trás, roupa a necessitar de lavagem urgente. Perguntei-lhe
ao que vinha. Pediu-me desculpa, que não queria incomodar e que só tinha tocado
por emergente necessidade. O seu discurso era cuidado, pausado, palavras bem
articuladas, como se estivesse a… dar uma aula. Reiterou o pedido de desculpas
e disse-me, com os olhos em água, que pedir esmola era a única forma honesta
que tinha encontrado, desde há um ano, para poder sobreviver. Que, a seguir,
iria tocar às campainhas dos meus vizinhos e bater às portas dos vizinhos dos
meus vizinhos. Estivemos alguns minutos a conversar. Aquele rosto, a mão
esquerda a apertar a direita, a voz bem timbrada, a vergonha disfarçada pela
frontalidade, levou-me, ainda que timidamente, a fazer perguntas. Das perguntas
a uma pequena nota que lhe permitisse “comer uma bucha”, foi um pequeno passo.
Desta vez fui eu que lhe pedi desculpa por não poder dar mais. Acenou-me com um
sorriso e meteu-se à estrada em direcção a outras portas.
Era de Sintra, este professor, actor,
bailarino e coreógrafo, licenciado em Estudos Teatrais pela Universidade de
Évora e que tinha sido despedido da sua escola havia um ano. Eu, que nunca
tinha experimentado o sentimento de ódio na minha vida, naquele momento odiei
todos os que, ganhando 70 mil euros de reforma, vinham indignar-se perante o
país como se andassem a pedir esmola. Não fosse este um espaço de gente educada
e preocupada com o rigor das palavras e das acções, e o meu desabafo não
terminaria sem ter de mandar aqueles idiotas da conferência de imprensa a um
sítio bem específico onde eles não iriam. E daí… não sei.
Se eu lhes acenasse com uma notazinha correspondente mais ou menos ao ordenado
mínimo nacional… acredito que fariam fila!
terça-feira, 19 de março de 2013
Celestino António
Deixaria o Coral, e a Vida, menos de um ano depois. Mas a voz dele vai andar sempre, algures, entre a Rua do Chamorro e a Igreja da Misericórdia. Por vezes, nos ensaios, invocamos a sua memória, os seus ditos, o seu exemplo. Porque temos saudades.Ver mais
quarta-feira, 13 de março de 2013
Boa sorte, Francisco!
A
demissão de Bento XVI
foi o sinal mais visível da crise de identidade que leva a Igreja Católica a
viver agora a fase mais conturbada da sua existência na era moderna. Quem
conhece a história da Igreja e, em particular, as lutas pelo poder Temporal,
protagonizadas por Papas e candidatos a Papa, não encontra motivos para grande
admiração. Lutas pelo poder, golpes palacianos, escândalos, quantos deles
estrategicamente abafados, sempre os houve. Afinal, os misteriosos habitantes
do Vaticano são homens, ainda que escondam os seus defeitos, perfeitamente
humanos, sob a batina cardinalícia, outrora uma protecção e um sinal de
intocabilidade, atrevo-me a escrever, de uma quase santidade antecipada.
Nos dias que correm, e à imagem do que
aconteceu quando a Europa se cobria tragicamente com as trevas da Idade Média, e
trazidos à luz do dia os escândalos que envolvem membros do clero católico, os
defensores da Igreja de Roma preparam-se agora para manifestar a sua fidelidade
ao próximo descendente de São Pedro. E, quanto mais telhas de vidro aquele
tiver, e, consequentemente, mais difícil for a sua defesa diante dos seus pares
e, sobretudo, perante o mundo dos comuns mortais, mais forte será a união entre
aqueles que querem continuar a pertencer à força religiosa, aquela que continua
a ser política e socialmente mais influente na Europa dos nossos dias.
Uma coisa é certa: depois da demissão
histórica de Joseph Ratzinger, atitude inesperada (ou talvez não), cujos
contornos não são, de todo, visíveis, vai ser tão difícil ser Papa reinante,
como servo obediente. Por isso, boa sorte, espírito aberto e coragem, Papa
Francisco, para fazer da sua Igreja um exemplo incontornável de transparência e
de tolerância!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Há
dois anos, no dia 22,
partia para sempre o homem que me fez e modelou, que me ensinou a ser eu
próprio e que, com sacrifício mas com orgulho, me deu ferramentas para poder
sobreviver neste mundo cão. O homem que me ensinou a ser optimista, a estar
sempre do lado da solução e nunca do lado problema, que me mostrou como era (é)
bom comer, beber e viver sem ostentação, mas com qualidade. O homem que me
mostrou que, com humildade, conseguimos voar mais alto e que, se formos
honestos, ficamos mais próximos dos que nos são próximos e que teremos sempre
amigos prontos a ajudar. Partiu um homem que amava a vida que, para ele, se
resumia de forma profunda e intocável, à mulher, ao filho, à nora, aos netos,
aos irmãos, à loja…
Um homem para quem todos os dias eram
dias de festa, porque, para ele, a vida valia sempre a pena. E valeu. Já estive
perto de te reencontrar mas… ainda não foi desta. Vais ter de esperar mais um
tempo.
Um abraço, Pai.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
A
minha fofa
hoje, quando acordou, disse: “Vou
comprar um Porsche.” Levantei-me e fui à pressa para a casa de banho pôr um
comprimido debaixo da língua, antes que me desse uma (outra) coisinha má.
Quando regressei ao quarto, já com o cheque passado, a bela dona estava
profundamente a dormir, ressonando, até, ao de leve. “Vais comprar um Porsche?” perguntei-lhe ao ouvido. Semi-acordou
para responder: “Deves estar maluco!
Temos de acabar de pagar o Ferrari e o iate.” Tinha sido um sonho, afinal.
Rasguei o cheque, aliviado, e deitei-me a seu lado, pronto para mais 10 minutos
de madorna.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Casa dos Enredos
(Foto Paulo Caldeira-Folha de Montemor)
A Casa dos Enredos abriu e fechou as portas no dia 10 de Fevereiro, para receber e expulsar os concorrentes mais interessantes de sempre. Aqui fica, para memória futura, as personagens e os intérpretes desta grande peça de teatro carnavalesca:
Tesa(Tesinha para os amigos) Guilherme: Carla Rodrigues
Petra: Luís Parreira
Mara: Custódio Gervásio
Alexandra: Ana Barreiros
António: Manuel Henriques
Susana: António João Melgão
Claúdio: João Veiga
Jean-Mark: Hélder Pais
Marco: Mundinho Samina
Cátia: João Macedo
Fanny: Manuel Nunes
Senhora Merkel: Xico Pelaio
Avô do Jean-Mark: José Pedro Barreiros
A Burra: Nuno Serôdio e Gonçalo Sequeira
Voz: João Luís Nabo
Segurança 1: Nuno Tanganho
Segurança 2: Pedro Barreiros
Piano e Direcção Musical: Manuel Tavares
Encenador principal: José Pedro Barreiros
Assistentes do Encenador: todos os anteriores
Textos e canções: todos
Músicas: roubadas
Sonoplatas e luminotécnicos: Custódio Quintal e Tiago Coelho
Apoio na Produção: Sociedade Carlista
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Tá bem, abelha!
Este mês quase não havia
Cloreto. Na onda de greves que houve por aí, e pensando nas que hão-de vir, decidi
fazer greve à escrita, já que, por muito que se escreva, ninguém leva a sério o
que as palavras promovem. Mas a secretária de redacção deste jornal, atenta às
faltas e aos atrasos dos mais distraídos (os jornais não se fazem com
grevistas), enviou-me uma mensagem que me despertou para a vida: “Ou envia o Cloreto HOJE (dia 16) ou é
despedido com justa causa!”
A minha vida foi, desde
sempre, orientada, condicionada, comandada, leccionada, protegida, abençoada
por Mulheres de armas – com três cês no cognome: corajosas, competentes
e carinhosas. Contudo, intransigentes. Dezenas delas passaram por mim ao
longo destes anos e fizeram de mim o que sou hoje: as minhas Avós, a minha Mãe,
a minha Professora Primária, as minhas muitas Professoras do Ciclo, da
Secundária, da Universidade de Lisboa e de Évora, a minha Editora, manda-chuva
da Tágide, empresa editorial que publica os meus contos de Vila Nova, as minhas
trinta e tal Coralistas, pacientes e brutalmente amigas, a minha Mulher, a
minha Filha, a minha Sogra, as Cunhadas, as Tias e as Primas e a… Secretária
deste jornal que continua, pacientemente, à espera das minhas divagações
mensais… nem sempre muito católicas.
Os directores, os directores
adjuntos, os presidentes, os doutores e engenheiros, os administradores, os
patrões, os líderes, os cronistas e os jornalistas, os repórteres, todos
importantes, altamente vaidosos do seu papel de gestores, de informadores, de
chefes, inchados com os títulos académicos e com os cargos, vistosos nas suas
palavras e nas suas gravatas sempre na moda… destes todos, nenhum teria
visibilidade, nenhum veria a luz do dia, nenhum seria conhecido na rua, sem a
gestão profissional que Maria Manuel Casa Branca, com o apoio de algumas
colaboradoras, faz do espaço e dos muitos escultores da palavra e da notícia
que mensalmente colaboram em cada edição. Por isso, este mês, é duplamente
graças a ela que estão a ler este pequeno tributo.
“Ou envia o Cloreto HOJE (dia 16) ou é despedido com justa causa!”, li eu na desesperada mensagem, hoje de manhã.
Tá bem, abelha! E depois?
Como é que iriam ocupar a quase meia página mensal de texto inteligente que eu
lhes proporciono? Como iriam ficar a par das idiossincrasias da minha fofa, a
quem dei hoje merecida dispensa?
Até para o mês que vem.
(Espero.)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
O Ano Novo do Medo
Este ano vamos todos comer as 12 passas
sem fazer qualquer desejo. Não valerá a pena tragá-las, porque a nossa vida já
está programada pelos governantes, condicionada pelas medidas que aí vêm,
estragada pelo aperto ainda maior a que vamos ser submetidos. Depois das tonturas
que assolaram os nossos dias no ano 2012, que cabeça e vontade temos nós para
formular desejos optimistas e esperançosos?
Há uns anos, vi um filme que me
impressionou: a história de um homem que era colocado numa floresta, onde um
grupo de ricalhaços, a troco de uma elevada soma de dinheiro, o perseguia com
caçadeiras, numa literal caça ao homem até à sua extinção cruel e fatal. Era a
história da luta de um homem pela sobrevivência até este soçobrar de forma
pouco digna e, muito menos, heróica. Como português sinto-me esse tipo,
constantemente perseguido, ameaçado e com a sua existência em constante perigo,
não sabendo nunca o que vai acontecer no dia seguinte. E, como eu, milhões.
Há uma coisa de que não duvido: o ano
2013 vai ser um ano de terror para a grande maioria dos portugueses, sobretudo
para os que estão sem emprego e para os milhares que vão ser despedidos em
breve. Os filhos, os sobrinhos, os primos e os alunos com quem trabalho
diariamente atravessam-me constantemente o pensamento porque sei, sabemos (e o
Governo sabe) que eles serão, por arrastamento, igualmente vítimas desta
embrulhada em que nos meteram.
Nestes devaneios pessimistas vale-me a
fofa que já ralhou comigo e me disse, de dedinho indicador esticado: “Deixa-te dessas cenas a atirar para a
novela mexicana. Vamos comer as passas, subir para cima de uma cadeira e bater
tachos e panelas na rua para espantar os maus espíritos. Há que ter esperança
na energia que nos move todos os dias. Não podemos fraquejar, porque os nossos
pais precisam de nós, os nossos filhos ainda estão à nossa responsabilidade e
se houve uma maioria de cidadãos que lá pôs este e outros Governos, então é
preciso sermos igualmente muitos para o tirar de lá. Porque é um Governo que
trouxe a fome e a miséria a crianças e velhos, atirou milhares de trabalhadores
para o desemprego, matou velhos que deixaram de ter dinheiro para ir ao médico,
humilhou todos os portugueses de forma indigna e insultuosa.” Parou um
nadinha para recuperar o fôlego. (Mas continuou de dedinho esticado).
E concluiu: “Se nós não confiarmos nas nossas capacidades, quem confiará? Baixar os
braços é o último gesto que pretendo fazer. Estás comigo?”
Não lhe respondi logo. Virei-lhe as
costas, dirigi-me para a porta e disse-lhe: “Não
me demoro. Vou só à loja comprar um saco de passas. Queres de uva preta ou de
uva branca?”
domingo, 16 de dezembro de 2012
Vocalidades 2012 - Concerto de Encerramento
Coral de São Domingos e Banda de Lavre encerraram o ciclo de concertos comemorativos do 25.º aniversário do Coral de São Domingos (Foto M. Roque)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Feliz Natal!
Feliz Natal para si, caro
leitor. Mesmo que o seu ordenado tenha sido cortado por mor das medidas que
dizem ser de austeridade mas que são para pagar os rombos que alguns nababos
fizeram a esta Nação, agora mortal e muito pouco heróica. Apesar de o IMI ter
aumentado. Ainda que a renda da casa possa ter subido para 10 vezes mais.
Embora não tenha dinheiro para mandar arranjar o forno do fogão, para pagar a
luz ou as propinas dos filhos. Sorria porque é Natal!
Feliz Natal, caro
Primeiro-ministro. Apesar de continuar a dar cobertura aos que roubaram o
Estado, o País e os seus concidadãos. Ainda que o senhor continue friamente a
aprovar as medidas do seu ministro Gaspar, que conseguiu descaradamente roubar
pensionistas e idosos que trabalharam toda uma vida sem descanso. Embora
continue cego e surdo aos apelos dos portugueses que estão cada vez mais
desesperados e sem saída. Sorria porque é Natal!
Feliz Natal, senhor
Presidente da República. Apesar de estar teimosamente calado, com medo sabe-se
lá do quê, quando deveria falar e dizer o que realmente pensa sobre o saque que
os ladrões de colarinho branco fizeram aos cofres do Estado. Ainda que não
queira assumir que o actual Governo não está a servir o povo que o elegeu.
Embora prefira fazer humor com os seus silêncios, comer bolo branco e
passear-se por um Portugal deprimente e depressivo, fingindo que vive no
paraíso. Sorria porque é Natal!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
E agora, Carlos?
O Presidente da Câmara de Montemor apresentou o seu pedido de suspensão de mandato, a entrar em vigor a partir de 1 de Dezembro, quando falta praticamente um ano para terminar a “legislatura local”. Levantaram-se vozes de protesto, sobretudo por parte dos que o elegeram, alegando a obrigatoriedade moral de não defraudar o eleitorado, devendo por isso ocupar as suas funções até ao mês de Outubro de 2013. Outros manifestaram-se favoráveis à sua saída antecipada, exprimindo o seu apoio e tentando imaginar o fardo que é conduzir um município durante tantos anos, o que justificaria esta sua decisão.
Na minha análise, que muitos
leitores partilham, e que vale o que vale, a CDU continua a manter o vigor, a
perspicácia e a visão de sempre. Hortênsia Menino, vice-presidente da
autarquia, e igualmente mulher de confiança do partido, assume desde logo o
cargo deixado vago por Pinto de Sá, iniciando assim um “estágio” de 11 meses
que a deixará mais preparada para, com segurança, ser cabeça de lista pela CDU
no próximo mês de Outubro de 2013.
Se os eleitores, desiludidos
com o partido e/ou com Pinto de Sá, devido à sua saída antes do previsto, decidirem
não apostar na possível candidata, poderá haver algumas dúvidas em relação à
eleição de Hortênsia Menino para presidente. Esta questão pode vir a ser
aprofundada se os partidos da Oposição quiserem tirar proveito desta situação,
apresentando candidatos cujas características convençam o eleitorado de vez (o
que até agora ainda não aconteceu) ainda que tenham consciência das vantagens
da eventual candidata CDU, o que deve funcionar como um incentivo à
criatividade e não como um motivo de falta de coragem política.
Por isso, ainda é cedo para
que se vislumbre exactamente quem irá ocupar a presidência no mandato
que se segue. Tudo depende dos resultados do “estágio” da provável futura
candidata e do esforço (e perspicácia) do PS e do PSD para contrariar a cor
vermelha, há 39 anos no poder em Montemor-o-Novo.
E o futuro de Carlos Pinto de
Sá? Isso só a ele diz respeito, independentemente do rumo que tomar.
sábado, 3 de novembro de 2012
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